sexta-feira, 18 de julho de 2008

Ministra da Saúde vence guerra das urgências


Ana Jorge deu uma ambulância para conseguir acordo com Anadia.

A ministra da Saúde vai na próxima sexta-feira a Anadia para assinar com a câmara municipal um protocolo que mantém o serviço de urgência do hospital local fechado à noite. “Não vamos ao ponto de exigir o que não é possível”. Com esta frase, dita ontem ao Diário Económico, o presidente da câmara municipal de Anadia, Litério Marques, justificou a assinatura do acordo, que mantém as condições dos últimos seis meses.O processo de Anadia, que tantas dores de cabeça deu a Correia de Campos – e que acabou por determinar a sua saída do Governo – vai, por isso, finalmente ser fechado. O novo documento, de acordo com as informações recolhidas pelo Diário Económico, não está ainda fechado, pelo que pode ainda sofrer alterações de pormenor. Certo é que o serviço de urgência, um dos principais motivos da discórdia entre a câmara de Anadia e o Ministério da Saúde, vai mesmo permanecer fechado entre a meia-noite e as oito da manhã, e a ambulância com um condutor e um enfermeiro, que diariamente estaciona à porta desse serviço vai continuar a ficar por lá todas as noites.

in (DE)

Parece ser a solução razoável para Anadia, porque depois das 24 horas não se justificava o serviço aberto. Era um desperdício de recursos humanos para se efectuarem poucas ou nenhumas urgências neste período do dia...assim as urgências que de facto acontecerem serão encaminhadas para Coimbra.

Um hospital Central com todos os recursos, porque isso já acontecia em situações um pouco mais graves por falta de capacidade de resposta do Hospital de Anadia.

1 comentário:

margarida disse...

apesar de haver alguma verdade no que afirmas, gostaria de começar a pensar que não vivemos num país terceiro mundista, onde a melhoria das condições de acesso à saúde passassem pelo fecho de uma carrada de hospitais, mas sim na implementação de meios de qualidade no tratamento da população em cada um deles. É pena que as políticas economicistas passem por aqui. Assim teremos hospitais distritais e centrais como o de Coimbra a abarrotarem de doentes, o que me faz pensar na qualidade da prestação de cuidados do pessoal médico e de enfermagem, que lá trabalham, ao utente...o tempo o dirá.