domingo, 18 de maio de 2008

ZÉLIA GATTAI, MORREU O CORPO, PERDURA A PESSOA E OBRA!


O escritor português José Saramago recordou hoje a escritora brasileira Zélia Gattai, viúva do falecido Jorge Amado, que morreu sábado, com a sua vitalidade e alegria própria do povo brasileiro.
"Recordo a grande vitalidade" de Zélia Gattai, disse o Nobel da Literatura, para quem a brasileira foi a "companheira perfeita para Jorge Amado e uma excelente escritora".
"Os seus anos finais foram bastante tristes, mas recordo-a sempre com a sua alegria", disse o escritor no final de uma visita à exposição "José Saramago. A Consistência do Sonho", em Lisboa.
José Saramago considera que quase poderia caracterizar Zélia Gattai como a "alegria personificada" do povo brasileiro, "mas há sempre um fundo de melancolia" em cada pessoa.
"Era uma grande amiga. As coisas complicaram-se e afastámo-nos. Deixei de a ver com tanta frequência".
in lusa

1 comentário:

margarida disse...

Ao contrário de José Saramago, pedante e com mania que é intelectual, que escreve livros intragáveis e que por ter ganho um prémio nobel pensa que tem o direito de palpitar sobre tudo, com a eterna convicção de que é o legitimo possuidor da verdade, Zelia Gattai e Jorge Amado, foram figuras ilustres da arte da escrita, sem pretenciosismos, com a capacidade singular de transmitir o simples de forma simples e acessível, transbordando-nos para os cenários que ele próprio idealizou sem quaisquer dificuldades.
Transmitiram histórias do Brasil, com mestria e com a beleza, alegria e simplicidade que só os brasileiros conseguem.
Deixam-nos obras magníficas das quais destaco, " A Casa do Rio Vermelho" e "Dona Flor e os seus dois maridos", entre muitos outros títulos.
O Brasil e o resto do mundo estão de luto, mas ficam com uma grande herança!