terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

MARIO CRESPO - A VITIMA...


1. Será que ninguém se indigna que conversas privadas entre amigos, num restaurante, sejam tema de um artigo de opinião de um jornalista?

2. Será que voltámos ao tempo da “bufaria” pidesca (onde até se fazem dossiês sobre algumas pessoas…) , em que se tem de ter cuidado com o que se diz em privado?

3. Será que uma pessoa, em privado, não pode dizer mal, injuriar, mandar para onde quiser quem queira?

4. Será que o 1º ministro e outros não podem achar o jornalismo do Crespo parcial e mal feito?

5. Será que alguém do governo combina acabar com o jornalista Crespo num restaurante, cheio de pessoas com os ouvidos na conversa alheia, sabendo que o homem tem um programa próprio no canal privado do fundador do PSD?

6. Será que é pedir muito que um jornalista confirme devidamente as fontes da sua notícia – porque, de facto, este artigo seria uma “grande” notícia - e desse oportunidade ao contraditório, visto a coisa ter sido contada por entrepostas pessoas?

7. Será que um jornal, criminalmente responsável por o que se escreve no jornal, não deve questionar o autor de um artigo, especialmente quando os meios de obtenção da notícia não cumprem as práticas deontológicas, sobre a veracidade e confirmação do que escreve?

8. Será que não é estranho que o próprio jornalista Crespo se recuse a confirmar a notícia que dá e deixe de publicar o artigo na sua coluna semanal?

9. Será que não é estranho que o jornalista Crespo se coloque em bicos de pés na senda de outros grandes jornalistas, MMG e JMF, e se faça um mártir do jornalismo independente?

10. Será que não é estranho que o jornalista Crespo faça publicar o seu artigo num sitio ligado ao PSD?

11. Será que não é estranho que isto tudo coincida com a publicação, no próximo dia 11, do livro do próprio jornalista Crespo (e que, segundo já fez saber, inclui este artigo)?

Será?
C C

5 comentários:

Anónimo disse...

Caro Egidio:
Será que algum dia também vai falar bem do Salazar?
Será que algum dia vai tirar a mascara de Socialista Ditador???
Será??????????

Anónimo disse...

Será que o meu caro an´nimo não sabe o que o contraditório?
Claro que não sabe e também o não sabe o Mario Crespo, por isso fãz estas birrinhas contra Sócrates e arma-se em vitima...
Um bom jornalista não acredita que num hotel os senhores ministros andem aos berros por dá cá aquela palhano diz respeito ao crespo por mais importante que ele fosse. Não acha estranho? É mínimo que se pode pedir a quem tem alguma inteligência... Mesmo que se queira dizer mal do Crespo pode-se dizer mas não na quel sítio. Não é meu caro, e Salazar? santa paciêencia!...

Anónimo disse...

Só um BURRO é que não vê.

ruy disse...

QUEM SE METE COM O PS LEVA

Foi com este lema muito provavelmente que, pela mão de Jorge Coelho, se terá iniciado aquilo a que muitos hoje chamam, de Central de Propaganda e Contra Informação do Partido Socialista (CPCI). A escola vinha de alguns anos atrás, na SIC de Emídio Rangel. Com as eleições de 2005, o PS formou, a meu ver, um núcleo duro de controlo e acção na comunicação social. Os primeiros órgãos “tomados” pelo PS terão sido o Diário de Notícias com Bettencourt Resende, o Jornal de Noticias no Porto, a TSF com José António Teixeira e outros e a SIC com Ricardo Costa. Com o trabalho desta CPCI o PS foi paulatinamente alargando o seu domínio a outros órgãos de comunicação social, conquistando primeiro alguns dos seus “jornalistas” e com o decorrer do tempo, as suas próprias direcções. Diário Económico, Diário IOL, Visão, RDP, RTP e SIC. Mais tarde, com operações bem estruturadas reveladoras do profissionalismo alcançado pela CPCI, acabaram por “calar” a TVI e o Público.
O auge da actividade desta Central negra, como se tornou evidente, terá sido naturalmente a campanha e a pré campanha eleitoral das ultimas legislativas. Tinham tudo a perder e por isso empenharam-se a fundo. Souberam forjar “casos” com que inundaram a campanha e com o domínio da generalidade dos órgãos de comunicação social melhor souberam dar-lhes publicidade. Envolveram até o Presidente da Republica nas mãos destes “militantes traficantes da notícia”.
De pouco têm valido as denuncias de Francisco Sarsfield Cabral, de José Manuel Fernandes, sobre «pressões ilegítimas» sobre jornalistas dos dois meios de comunicação por parte do “gabinete” de Sócrates. Mais recentemente as graves denuncias de José António Saraiva e agora as de Mário Crespo. Tudo parece cair em saco roto mesmo quando, algumas delas, mereceriam a intervenção do Ministério Público.

José Sócrates, tem hoje o controlo quase absoluto da comunicação social, da investigação criminal, investigação judiciária, procuradoria e secretas. Por esforço pessoal e cobardia de muitos. Os pilares da Democracia e da Liberdade foram usurpados a uma saudável vivência democrática. O País está mergulhado no mais profundo pântano nesta terceira republica.

ruy disse...

Escrevi o que escrevi, apenas porque o meu caro bloger como diz - !é livre e gosto da liberdade!