domingo, 15 de março de 2009

SÓ (as minhas) PALAVRAS ESCRITAS.



Pois que a vida não deve existir,

nem ser escrita.

Não parti, porque afinal nunca cheguei.

Estou aqui, na terra de todos aqueles que

não se conhecem, estendendo-te a mão.

Querias ser como eu? Não queremos

ser todos algo que não somos? É

duro reencontrarmo-nos, sim.

Nunca soube, nunca perceberei

se o hábito, a rotina, essa solidão

é prenda ou veneno... Tu sabe-lo?

Assim, escrevo como se

tudo fosse perguntar.

E cá vou andando, nunca partindo,

nunca chegando...
Alexandre Fonseca

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