terça-feira, 19 de outubro de 2010

O OE DE ESTADO E O Sr. ANTÓNIO MARTINS...(QUE SERÁ SINDICALISTA OU CHAN... do ESTADO? NÃO?...)


Ouvi ontem na RTP um exaltado proletário, a quem as medidas de contenção orçamental devem pôr em causa a sobrevivência, a atacar o Governo em termos que a educação, a serenidade e a inteligência não consentem.

Disse que as medidas do OE (percebi que seria juiz, de outro modo estaria a usurpar funções) eram uma vingança do Governo “contra os juízes” por terem os magistrados incomodado boys do PS [sic] nos casos Freeport e Face Oculta.

O indivíduo em causa chama-se António Martins, apresentou-se como presidente do sindicato dos juízes, uma bizarria que a democracia deve proibir, e acusou o Orçamento de ser um roubo a 450 mil portugueses (não disse que era aos mais carenciados) e que pretendia partir a espinha à magistratura.

Quando, no antigo 7.º ano dos Liceus estudei Organização Política e Administrativa da Nação (OPAN) aprendi que aos juízes cabia a aplicação das leis e vejo agora, em reiteradas manifestações de azedume contra a democracia, que há pelo menos um boy que pretende aplicá-las, fazê-las e, quiçá, governar o país através do único órgão que não é escrutinado pelo voto.

Lembrei-me que já entrou na toponímia de Lisboa o nome de um fascista que presidiu a um Tribunal Plenário e que, tal como houve, entre a plêiade de honrados magistrados, serventuários da ditadura, também agora podem aparecer magistrados de raiz totalitária.

Portugal, saído da mais longa ditadura europeia, não pode deixar que o poder judicial se intrometa na política partidária. Por mais alto que fale e ameaçador que se revele.

Bem sei que no caso Moderna os juízes que aí davam aulas o faziam a título gracioso, só por generosidade, e que, nesse caso, nada houve a averiguar. Nesse e noutros.

Adenda - Os mesmos dislates vêm reproduzidos na página da ASJP

5 comentários:

Anónimo disse...

Dou-lhe os parabéns pela coragem!
A mim parece-me k Juízes ainda são muito piores k os políticos : ao menos a estes ainda os podemos "despedir" numas próximas eleições! Os Juízes são inamovíveis .!Lembra-me aquela frase "o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente!".Qual é o contrapoder que corresponde ao dos Juízes?Se um juiz for louco, ou corrupto, como é k 1 cidadão se pode defender dele?A quem prestam os magistrados contas? A ninguém, neste país: ñ são eleitos!No entanto como as coisas más tb têm um lado bom...pode ser que esta crise terrível signifique um ponto de inflexão na história da nossa Justiça-não sou muito velha, mas não me lembro de a ver assim a ser escrutinada (incluindo aos seus mais poderosos protagonistas, os juízes).
Desejo k ñ receba mtº s enxovalhos nem criticas!:) Lamento que chame país de opereta ao nosso belo país! E o Eça, tb se enganava com certeza!

Anónimo disse...

Na minha opinião de há alguns anos os Juizes eram uma classe de pessoas acima de qualquer mortal.
Presentemente são uma classe de pessoas abandalhadas que se deixaram afundar e andam a chafurdar na....
Então aquele juíz a dizer que recebem subsídio de renda e têm todo o direito porque o ministro das finanças também recebe. Que pobreza de espírito!
Ninguém devia receber esse subsídio que é muito superior ao ordenado mínimo mensal de um trabalhador.
É uma vergonha... pessoas que recebem milhares estarem a discutir o que para eles são migalhas. Abutres!

Afonso Candale disse...

São vergonhosas as declarações desta miséria moral que é o juiz sindicalista simboliza.
Então a tributação de um rendiemnto de 700€ ´(subsídio de renda de casa em valor muito superior ao salário mínimo nacional) é perseguição política decorrente das operações de investigação criminal que, por dever de ofício, as magistraturas desenvolvem?
O que dizer, então, da recente iniciativa desse mesmo juiz sindicalista de exigir ver os comprovativos das despesas de ministros e outros governantes?
Querem os juízes perseguir os políticos que decidem que eles são iguais aos outros portugueses e, como tal, devem ser tributados por todas as componentes dos respectivos rendimentos?
Sabe, por mim, acabava-se com as magistraturas.
Pena que Marques Mendes não os tenha incluído na sua lista mágivca de extinção de entidades e institutos públicos.
Os julgamentos seriam realizados por jurados competentes, a quem seriam pagas senhas de presença pelas sessões de julgamento. E, para evitar atrasos, e delongas indevidas do processo, não seriam pagas mais de 10 senhas de presença por processo.
A justiça só é verdadeira justiça se for célere e está visto que os nossos magistrados não o são para ser jutos. Antes para apadrinharem e lutarem por interesses de classe, como se fosse legítimo que os juízes tenham e defendam! direitos de classe.
Os juízes atravessaram incólumes as mutações sociais e políticas do país e,de facto, revelam a ausência completa de vergonha na cara. Lembro só o facto de os juízes que integravam os tribunais plenários continuaram, sem qualquer beliscadura, as suas carreirinhas profissionais e promocionais aos tribunais superiores, e sem denotar o mais leve incómodo de consciência.

Anónimo disse...

O Bispo de Beja na crónica de opinião assinada na Rádio Pax admitiu que “ o prestígio das Misericórdias fez com que por vezes alguns se servissem delas para usufruírem desse prestígio, ao contrário do que nos prescreve o Evangelho.


Segundo o decreto, a Igreja passa a supervisionar a gestão do património, mesmo o que resulta de doações dos utentes.

“ o prestígio das Misericórdias fez com que por vezes alguns se servissem delas para usufruírem desse prestígio, ao contrário do que nos prescreve o Evangelho (...). D. António Vitalino Dantas deixou no ar algumas interrogações: “quem corrige quando há desvios? Quem é responsável quando alguma instituição se afasta das suas finalidades?”


“os órgãos são, por vezes, constituídos por pessoas incorporadas por compadrio e não segundo o espírito associativo próprio; neste caso o compromisso evangélico das obras de misericórdia”.
“Quando os membros não se entendem, se fecham as admissões de irmãos, se fazem assembleias sem participação de irmãos e se tomam decisões ruinosas, quem tem a tutela para intervir? Quem as defende da ambição do poder político, como tem acontecido ao longo dos séculos? Quem aprova as actualizações e alterações do compromisso e dos Estatutos?”

Ao ler este artigo lembrei-me da nossa Misericórdia da Mealhada, e da recente entrevista do Sr Provedor, Exmo Sr João Peres. Há aqui semelhantes, ou as dúvidas do Sr Bispo são por causa do que se passa aqui?????? È meramente semelhanças....

Egídio Peixoto disse...

Este post é sobre magistrados não sobre provedores de santas casas da misericórdias.
O comentário fica porque penso que sei porque está aqui...como não foi publicado no conta corrente por causa do post "Projecto Lions na imprensa" que tem tudo a ver então veio aqui parar que não há moderação de comentários, mas para outra vez é favor não ser anónimo ter nome dá outro gozo ao comentário vai ver meu amigo...