sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

FAZER POLÍTICA


O tédio imenso de títulos repetitivos, alarmados e alarmantes, sem que se discuta qualquer coisa de essencial.

O Presidente da República deveria receber a remuneração correspondente ao cargo para o qual foi eleito - de Presidente da República. Não concorda com o salário? Então não deveria ter concorrido. O mesmo se aplica à Presidente da Assembleia da República, só para citar dois exemplos.

O ordenado do Presidente da Republica é, como o da Presidente da Assembleia da República, para continuar a citar os mesmos exemplos, vergonhosamente diminuto. Ambos são os mais altos representantes do Estado, deveriam ter remunerações condicentes com a responsabilidade e com o significado dos cargos.

Não me importo que reduzam feriados nacionais. Não me parece imprescindível, mas também não vejo que seja um erro crasso. O que penso ser inacreditável é o fato de se reduzirem feriados católicos e civis. A que propósito é que há feriados católicos? E porque não muçulmanos ou adventistas, budistas ou hindus? Os feriados nacionais de um estado laico deveriam ser apenas os que se relacionam com acontecimentos que tenham significado para o país por motivos históricos, científicos, humanitários, culturais. Os dias santos, fosse para que religião fosse, deveriam ser santos apenas para quem professa essa religião. Por outras palavras, quem quisesse comemorar a Assunção da Virgem tirava um dia de férias. É claro que há dias que já se tornaram património de todos e que fazem parte da cultura ocidental. Mas são poucos, mesmo muito poucos - só me lembro do dia de Natal e do domingo de Páscoa. Acabar com feriados em compita com a Igreja é mais uma cedência à total separação entre o Estado e a Igreja.

Gostava muito de ver os partidos a discutirem o prestígio das funções públicas dos representantes eleitos, a oporem-se ferozmente ao controlo da informação por fações políticas ou por grandes interesses económicos, a defenderem o Estado livre de pressões e preconceitos religiosos e morais. Gostava que os partidos políticos fizessem política.

Sofia Santos

3 comentários:

pling a lot disse...

Na mealhada a especialidade são thoughts uma espécie de tugs? pensava que era o Carnaval

1ºem cerca de 50% do país ainda há uma população católica semi-devota

hindus e budistas há em todo o país mas mais concentrados no Martim Moniz

logo em feriados dedicados à padroeira nacional ou ao 1º de Dezembro monárquico tanto faz

se o intuito dos feriados é marcar uma herança histórico-cultural

mas com tantos 31 de Janeiros Abriladas 24 de Julhos 28 de Setembros 6 de Abril 1º de Abril
etc etc etc 900 anos de histeria colectiva davam para 600 feriados pelo menos

há que relembrar fora dos feriados

agora até é mais fácil lembrar

é pedagógico

o puto vai à escola e tem aula, porqué que acabaram com o feriado

era o 1º de Dezembro o dia em que a fidalguia nacional que vendeu o Prior do Crato o tyranno da plebe...resolveu voltar a eleger o presidente do con domínio...

pling a lot disse...

fazer política é dizer que nem Salazar se atreveu a tirar o 5 de Outubro

fazer história era dizer que Salazar jogou republicanos contra monárquicos e corporações contra corporações para reynar melhor
um bom ditador não extermina feriados

pling a lot disse...

e preconceitos de homens de bons costumes ou de integras morais haverá de haver sempre

era a impiedade dos moços.tinham por Deus um grande desdem, e blasonavam contra o juizo e a experiencia e a moral e os bons costumes.Não se dezia missa no arrayal, nem havia oração geral como se costuma, só houve dados e deshonestidades

nos despojos depois da batalha acharam-se dez mil guitarras

e em 2079 faz meio milénio...

em que os homens de bons costumes perderam a guerra pelos maus costumes e falsas morais das gentes moças....