terça-feira, 30 de outubro de 2012

A culpa será do furacão Gasparina?

Que se saiba o governo não recuou nas grandiosas reformas estruturais desenvolvidas pelo sôr Álvaro e graças às quais as exportações portuguesas cresceram tanto que há quem se refira a Portugal como o pequeno tigre europeu. O 5 de Outubro é para festejar à noite, em casa, os mortos ficarão esquecidos porque o Dia de Todos os Santos é para bulir, certamente a competitividade externa das empresas portuguesas continua em alta.




Que se saiba ainda há pouco tempo o Gaspar participava num seminário promovido pelo ministro das Finanças da Alemanha para que o nosso brilhante governante explanasse as suas políticas que conduziram o ajustamento português como modelo de sucesso e prova de que a senhora Merkel tinha razão ao impor austeridade aos países mais frágeis da zona euro.



Que se saiba a troika ainda não deixou de dizer que o ajustamento português estava a ser um sucesso e que tinha resultados muito melhores do que os esperados. Graças a estas posições da troika governo e Presidente da República têm apresentado o país como um bom aluno, um país que ao contrário da Grécia faz tudo o que a senhor Merkel manda, sem manifestações violentas ou greves gerais.



Que se saiba o Sr. Ulrich, um conhecido banqueiro que até frequentou o curso de finanças, está cansado de elogiar os grandes cortes na despesa pública conseguidos pelo Governo, o Álvaro impôs grandes cortes nas famosas rendas excessivas da energia, o Relvas reduziu as autarquias a números pensados impossíveis e ainda ia acabando com as fundações. Até o Gaspar, que anda tem que ver com estas coisas mundanas fez uma reestruturação do fisco da qual disse ter resultado um corte de 10% na despesa.



Que se saiba desde que é ministro o Gaspar não cometeu o mais pequeno erro, as medidas que adoptou não tinham alternativa e o desfasamento entre a realidade e as previsões não são culpa destas que foram produzidas pela mente mais brilhante e inteligente das faculdades de economia portuguesa, a culpa é da própria realidade que sem motivo para isso se afastou das previsões.



Que se saiba este governo é de uma competência rara, nunca o país teve um ministro da Agricultura, do Ambiente ou do Ordenamento do Território tão competente como a Cristas, um ministro dos Negócios Estrangeiros tão charmoso como o Portas, um ministro das Finanças com o sex appeal do Gaspar, ou alguém tão bem disposto na Economia como o Gaspar. Até o Passos se revelou um verdadeiro timoneiro do país, ele por quem ninguém dava um tostão furado.



Se tudo está a correr tão bem, então porque se explica que de um dia para o outro o país não vá lá sem despedimentos em massa de funcionários públicos ou o fim do Serviço Nacional de Saúde, o que aconteceu para que de repente o Gaspar tenha atirado a toalha ao chão e desistido da sua promessa de crescimento e emprego no segundo semestre de 2013, promessa que consta do OE 2013 e de que o Gaspar desistiu a caminho das jornadas parlamentares da extrema-direita.



Será que o furacão Sandy mudou de direcção e em vez de se dirigir para a costa leste dos EUA, se dirige agora para a costa portuguesa? Só poder ser isso, nesse caso teremos de mudar o nome do Furacão Sandy para Gaspar, ou talvez Gasparina pois os furacões têm sempre nomes femininos.

Jumento

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

SERÁ INCOMPETÊNCIA , LOUCURA OU MÁ FÉ?


Mesmo sendo um economista modesto, desligado da realidade social e até há pouco quase desconhecido da ribalta dos professores de economia o ministro das Finanças deverá saber o mínimo para perceber que muitas das suas decisões são erradas, que as suas previsões eram fantasiosas e que os pressupostos das suas políticas assentam em previsões claramente falsas.




Sendo assim como explicar uma política fiscal desastrosas, níveis de recessão muito acima do previsto e taxas de desemprego que se pensava serem impossíveis em Portugal? E como explicar que o ministro insista na mesma estratégia, aumentando taxas de impostos que convidam à evasão fiscal, retirando recursos da economia para os transferir para off shores após passagem pelas contas de lucros dos grandes grupos?



A incompetência quando combinada com a teimosia e com a crença de que se têm os dois olhos numa terra de cegos conduz ao fanatismo. Vítor Gaspar não reconhece os seus erros, nunca admitirá que é um economista falhado que imaginou ir além do que era capaz, o ministro das Finanças comporta-se como a senhor que foi assistir ao juramento de bandeira do filho e ficou cheia de orgulho porque o seu rebento era o único soldado que tinha o passo certo na parada.



Se Vítor Gaspar insiste nesta política suicida mesmo depois de se perceber que falhou ou está louco ou está de má fé e o desastre ocorreu porque era esse o seu objectivo. Vítor Gaspar sabe o que quer para o país, mas também sabe que em democracia as suas ideias não são viáveis, não pode reformatar um país convencido de que é um deus da economia contra um povo de iletrados ou idiotas, como o líder parlamentar do CDS.



O problema das últimas medidas de Vítor Gaspar não é do foro da política económica, qualquer economista duvida da sua eficácia e conclui que o beco sem saída em que o país está resulta mais do excesso de austeridade do que da situação financeira. Assim, sendo restam duas abordagens, a d psiquiatria e a política.

Vítor Gaspar tem uns tiques que nos levarão muitos portugueses mais letrados a dizer que tem um problema nos carretos. Poder-se-á recear que o homem está louco e tal como Hitler imaginava exércitos a salvar Berlim também Gaspar imagina investidores por todo o lado a aproveitar a descida da TSU e também poderá sentir-se um incompreendido que prefere que o país se afunde. Mas esta tese não é lógica e Vítor Gaspar poderá ser louco mas não é parvo ao ponto de caminhar para o suicídio.



Outro argumento em favor da sanidade mental de Vítor Gaspar foi a forma que soube excluir o Banco de Portugal de todas as medidas de austeridade, incluindo a descida da TSU, garantindo assim que quando deixar de ser ministro ficará isento de sofrer as medidas que ele próprio impôs ao país. Da prometida reestruturação do Estado o ministro das Finanças só promoveu a reestruturação de dois organismos, o fisco que entrou em taquicardia desde há um ano e o Banco de Portugal, onde o ministro trabalha, que graças ao novo estatuto ficou protegido e passou a ser uma espécie de off shore dentro do país. Não é por acaso que o ministro foi buscar o Rosalino para secretário de Estado da Administração Pública, o rapaz não sabe de nada mas soube elaborar o novo estatuto do Banco de Portugal de forma a que os seus funcionários públicos sejam tratados como diplomatas suíços. Enfim, mesmo que se conclua que o ministro pode ser mesmo louco, teremos de concluir como o povo, o homem pode ser louco mas não é parvo, parvos somos nós!



Não se concluindo pela loucura subsiste uma tese bem mais grave do que ser mais troikista do que a troika, a desgraça do país que tanto preocupa os portugueses poderá não preocupar tanto o ministro das Finanças e o próprio imbecil que o apoia. O ano de 2012 estragou os planos e as hipóteses de reeleição de Passos Coelho são quase nulas, a hipótese de conduzir a sua política até ao fim são cada vez mais reduzidas e sem pretende reformatar o país à margem de regras constitucionais só lhe resta conduzir o país para a desgraça invocando a situação de excepção para impor o seu projecto idiota.

Jumento

quarta-feira, 18 de julho de 2012

A solução Marcelista para o Dr. Relvas... Marques Mendes


Marcelo Rebelo de Sousa sugeriu, este domingo, os nomes de Marques Mendes  para ocupar o cargo de ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, considerando que neste momento o Governo tem «um buraco» neste lugar. «Não há ministro da Presidência no Governo e Passos Coelho precisa de um», disse Marcelo sublinhando que o primeiro-ministro deve «encontrar um a sério».
Para ocupar as funções que Miguel Relvas desempenha no Governo, Marcelo sugeriu
Luís Marques Mendes, que foi ministro-adjunto de Cavaco Silva e ministro dos Assuntos Parlamentares de Barroso. Para Marcelo, Marques Mendes estará em vantagem por ter ocupado aqueles dois cargos governamentais, ter sido líder do PSD e «conhecer o que é a coordenação política». 
Oh Marcelo, tu és um cómico. Então dizes que o governo necessita de encontrar um ministro da Presidência "a sério" e propões o Marques Mendes.  Já agora porque não o Santana Lopes ou até o Sócrates que foi da JSD.
O que é preciso mudar não é o Relvas é o governo todo.

Uma posição à PSD


Firmino Pereira, que é vice-presidente do PSD/Porto e da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, defendeu a saída do Governo do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, por considerar que Miguel Relvas “está a fragilizar a imagem do Governo”.
«O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, avisou o seu vice-presidente de que as críticas feitas por este ao ministro Miguel Relvas “não se podem repetir”. “O militante Firmino Pereira é também vereador da minha Câmara e ocupa provisoriamente um lugar de vice-presidente, na substituição de Marco António Costa”, afirmou.
Segundo Menezes, de um lado tem “um vereador que durante mais de uma década foi um bom trabalhador, efectuou serviços importantes ao serviço do projecto de Gaia e ao serviço do presidente”. Do outro lado afirmou que tem alguém em quem delegou “circunstancialmente um conjunto de obrigações de representatividade” e “que não tem defendido posições públicas que são coerentes com as da maioria dos oito vereadores, dos membros da Assembleia Municipal e com as do presidente da câmara”.
“Feito este balanço, vou ter uma posição à PSD, que é uma atitude ponderada. Já avisei o vereador e vice-presidente da câmara de que por agora manterei as funções que ali ocupa, mas que daqui por diante não poderei tolerar mais que haja dissonâncias em relação às posições institucionais da câmara e do presidente, na medida em que isso é incompatível com o lugar de representação do presidente da Câmara”, anunciou. »
Luís Filipe Menezes manifestou ainda a “total confiança” no ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares e admitiu que este tipo de ataques não o surpreendem, pois “tocar em Miguel Relvas significa tocar no cerne político do Governo”.

São estes aqueles que se dizem defensores da democracia e da liberdade. Como é possível que alguém que tropedeou o lider do seu próprio partido para lhe ocupar o cargo, (e depois ser a vergonha que todos viram), vir ameaçar alguém com  demissão do cargo na Câmara se emitisse opiniões sobre o Relvas por serem diferentes das suas. Já todos tínhamos ficado a saber que o Menezes e o relvas são "amigos", (como prova o caso da nomeação da administração da Metro do Porto), mas utilizar o seu poder para calar opiniões pessoais é demais. Esse tal Firmino Pereira, se tivesse espinha já tinha apresentado o seu pedido de demissão e o Luís Filipe Menezes se vivêssemos numa verdadeira democracia já teria sido demitido pelas suas declarações. Esta gente não tem vergonha nenhuma na cara.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

SERÁ CORRUPÇÃO NO CENTRO DE FORMAAÇÃO PROFISSIONAL DE AGUEDA?


Centro de formação profissional de Águeda está desde as 9.20 da manhã com dezenas  de agentes da GNR,  do DIAP e cães da GNR.
Ninguém entra ou sai, os que estão dentro do centro não saem, a GNR toma conta da portaria.
será mais um caso grave ou não?

quarta-feira, 27 de junho de 2012

EU E OS MEUS BOTÕES


Tristes dos vermes, nunca vão saber como é bom gostar de gente e não podem deixar de viver com eles próprios. Carregam-se, os desgraçados. É feita justiça.
Ana M. Pires

sábado, 2 de junho de 2012

Marqueiro venceu internas do PS com 76,5% dos votos

Rui Marqueiro venceu as eleições para a Comissão Política Concelhia da Mealhada do Partido Socialista, que se realizaram na sexta-feira, 1 de junho, o antigo presidente da Câmara da Mealhada e líder dos socialistas desde 2009, triunfou sobre António Jorge Franco, tendo sido, assim, eleito para o quarto mandato consecutivo.


In JM
Parabéns Dr. Rui, que consiga promover a diferença neste seu ultimo mandato e que seja o inicio de uma nova era como candidato à Câmara da Mealhada.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

POBREZINHOS MAS HONRADOS

Ontem, na cimeira informal de líderes da União Europeia, voltámos a ver Pedro Passos Coelho ao lado de Angela Merkel na recusa do mecanismo de eurobonds que não apenas aliviaria drasticamente o peso dos juros da dívida nas contas públicas portuguesas, como ainda proporcionaria maior competitividade a um tecido empresarial português com acesso a crédito mais barato. E há uma grande diferença entre os dois. Angela Merkel é alemã, Passos Coelho é português. Estará convencido do contrário.
O estado alemão é o que menos paga em juros na Zona Euro: 1,5% por dívida a 10 anos. A taxa recuou a semana passada para um novo mínimo histórico. Ainda ontem, a Alemanha vendeu obrigações a 2 anos com um juro próximo de 0%, 0,07%. Leu bem. A média do custo de financiamento dos últimos dois anos é de 2,48%, muito menos do que o país historicamente alguma vez pagou. E já adivinhou de onde são as três empresas que menos pagam pelo financiamento entre as 600 maiores cotadas europeias. Da Alemanha, claro.
De facto, o negócio da austeridade tem-se revelado bastante lucrativo para a Alemanha. Financia-se a uma média de 1,5% e “ajuda” os países da periferia em dificuldades a cerca de 5%, ou seja, obtendo uma margem de aproximadamente 3,5%. Isto já para não falar dos lucros que o sector financeiro alemão consegue amealhar obtendo liquidez junto do BCE a 1% e depois utilizando-a na compra de dívida dos países da periferia a juros 5, 10, 30 vezes esses 1%. Por exemplo, as OT a 2 anos do país de origem de Passos Coelho ultrapassaram hoje os 14,6% no mercado secundário. “Tudo perfeitamente normal”, como diria aquele seleccionador nacional de futebol que não ganhava uma. Artur Jorge, lembram-se?
Quem diria que, vários anos depois, teríamos um Primeiro-Ministro a funcionar no mesmo registo “tudo perfeitamente normal”. Passos Coelho: Números da execução orçamental "não nos surpreenderam". Referia-se à aceleração da deterioração das nossas contas públicas que continuou a verificar-se entre Março e Abril. A receita continuou a cair, apesar do aumento brutal da carga fiscal. A despesa continuou a aumentar, apesar do roubo de subsídios de férias e de Natal a funcionários públicos e apesar dos cortes brutais nos sectores da Saúde e Educação, principalmente nestes.
Mas desenganem-se aqueles que apressadamente concluem que tudo isto é mera estupidez natural. Não existe estupidez natural quando há quem esteja a ganhar rios de dinheiro. Não é só na Alemanha que a crise está a fazer milionários. Não é à toa que há uma auditoria à dívida portuguesa que PSD, PS e CDS recusam como recusam. O Estado gastou 323,8 milhões de euros com as parcerias público-privadas (PPP) entre Janeiro e Março, valor que compara com os 251,3 milhões despendidos pelos cofres públicos no primeiro trimestre de 2011 e que traduz um acréscimo de 28,8%. Mudou o Governo, mas apenas isso. As clientelas são as mesmas.
Quanto aos cerca de 1,2 mil milhões de euros em juros que pesam na execução ontem divulgada, que poderiam reduzir-se para apenas cerca de 250 milhões com a aprovação do mecanismo de eurobonds que Pedro Passos Coelho não quer, traduzem tanto a recapitalização de um sector financeiro na ressaca de duas décadas de desvarios que, se tornados públicos, forçariam a sua nacionalização, como ainda, e sobretudo, a ausência de sondagens que traduzam uma pressão política capaz de convencer Passos Coelho de que é português e não alemão. Os portugueses compreendem. Compreendem sempre. Pobrezinhos mas honrados. Repete-se, são elogiados por essa Europa fora. "Os portugueses pagam", diz-se "lá fora". Trocam elogios pela dignidade do seu presente e pelo direito a um futuro. 
País do Burro

terça-feira, 24 de abril de 2012

Síndrome da incompletude




Há pessoas como casas inacabadas


Promessas fracassadas de grandeza


Aquém do zénite da sua beleza


A esquelética estrutura condenadas.


Vemos amiúde tais testemunhas silenciosas


Cheias de discrição e firmemente ociosas


Que antes de digna existência


Já estão decrepitas e em demência.






Não chegam a ser náufragos


Falta-lhes viagem, solenidade inaugural,


Comité festivo e respectivo ritual.


Abortos quixotescos


Testemunhos de imperfeição


Com trémula majestade


Mas repletos de desilusão.






Sem veludo, cetim ou lantejoula


Construções lacunares, ásperas e nuas


Parecem murmurar por esmola.


Assombrações com corpos corroídos


De palavras mudas e desejos traídos.


Titãs de potencial asfixiado


Falam como quem pede desculpa,


Por estarem à míngua do projectado.

Anjo Canhoto