quarta-feira, 18 de julho de 2012

A solução Marcelista para o Dr. Relvas... Marques Mendes


Marcelo Rebelo de Sousa sugeriu, este domingo, os nomes de Marques Mendes  para ocupar o cargo de ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, considerando que neste momento o Governo tem «um buraco» neste lugar. «Não há ministro da Presidência no Governo e Passos Coelho precisa de um», disse Marcelo sublinhando que o primeiro-ministro deve «encontrar um a sério».
Para ocupar as funções que Miguel Relvas desempenha no Governo, Marcelo sugeriu
Luís Marques Mendes, que foi ministro-adjunto de Cavaco Silva e ministro dos Assuntos Parlamentares de Barroso. Para Marcelo, Marques Mendes estará em vantagem por ter ocupado aqueles dois cargos governamentais, ter sido líder do PSD e «conhecer o que é a coordenação política». 
Oh Marcelo, tu és um cómico. Então dizes que o governo necessita de encontrar um ministro da Presidência "a sério" e propões o Marques Mendes.  Já agora porque não o Santana Lopes ou até o Sócrates que foi da JSD.
O que é preciso mudar não é o Relvas é o governo todo.

Uma posição à PSD


Firmino Pereira, que é vice-presidente do PSD/Porto e da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, defendeu a saída do Governo do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, por considerar que Miguel Relvas “está a fragilizar a imagem do Governo”.
«O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, avisou o seu vice-presidente de que as críticas feitas por este ao ministro Miguel Relvas “não se podem repetir”. “O militante Firmino Pereira é também vereador da minha Câmara e ocupa provisoriamente um lugar de vice-presidente, na substituição de Marco António Costa”, afirmou.
Segundo Menezes, de um lado tem “um vereador que durante mais de uma década foi um bom trabalhador, efectuou serviços importantes ao serviço do projecto de Gaia e ao serviço do presidente”. Do outro lado afirmou que tem alguém em quem delegou “circunstancialmente um conjunto de obrigações de representatividade” e “que não tem defendido posições públicas que são coerentes com as da maioria dos oito vereadores, dos membros da Assembleia Municipal e com as do presidente da câmara”.
“Feito este balanço, vou ter uma posição à PSD, que é uma atitude ponderada. Já avisei o vereador e vice-presidente da câmara de que por agora manterei as funções que ali ocupa, mas que daqui por diante não poderei tolerar mais que haja dissonâncias em relação às posições institucionais da câmara e do presidente, na medida em que isso é incompatível com o lugar de representação do presidente da Câmara”, anunciou. »
Luís Filipe Menezes manifestou ainda a “total confiança” no ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares e admitiu que este tipo de ataques não o surpreendem, pois “tocar em Miguel Relvas significa tocar no cerne político do Governo”.

São estes aqueles que se dizem defensores da democracia e da liberdade. Como é possível que alguém que tropedeou o lider do seu próprio partido para lhe ocupar o cargo, (e depois ser a vergonha que todos viram), vir ameaçar alguém com  demissão do cargo na Câmara se emitisse opiniões sobre o Relvas por serem diferentes das suas. Já todos tínhamos ficado a saber que o Menezes e o relvas são "amigos", (como prova o caso da nomeação da administração da Metro do Porto), mas utilizar o seu poder para calar opiniões pessoais é demais. Esse tal Firmino Pereira, se tivesse espinha já tinha apresentado o seu pedido de demissão e o Luís Filipe Menezes se vivêssemos numa verdadeira democracia já teria sido demitido pelas suas declarações. Esta gente não tem vergonha nenhuma na cara.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

SERÁ CORRUPÇÃO NO CENTRO DE FORMAAÇÃO PROFISSIONAL DE AGUEDA?


Centro de formação profissional de Águeda está desde as 9.20 da manhã com dezenas  de agentes da GNR,  do DIAP e cães da GNR.
Ninguém entra ou sai, os que estão dentro do centro não saem, a GNR toma conta da portaria.
será mais um caso grave ou não?

quarta-feira, 27 de junho de 2012

EU E OS MEUS BOTÕES


Tristes dos vermes, nunca vão saber como é bom gostar de gente e não podem deixar de viver com eles próprios. Carregam-se, os desgraçados. É feita justiça.
Ana M. Pires

sábado, 2 de junho de 2012

Marqueiro venceu internas do PS com 76,5% dos votos

Rui Marqueiro venceu as eleições para a Comissão Política Concelhia da Mealhada do Partido Socialista, que se realizaram na sexta-feira, 1 de junho, o antigo presidente da Câmara da Mealhada e líder dos socialistas desde 2009, triunfou sobre António Jorge Franco, tendo sido, assim, eleito para o quarto mandato consecutivo.


In JM
Parabéns Dr. Rui, que consiga promover a diferença neste seu ultimo mandato e que seja o inicio de uma nova era como candidato à Câmara da Mealhada.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

POBREZINHOS MAS HONRADOS

Ontem, na cimeira informal de líderes da União Europeia, voltámos a ver Pedro Passos Coelho ao lado de Angela Merkel na recusa do mecanismo de eurobonds que não apenas aliviaria drasticamente o peso dos juros da dívida nas contas públicas portuguesas, como ainda proporcionaria maior competitividade a um tecido empresarial português com acesso a crédito mais barato. E há uma grande diferença entre os dois. Angela Merkel é alemã, Passos Coelho é português. Estará convencido do contrário.
O estado alemão é o que menos paga em juros na Zona Euro: 1,5% por dívida a 10 anos. A taxa recuou a semana passada para um novo mínimo histórico. Ainda ontem, a Alemanha vendeu obrigações a 2 anos com um juro próximo de 0%, 0,07%. Leu bem. A média do custo de financiamento dos últimos dois anos é de 2,48%, muito menos do que o país historicamente alguma vez pagou. E já adivinhou de onde são as três empresas que menos pagam pelo financiamento entre as 600 maiores cotadas europeias. Da Alemanha, claro.
De facto, o negócio da austeridade tem-se revelado bastante lucrativo para a Alemanha. Financia-se a uma média de 1,5% e “ajuda” os países da periferia em dificuldades a cerca de 5%, ou seja, obtendo uma margem de aproximadamente 3,5%. Isto já para não falar dos lucros que o sector financeiro alemão consegue amealhar obtendo liquidez junto do BCE a 1% e depois utilizando-a na compra de dívida dos países da periferia a juros 5, 10, 30 vezes esses 1%. Por exemplo, as OT a 2 anos do país de origem de Passos Coelho ultrapassaram hoje os 14,6% no mercado secundário. “Tudo perfeitamente normal”, como diria aquele seleccionador nacional de futebol que não ganhava uma. Artur Jorge, lembram-se?
Quem diria que, vários anos depois, teríamos um Primeiro-Ministro a funcionar no mesmo registo “tudo perfeitamente normal”. Passos Coelho: Números da execução orçamental "não nos surpreenderam". Referia-se à aceleração da deterioração das nossas contas públicas que continuou a verificar-se entre Março e Abril. A receita continuou a cair, apesar do aumento brutal da carga fiscal. A despesa continuou a aumentar, apesar do roubo de subsídios de férias e de Natal a funcionários públicos e apesar dos cortes brutais nos sectores da Saúde e Educação, principalmente nestes.
Mas desenganem-se aqueles que apressadamente concluem que tudo isto é mera estupidez natural. Não existe estupidez natural quando há quem esteja a ganhar rios de dinheiro. Não é só na Alemanha que a crise está a fazer milionários. Não é à toa que há uma auditoria à dívida portuguesa que PSD, PS e CDS recusam como recusam. O Estado gastou 323,8 milhões de euros com as parcerias público-privadas (PPP) entre Janeiro e Março, valor que compara com os 251,3 milhões despendidos pelos cofres públicos no primeiro trimestre de 2011 e que traduz um acréscimo de 28,8%. Mudou o Governo, mas apenas isso. As clientelas são as mesmas.
Quanto aos cerca de 1,2 mil milhões de euros em juros que pesam na execução ontem divulgada, que poderiam reduzir-se para apenas cerca de 250 milhões com a aprovação do mecanismo de eurobonds que Pedro Passos Coelho não quer, traduzem tanto a recapitalização de um sector financeiro na ressaca de duas décadas de desvarios que, se tornados públicos, forçariam a sua nacionalização, como ainda, e sobretudo, a ausência de sondagens que traduzam uma pressão política capaz de convencer Passos Coelho de que é português e não alemão. Os portugueses compreendem. Compreendem sempre. Pobrezinhos mas honrados. Repete-se, são elogiados por essa Europa fora. "Os portugueses pagam", diz-se "lá fora". Trocam elogios pela dignidade do seu presente e pelo direito a um futuro. 
País do Burro

terça-feira, 24 de abril de 2012

Síndrome da incompletude




Há pessoas como casas inacabadas


Promessas fracassadas de grandeza


Aquém do zénite da sua beleza


A esquelética estrutura condenadas.


Vemos amiúde tais testemunhas silenciosas


Cheias de discrição e firmemente ociosas


Que antes de digna existência


Já estão decrepitas e em demência.






Não chegam a ser náufragos


Falta-lhes viagem, solenidade inaugural,


Comité festivo e respectivo ritual.


Abortos quixotescos


Testemunhos de imperfeição


Com trémula majestade


Mas repletos de desilusão.






Sem veludo, cetim ou lantejoula


Construções lacunares, ásperas e nuas


Parecem murmurar por esmola.


Assombrações com corpos corroídos


De palavras mudas e desejos traídos.


Titãs de potencial asfixiado


Falam como quem pede desculpa,


Por estarem à míngua do projectado.

Anjo Canhoto

A AVALANCHE


O FMI  prevê que Portugal sofrerá, até 2016, uma avalancha de investimento estrangeiro. O governo já tinha dito o mesmo, mas aos nossos governantes sempre dou um desconto por confundirem a venda ao desbarato do nosso património com investimento. São néscios e aldrabões, não nos devemos admirar que misturem a realidade com a fantasia. 
Agora, quando vejo  o FMI  dizer o mesmo, então já fico com “a pulga atrás da orelha”. Vai daí, dei 1,10€ pelo JN para ler a notícia - que tinha chamada de capa.
Na página 48 confirmei as minhas suspeitas. O FMI diz, na verdade, o mesmo que os nossos governantes mas  acrescenta ( pormenor importante que o nosso governo escamoteia…)  “os ganhos da economia serão quase nulos!”.
Ou seja,  quando  este governo der à sola depois de vender todas as nossas empresas lucrativas a capital estrangeiro, terá cumprido a sua promessa eleitoral de deixar o país mais pobre e sem quaisquer hipóteses de recuperação porque,  como também diz o FMI “ (do investimento estrangeiro) pouco ficará em termos líquidos na economia, já que os investidores vão extrair rendas e lucros, repatriando os ganhos para os seus países de origem”. Ainda de acordo com o FMI, a partir de 2017 haverá “ um agravamento das necessidades de financiamento”. Como iremos pagá-lo, é que o FMI nada diz.
Resumindo: este governo delapida o país em quatro anos, os seus membros  ganharão o reconhecimento dos investidores e, muito provavelmente, serão contemplados  com cargos nas empresas que venderam ao desbarato, ou em algumas das suas subsidiárias, para não dar tanto nas vistas.  Os portugueses ficarão soterrados nos escombros desta avalanche de investimento, à espera que as brigadas de socorro venham em sua salvação. 
Sabendo o que nos reserva o futuro, Cavaco faz agora coro com o governo, dizendo que vamos sair da crise mais rapidamente do que era esperado. Estamos entregues aos bichos!
Carlos Barbosa

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Paula e a síndrome de Estocolmo

Ministra da Justiça admite que corte de subsídios perdure após 2015…

 Afinal não se tratou de um lapso mas de um relapso vício de mentir aos portugueses. A intolerável chicana política tecida pelo actual Governo à volta dos cortes de subsídios mostra a ligeireza e a indignidade do exercício do poder e como é possível fazer política com honestidade e sobranceria. Não é indiferente para os portugueses e portuguesas ter de 'suportar' um corte temporário de subsídios (uma importante redução de rendimentos) ou ser vítima de um brutal confisco. Como também não será indiferente esta enviesada e propositada “confusão” para os partidos políticos e comportamento cívico dos cidadãos. O anúncio da Sr.ª Ministra de que os cortes de subsídios podem perdurar após 2015 significa, pura e simplesmente, o falhanço das actuais “soluções” austeritárias. Claro que esse facto terá consequências políticas. Uma delas será que a actual coligação (após 2015) terá de passar pelo crivo de eleições legislativas (por coincidência em 2015, se não forem antes). Portanto, a advertência de Paula Teixeira Pinto, além de extemporânea e politicamente suicidária, mostra uma outra perversidade. A ilusão dos actuais governantes de que à custa de malabarismos e da exploração do medo podem eternizar-se no Poder. A sociedade portuguesa não se deixará devorar (capturar) pela Síndrome de Estocolmo. Punirá os sequestradores da democracia. Afastará os carrascos que teimam em cercear as suas legítimas aspirações.
 Ponte Europa