
domingo, 16 de janeiro de 2011
A desfaçatez do candidato.

sábado, 15 de janeiro de 2011
Estaríamos Livres de Cavaco se...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
A NOVA ORDEM

O impensável aconteceu. Ontem, em Cantanhede, cerca de quatrocentas pessoas fizeram um cordão humano para transmitir uma mensagem de solidariedade a Renato Seabra, o filho da terra que torturou e assassinou Carlos Castro no passado dia 7. Parece que os de Cantanhede instauraram uma pequena nova ordem [...] mas Carlos Castro não pode ser o bode expiatório que paga pelo insucesso de todos os aspirantes ao estrelato na cultura pimba. Médica de profissão e presidente da JSD de Cantanhede, a irmã do homicida devia ser a primeira a demarcar-se destes actos.
Decerto a opinião pública aguarda que as associações de defesa dos direitos LGBT tomem posição sobre o assunto.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
PARA QUE PRECISAMOS NÓS DELE?...

Uma senhora aproxima-se do Presidente da República e fala-lhe de pobreza.
Da sua pobreza. Cavaco Silva começa por atacar os adversários, que o criticaram por usar a pobreza em campanha. Depois responde: "vá a uma instituição de solidariedade que não seja do Estado".
Para quem não se recorde: o cidadão Cavaco Silva ocupa um cargo. Ele é o chefe de Estado. Ou seja, ocupa o cargo máximo do Estado. E explica à senhora que não deve, para resolver o seu problema, procurar a entidade que ele dirige e para a qual pagamos impostos para, entre outras coisas, combater a pobreza.
Cavaco Silva, o Presidente, não representa o Banco Alimentar contra a Fome ou a Caritas. Representa o Estado. E demite esse mesmo Estado, naquela frase, das suas funções sociais. E com isso demite-se ele próprio das suas obrigações.
Para quem não se recorde: o cidadão Cavaco Silva é candidato a um cargo político. Mas não responde com escolhas e soluções políticas concretas pelas quais tem responsabilidades, mesmo que de representação. Responde, mandando a senhora procurar a caridade de outros. Cavaco não se limita a demitir-se do seu papel de homem de Estado. Demite-se do seu papel de político.
Este episódio vale mais do que mil discursos. Cavaco expõe o seu programa contra a pobreza: a caridade. O papel que reserva para o Estado no combate à pobreza: a demissão. E a sua utilidade como político: nenhuma. Se é para termos um chefe de Estado que manda os portugueses que sofrem os efeitos mais dramáticos da crise bater em porta alheia, o mais longe possível do Estado que ele representa, para que precisamos nós dele?
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
PELA BOCA MORRE O PEIXE!...
Kátia Guerreiro, a fadista que foi mandataria de Cavaco e, que há custa disso tem acompanhado o presidente em todas as festas nacionais e internacionais pagas pelo estado português!... assim é bom apoiar alguém...Agora vamos ao "Peixe":
Durante esta semana Cavaco Silva teve a oportunidade de provar do veneno que foi servido a José Sócrates durante vários anos e viu o seu carácter escrutinado a propósito de um negócios de acções que quantas mais vezes Cavaco diz que o assunto está encerrado mais dúvidas suscita. Os apoiantes da sua candidatura, os mesmos que durante os últimos anos se divertiram a tentar incriminar Sócrates, desdobraram-se em manifestações de defesa e em manobras de diversão, o problema é que perante as suspeitas estas ajudas só têm ajudado a enterrar Cavaco Silva, contribuindo para se perceber que o tal mercado em que Cavaco investiu as suas poupanças não passa de um mercado negro, organizado na sombra opaca de gabinetes de gente como Oliveira e Costa, onde uns ganham fortuna à custa da imensidão de pequenos investidores que são enganados e acabam arruinados.
Como se não bastassem as dúvidas suscitadas pelo negócio, Cavaco Silva passou a ter à perna o candidato José Manuel Coelho que se colou à sua imagem como uma lapa e já proporcionou algum dos momentos mais humorísticos desta campanha, a ideia de ir à embaixada de Cabo Verde apelar a que Dias Loureiro regresse para ajudar o país promete uma campanha do madeirense que terá como condão irritar Cavaco Silva. Começa a ser evidente que Cavaco dá-se mal com os Coelhos e com o fanico que deu ao Aberto nem este pode vir ajudar o senhor Silva.
Se na semana que terminou nada se esclareceu sobre os negócios de Cavaco foram muitas as dúvidas que foram suscitadas, agora queremos saber se foi um negócio de favor, se foi o BPN a financiar (e com que juro?) o investimento de Cavaco nas acções, quem sugeriu o negócio a Cavaco e quem lhe deu a informação de que era conveniente livrar-se das acções. Há muito boa gente que começa a colocar outro tipo de dúvidas: as relações entre Cavaco e o BPN ficaram-se pelas acções? Algum dos seus familiares beneficiou de créditos generosos do BPN para os seus negócios?
Em silêncio ficaram muitas vozes que nunca perdera uma oportunidade para intervir noutros casos, gente que pedia audiências em Belém, que justificavam escutas ilegais, que pediam mais meios para investigar a vida pessoal de Sócrates. Enfim, pela boa morre o peixe.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
MERCADO NEGRO
Agora surgem os mais diversos testemunhos de que Cavaco comprou a um preço aceitável e que na venda até perdeu dinheiro, isto é, ainda poderia ter ganho mais de 140%. A questão é saber que mercado de capitais particular é este onde se ganham margens de mais de 100% sem quaisquer riscos, quando nem a empresa apresentava sinais de valorização que justificassem tal valorização, nem o país estava numa situação económica que justificasse tais lucros.
Ficamos a saber que há investidores que contam com os presidentes de bancos privados como gerentes de conta e que depositam confiança neles ao ponto de as suas poupanças serem investidas no próprio banco para depois ser o mesmo presidente do banco a fixar os lucros do investidor. Será que todos os investidores e depositantes do BPN tiveram direito a tal privilégio? É evidente que não, este tipo de negócios está reservado a uma pequena elite e é alimentado pelo logro em que caem milhares de pequenos aforradores que acreditam num mercado de capitais que é uma autêntica Feira da Ladra.
Se no mercado bolsista são mais do que evidentes os sinais de que há gente a enriquecer de forma fácil, o último caso foi o da compra de acções do Finibanco pelos seus próprios administradores quando já sabiam que o banco ia ser comprado pelo Montepio Geral. Aliás, todos nos lembramos do crash na bolsa portuguesa quando Cavaco Silva era primeiro-ministro e avisou que muitos dos papeis vendidos na bolsa não tinham qualquer valor.
Não deixa de ser questionável que um professor de finanças que se oferece para ajudar o seu país com os seus vastos conhecimentos de economia entregue as suas poupanças ao cuidado de Oliveira e Costa e nunca tenha estranhado um lucro que nenhum manual de economia pode explicar, até porque tendo sido Oliveira e Costa a decidir o negócio nem pode invocar a especulação como justificação económica para tão grande lucro. Quais os fundamentos económicos da decisão de investir e o que o levou a desinvestir?
Em Portugal há dois tipos de aforradores, os que ganham sempre e os papalvos. Uns beneficiam de informação privilegiada e fazem excelentes negócios na bolsa ou no tráfico de acções não cotadas, os outros são vítimas dos golpes que sistematicamente desnatam o mercado de capitais.
Quando alguns agora dizem que na altura em que Cavaco vendeu as acções poderia ter ganho ainda mais interrogo-me se outros não estaria a perder tudo. Recordo-me de quando a PJ invadiu a casa da Dona Branca, foi apupada por gente que estava na fila de espera e queria à força aplicar as suas poupanças na banqueira do povo. É assim o nosso mercado negro de capitais, seja o Oliveira e Costa ou a Dona Branca a decidir quem ganha e quem perde.
Parece-me pouco importante saber se quando Cavaco comprou alguém comprou mais barato ou se quando vendeu alguém vendeu mais caro, o que neste momento é evidente é que em nenhum momento havia um preço aplicado a todos, isto é, era Oliveira e Costa quem decidia quem perdia e quem ganhava. Isto não é um mercado de capitais, rege-se pelas regras do mercado negro.
Jumento
Obrigada, Teresa Caeiro
Hoje o criativo entrevistado é Nuno Cardoso, supervisor criativo (copy)da BBDO. Esperamos que gostem.Ao contrário do que se diz por aí, a tal da BBDO não é uma agência que qualquer pessoa conheça, assim, só de ouvir o nome. Há pessoas ignorantes, como eu.
Não vou perder tempo com a profundíssima questão levantada na SICN por Teresa Caeiro, sobretudo quando sei que essa mesma questão foi levantada para comparar o BPP com o BPN para efeitos de dar um chapadão em Alegre. Queria a “novidade” avançada pela Deputada sob o olhar sôfrego de quem a ouvia ter o efeito de desautorizar Alegre quando este questiona Cavaco acerca de quem comprou as acções que ele vendeu, já que Alegre fez campanha publicitária quando era Deputado (e Vice-Presidente da AR) para o BPP.
Pelo que vejo, já estou a perder muito tempo com isto, já vou em 6 linhas de escrita, salvo erro, mas de facto custa-me ver que se atire à cara de um candidato que ele escreveu um texto sobre dinheiro em 2005, para uma publicação que publicitava o BPP, tendo restituído o dinheiro ganho, assim para dizer ao candidato vê lá se te calas que também tens poeira em casa. Custa-me porque não entendo a analogia entre isto e, perante uma série de factos naturalmente relevantes em democracia, fazer – ousar!- uma pergunta a um outro candidato que pode ajudar – se respondida – a esclarecer eventuais ligações desagradáveis Cavaco/BPN. Custa-me, isto custa-me, porque não encontro analogia possível nas situações dos candidatos, no sentido de ser possível afirmar assim: ligações Alegre/BPP versus ligações Cavaco/BPN. Não sendo isto possível, só um maluco pode pensar que Alegre está mudo desde ontem, aliás desde 2005, pelo que não pode perguntar nadica de nada a Cavaco sobre o BPN.
Mas eu queria agradecer à Teresa Caeiro porque fiquei a saber que foi a BBDO que fez campanhas maravilhosas, como as que se dedicaram à prevenção da violência doméstica. Não sabia, de facto não sabia, que era esta agência que fazia coisas tão bem feitas.
Naturalmente, descobri por arrasto rostos criativos da BBDO em 2005. Havia lá gente com esta cara.
Que homem tão bonito, porra.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
LUCROS DIVINOS...

Cavaco Silva, apesar de ter negado ter comprado ou vendido algo do BPN, a verdade é que teve um lucro de 147.500 euros com a venda de 105.378 acções da SLN, que era dona desse banco num negócio remonta a 2003. A filha do candidato presidencial também ganhou na venda de 149.640 acções a módica quantia de 209.400 euros.
As acções da SLN foram adquiridas em 2001 por um euro cada e dois anos depois foram vendidas por margem de lucro de cerca de 150% (2,4 euros cada). O valor da venda das acções foi determinado por contrato, cujo conteúdo se desconhece já que as acções referidas não estavam cotadas na bolsa.
Não estranhou o Sr. Silva ter um lucro tão grande em tão pouco tempo? Na sua qualidade de "grande economista" não pensou que aquilo não podia ser fruto de negócios "normais"? Não estranhou nem procurou saber como era isso possível?
Nos Estados Unidos, no escândalo Madoff, o aldrabão foi preso e pouco tempo depois condenado a pena de prisão perpétua, a sua família vai ter de devolver cada dólar ganho no negócio assim como todos os que beneficiaram com o esquema por ele montado. Não seria justo que, também em Portugal, os aldrabões, (todos), fossem presos, a chave deitada fora, as suas famílias obrigadas a devolver o que roubaram e todos os que beneficiaram dos esquemas fraudulentos obrigados a entregar tudo o que lucraram?
Sendo o Sr. Silva Presidente da Republica, sabendo que as aldrabices de alguns dos ex-ministros e secretários de estado do seu governo levaram um banco à falência, já custaram mais de 5 mil milhões aos portugueses, (numa altura em que estão sujeitos a medidas draconianas de austeridade com aumentos de impostos e redução de salários), que a pobreza e o desemprego alastram, que o país está de tanga e que muito provavelmente o dinheiro que ganhou foi fruto de vigarices, não deveria ser ele o primeiro a devolver o dinheiro por sua livre e espontânea vontade?
É este o homem que querem que continue como Presidente da Republica por mais cinco anos?