terça-feira, 18 de maio de 2010

FEIRA DA VINHA E DO VINHO DE ANADIA



João Pedro Pais abre a Feira da Vinha e do Vinho de ANADIA
O programa de animação além de João Pedro Pais, o artista convidado para a noite de abertura a 12 de Junho.
Nos dias seguintes, tem outros nomes de referência, como os Táxi, Ez Special, Led On, Quim Barreiros, Santamaria e Rita Guerra. Haverá ainda uma “Katedral Algarve Party”, o desfile de Marchas Populares e o Anadia Fashion.
Para além disso, está previsto um encontro de auto-caravanas, um passeio nocturno de BIT, um torneio de futebol feminino, um torneio inter-freguesias de futebol, e duas palestras.


A feira deste ano espera superar os 100 mil visitantes do ano passado. A feira terá um orçamento 215 mil euros, e para além da animação nocturna, terá 130 stands com áreas para produtores, restauração, vitivinicultores, juntas de freguesias, associações culturais entre outras.
Ao que parece os preços serão novamente convidativos, pois vão ser de 1,5€.


Agora uma pergunta para a câmara da Mealhada, será que não será possível algo parecido na Mealhada?


Será que os mealhadenses não merecem ter festejos baratos e de qualidade?


Cantanhede, Anadia tem grandes feiras, a Mealhada tem uma feira minúscula e repetitiva , será que temos direito ao carnaval?


domingo, 16 de maio de 2010

LORPAS!...



“Amizade” com “gente importante” está longe de constituir um valor seguro. Esses “amigos” utilizam-se mutuamente com o mero propósito de cada um atingir metas previamente delineadas. Ser «amigo» dos poderosos, mesmo que momentaneamente, outorga benesses e o atestado da importância de que se carece para conquistar novos patamares.


Soa bem invocar o nome do “poderoso”, como “amigo”. Abre portas. Os “poderosos”, que não são idiotas, servem-se dessas “amizades”, enquanto elas têm alguma utilidade, mesmo residual.


Também sabem o que os espera no dia em que a manivela da sua roda da sorte andar para trás: um general dar à sola. À velocidade da luz, perdem-se todos os “amigos”. Espanta é haver ainda quem se vergue à dor de ser “traído”, “abandonado” ou “usado” por “amigos”, poderosos ou falsos amigos, em vez de, quando se vê livre deles, gritar a plenos pulmões: “Ar puro!”.


Salta à vista: salvo raras excepções, a “amizade” é barcaça capaz de levar duas ou mais pessoas em período de bonança e apenas uma em momentos de borrasca. No momento dos apertos, recurso à amnésia e à moral da fábula “Os animais doentes da peste”, onde o status determina o futuro - se “poderoso”, adulado; se miserável, abandonado. Chateia ter “amigos” nas lonas que já nada nos podem dar. Incomoda. A vida é assim – novas escaladas, novos degraus, novos quedas, novos “amigos”. Só uma cambada de lorpas é que ainda acredita nos “amigos”. Do alheio, da onça ou de Peniche.


sexta-feira, 14 de maio de 2010

A BAIRRADA TEM VERGONHA DESTA AUTARQUIA...PELO DESPESISMO MEALHADENSE!



Em momentos de crise como os que atravessamos hoje, mais, depois dos sacrifícios pedidos ontem aos portugueses pelo governo.


É uma vergonha ver a câmara da Mealhada dar tolerância de ponto para hoje sexta-feira, 14 de Maio. Eu só me pergunto porquê? Ter umas mini férias na Mealhada, será que os funcionários autárquicos da Mealhada fizeram mais que os restantes mealhadenses, e portugueses? Será que por terem tido o feriado municipal no dia de tolerância de ponto dado aos outros portugueses (funcionários públicos), tem então de ser compensados?


Anadia, por exemplo não o fez, hoje é dia de trabalho, e nos outros concelhos em que ontem foi feriado e tolerância de ponto, hoje foi dia de trabalho. Até os trabalhadores da Junta de Freguesia da Mealhada o fizeram, trabalham.


Eu também tive tolerância ontem, e embora me soubesse bem, não achei correcto porque penso que todos somos portugueses e não podemos criar feriados só para a função pública quando já é na função pública que existem mais regalias de todas as espécies, e em termos de férias então… são mesmo os portugueses que mais gozam por direito.


Para Cabral que não é nada ligado a religião porque não acredita, o que não é criticável cada um acredita no que quer, agora dar descanso a algumas centenas de trabalhadores, isso sim caí muito Mal, e não é só a mim, é quem trabalha ou trabalhou e paga os seus impostos e agora ainda mais vão pagar. É que não puderam de resolver os seus assuntos junto da autarquia.


Para mais penso que o exemplo tem sempre de vir de cima, e aqui o exemplo é péssimo para a sociedade mealhadense. É que são quatro dias seguidos de férias de uma autarquia, que paralisa por completo.


Para uma autarquia socialista o exemplo é nefasto, quando o governo também socialista ainda ontem trabalhou primeiro com o líder da oposição (Passos Coelho, depois um conselho de ministros que nos indicou os sacrifícios que os portugueses vão ter nos próximos tempos no mínimo um ano e meio, para credibilizar o País no exterior, de um país cumpridor das suas responsabilidades. Então bem o concelho da Mealhada mostrar que tudo está muito bem não precisa de fazer sacrifícios, os sacrifícios são para o povo em geral, porque a autarquia não precisa de os fazer, pelo menos é a ideia que fica para quem como eu tinha assuntos a tratar na Câmara e, que tive de adiar para outro momento, hoje perdi tempo e dinheiro e, terei de voltar a perder para poder resolver os meus assuntos na câmara da Mealhada.


Só posso dizer, é vergonhoso o poder local (Mealhada) poder tirar partido ao máximo das pontes.


Neste momento só posso dizer que Cabral tem de pensar melhor nestes gestos que tem para com os seus munícipes. Uma palavra ainda para a vice, a Filomena que tanto diz e, tenta comparar o público com o privado em termos de privilégios, algo que já discuti com a dita senhora e que ela até concordava que havia demasiados privilégios para os trabalhadores da autarquia em relação aos trabalhadores do privado e estes são o motor da economia.


Só peço que se pondere mais numa próxima, para não sermos chamados de mandriões, porque nas mesmas circunstâncias, na Bairrada e não só todos trabalharam hoje.


Reflictam bem, tentem sempre dar um exemplo pela positiva e não pela negativa, mais do que nunca todos nós precisamos de trabalhar para Portugal andar para a frente e não podem ser uns para os outros…

quarta-feira, 12 de maio de 2010

DÚVIDA EXTERNA



Vou divagar, que tenho pressa: isto vai mal. A economia não cresce nem aparece. Os mercados não acreditam em Portugal e, em troca, Portugal não acredita nos mercados. Ou é ao contrário? Seja como for, é uma enorme dúvida externa, que acentua as nossas dívidas metódicas. São dívidas existenciais. São crónicas, e dos bons malandros que sempre fomos. Os tempos são cépticos e assépticos, e não estão para graças a Deus, que o diga o Papa. O rating de Ratzinger está baixo, como o nosso: dantes era a Joana que comia a papa, agora é o Papa que come a Joana. Sei que vou pagar por esta, mas prefiro pagá-la a apagá-la. Se há Deus, que me acuda. E se não há?


Se não há, adeus ao que é de Deus, a César o que é de todos os santos, que assim também não existem. Prefiro pensar que se não houvesse, teria de ser inventado. E foi. Depois Deus inventou o Homem à Sua imagem. Os gregos tinham inventado Deuses à imagem do Homem, e por isso o Olimpo era o que era: uma casa de doidos. Hoje é um Zeus nos acuda em Atenas, mas isso é apenas outra História. Clássica, mas sobretudo eurótica. Nem ao mero poeta lembraria tal odisseia.


Ver-nos-emos nós gregos? Longe vá o agora, que o passado é cada vez mais imprevisível: o que teremos nós feito, para aqui chegarmos? Perdemo-nos em flagrantes de litro, a vida para nós foi mais bolos, e esquecemo-nos de que o creme não compensa. Vamos chorar sobre o deleite derramado? Por mim, dispenso logo existo. Mas insisto: o futuro já não é o que foi, e se calhar não havia razão para ter sido o que chegou a ser.


Dispenso, mas depois compenso. Não tenho soluções para a crise - o único remédio é fazer cortes de ténis menos caros, e menos carros. Juntemos o fútil ao agradável: agora que os dias são menos noite, vou contemplar o meu próprio destino ao sol do fim de tarde bebendo um gin platónico, como o amor que é fogo que arde sem se vir - assim começaria o meu poema, que nem é ode nem sai de cima. Vendo bem, façamos o gin tónico, e também o amor. Os tempos, direi melhor, não estão para desgraças, a vida é demasiado curta para beber vinho barato. E tristezas não apagam dúvidas.


domingo, 9 de maio de 2010

DE CRESPO A MOURA GUEDES...SERÁ DOENÇA?...


O quinteto de benfeitores

O poder da informação nos canais de televisão em Portugal é sempre um tema actual. Mas nem sempre o que parece é...
Uma parte da informação televisiva que se tem produzido em Portugal, nos últimos anos, oscila entre dois extremos que só aparentemente são opostos: o da obsequiosidade gelatinosa e o da agressividade espalhafatosa. Ambos os estilos pseudo-informativos convergem na violação qualificada de dois dos principais deveres deontológicos dos jornalistas, que são os deveres de objectividade e de isenção. Ambos consubstanciam um jornalismo parcial, cuja principal característica consiste em enaltecer artificialmente certos lados da realidade e/ou em desqualificar ou omitir outros.
Os expoentes mais visíveis desse tipo de jornalismo são Mário Crespo, na SIC-Notícias e Manuela Moura Guedes, na TVI. Os dois jornalistas prosseguem, há anos, implacáveis cruzadas contra certas pessoas, embora utilizando métodos diferentes mas que, na verdade, concretizam a mesma degenerescência deontológica: a parcialidade da informação. Mesmo quando aparentam alguma objectividade, um e outro acabam por só revelar uma parte da verdade ou então apenas a verdade de uma das partes.
A deliquescência voluptuosa com que Mário Crespo põe certas pessoas a agredir moralmente terceiros de quem não gosta só aparentemente contrasta com os insultos que Manuela Moura Guedes dirige, ela própria, àqueles que detesta. Em termos de deontologia jornalística não há diferença entre os dois métodos. A obsequiosidade de Mário Crespo revela, afinal, a mesma parcialidade que a agressividade de Manuela Moura Guedes. Se a jornalista da TVI se apresentava em muitos aspectos como uma emanação reciclada do velho estilo Palma Cavalão, o pivot da SIC-Notícias não passa de um comentador travestido de jornalista, que faz por interpostas pessoas o que aquela fazia pessoalmente. Os dois actuam quase sempre segundo agendas próprias de interesses, sobretudo políticos, que tentam ocultar atrás do biombo da informação: num caso, o Jornal da Noite da TVI, e, no outro, Jornal das Nove da SIC-Notícias.
Mas vejamos algumas pérolas desses estilos: em Abril de 2009, fui convidado para ser entrevistado por Manuela Moura Guedes no Jornal da Noite. Era uma armadilha montada em conluio com alguns dos meus opositores dentro da Ordem dos Advogados. De boa fé, aceitei o convite e fui insultado em directo. O episódio é bem conhecido e não vale a pena acrescentar mais pormenores. Basta apenas referir que, apesar de tudo, tive oportunidade de lhe responder e de lhe dizer cara a cara o quanto ela violava o Código Deontológico dos jornalistas.
Pouco tempo depois, em 19 de Maio seguinte, na SIC-Notícias, fui alvo de agressões ainda maiores, não por qualquer jornalista da estação, mas sim por entrevistados cuidadosamente seleccionados. A propósito do Dia do Advogado, a SIC-Notícias convidou sucessivamente para os principais programas de informação dessa noite dois dos meus mais destacados opositores na Ordem dos Advogados. Sem qualquer hipótese de defesa, fui moralmente seviciado, em directo, por ambos os adversários, sobretudo pelo convidado de Mário Crespo, sem que nunca me tivesse sido dada qualquer possibilidade de rebater as pérfidas acusações de que fui vítima.
Mas os exemplos não ficam por aqui. Nas anteriores eleições para o Ordem dos Advogados, havia quatro candidatos a Bastonário: Menezes Leitão, Magalhães e Silva, Garcia Pereira e eu próprio. Pois Mário Crespo conseguiu esta notável proeza de «imparcialidade»: entrevistou duas vezes o candidato Magalhães e Silva e não entrevistou nenhuma vez qualquer um dos outros candidatos.
Ainda mais um exemplo que ilustra bem como em jornalismo algumas mentiras são feitas de silêncios. Posteriormente, Mário Crespo convidou um advogado para o seu programa (por sinal um dos dois que estivera na SIC-N no Dia do Advogado) a quem, a dada altura, pergunta candidamente se concordava com a existência de sindicatos nas magistraturas. O entrevistado responde, ainda mais candidamente, que sim, porque os magistrados também seriam trabalhadores. Mas o que ambos omitiram é que o entrevistado era, simplesmente, o advogado de um dos sindicatos de magistrados, de quem, obviamente, a última coisa que se esperaria era que defendesse a não existência de um cliente seu.
Este é, pois, o cintilar de algumas das mais refulgentes vedetas de alguns dos mais esplendorosos programas de informação televisiva em Portugal. Um jornalismo não de referência, como pretende certa propaganda, mas um jornalismo notoriamente de reverência para com certos interesses ou pessoas.

Marinho Pinto, JN

terça-feira, 4 de maio de 2010

A NOVA BRIGADA DO REUMÁTICO



Quem se lembrou de estabelecer o paralelo com a Brigada do Reumático foi o Rui Herbon. Subscrevo. Isto a propósito da fronda contra as grandes obras públicas. E da audiência que nove antigos ministros das Finanças solicitaram ao Presidente da República.

Cavaco aceitou recebê-los. No próximo dia 10 vai ouvir Medina Carreira, João Salgueiro, Ernâni Lopes, Eduardo Catroga, Miguel Beleza, Pina Moura, Manuela Ferreira Leite, Bagão Félix e Luís Campos e Cunha. (Outros antigos ministros das Finanças, como Silva Lopes, Braga de Macedo e Miguel Cadilhe, não aceitaram integrar o grupo.)

Estão à espera de quê, estas venerandas figuras? Cavaco promulgou há três semanas o decreto-lei que aprova as bases de concessão do troço ferroviário de alta velocidade entre Poceirão e Caia (v.g. TGV Lisboa-Madrid). A adjudicação da obra é assinada amanhã ou depois. A oposição à esquerda já se manifestou a favor da sua construção. Se o CDS-PP insistir em levar o diploma a plenário, o PS, o PCP e o BE caucionam a vontade do governo.

A audiência visa travar o resto? A nova travessia do Tejo e o aeroporto em Alcochete? O que é que eles vão dizer a Cavaco que não tenham dito já em dezenas de entrevistas e programas de televisão? Vão propor um golpe de Estado?

Não seria mais consentâneo com os seus pergaminhos formarem um partido de salvação nacional e irem a votos na primeira oportunidade?


Nota: O mesmo tema muito bem observado à direita.

Eduardo Pitta

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O que querem é uma democracia "faz de conta" ?




No Diário Correio da Manhã de hoje, um tal Manuel Catarino assina mais uma diatribe contra a deputada Inês Medeiros, tudo indicando que a polémica à volta das suas viagens está para lavar e durar. Daí o sentir-me tentado a retomar o assunto para me interrogar sobre a motivação de tantos opinantes sobre o tema. Estaremos perante um caso de populismo, de mesquinhez, ou tais posições serão antes reflexo dum fraco conceito de democracia ? Acabo por optar por esta alternativa, atendendo a que já vi defensores da ideia de que deveria ser o PS a pagar os custos da viagens da deputada, porque lhe cabe a responsabilidade de a ter escolhido. De facto, pergunto, se um partido não pode livremente escolher quem o represente, que raio de democracia é esta?

Mas, dir-se-á: as viagens são caras. Pois são. Só que um tal argumento só se compreende do ponto de vista de quem tem um conceito de democracia do género "faz de conta". Para uma democracia assim, o "quanto mais barato, tanto melhor" faz, na verdade, todo o sentido. Doutro modo, não. Só que, assim sendo, justificar-se-ia também que quem questiona os custos das viagens da deputada já se tivesse lembrado de propor como condição de elegibilidade para a Assembleia da República que os candidatos tenham residência nas proximidades de S.Bento, de forma a possibilitar as deslocações a pé. Realmente, ainda não se lembraram ? Aqui fica a sugestão.

Já agora, além da sugestão, uma pergunta:

Se o apreço que tanta gente manifesta pelo órgão de soberania que dá pelo nome de Assembleia da República (formado exclusivamente por deputados eleitos) é assim tão escasso, ao ponto de se questionarem os custos das viagens duma deputada, por que não questionar, por idêntico motivo, as viagens do Presidente da República e das respectivas comitivas? Sirva de exemplo a realizada recentemente a Praga, viagem que, à primeira vista, para pouco mais serviu do que para o PR ouvir, de bico calado, da boca do seu homólogo checo, uns tantos enxovalhos, dando provas de que, pelo menos na República Checa, a boa educação e arte de bem receber convidados não constituem requisitos de elegibilidade para a Presidência da República.

Estou só a perguntar. Resposta não é precisa.

Francisco Clamote

sexta-feira, 23 de abril de 2010

UM PAÍS DE...!?...



Quem ainda não ouviu dizer que "as mulheres se querem pequeninas como as sardinhas"? Fiquem descansados, não me vou queixar das mulheres portuguesas nem elogiar a falta da posta do meio, uso esta expressão popular porque, como muitas outras, que mostram a nossa forma de nos superarmos. Agora que muitos ou muitas de vós já estão a zurzir contra este comentário infeliz vou directo ao assunto a que dedico este post, a tendência dos portugueses para condenar tudo o que é valor e elogiar as supostas virtudes das nossas fraqueza.


No mesmo país em que não se cansam de se queixar da falta de competitividade da economia tudo o que cheire a concorrência ou competitividade é tratado como pecado mortal, é banido. Como é que um país onde a ambição é considerada defeito pode sair da cepa torta? Dizemos às nossas criancinhas que é feio querer ser melhor do que o parceiro, os nossos professores em vez de promoverem a excelência procuram a mediania, os melhores alunos são esquecidos em nome da média, a nossa sociedade é gerida por um princípio inquestionável, no meio é que está a virtude.


Desde pequeninos que detestamos os melhores, os que mais se aplicam, os que dão mais de si, aluno que estude é “marrão”, aluno que não alinhe nas brincadeiras da maioria é menino da mamã, marrões e meninos da mamã são sérias candidatas à cacholeta e à galheta colectiva, aquilo a que agora se chama bullying. O pecado que cometem é serem ou pretenderem ser melhores do que os outros.


Acho graça que neste país se fale tanto em produtividade quando a sabedoria popular nos ensina que “o trabalho é para o preto”, na Administração Pública esta expressão foi transformada numa outra menos racista que diz que “o trabalho nunca acaba”. São necessárias pessoas capazes, que sejam superiores à média, capazes de fazer a diferença? No futebol talvez, o Liedson resolve, o Ronaldo resolve, o Falcão resolve, cada equipa procura ter um fora de série que resolva, que lhe dê os pontos necessários para chegar ao título, mas o princípio fica-se pelo futebol, nas empresas ou na Administração Pública a regra é bem diferente, de nada vale ser capaz de fazer a diferença, alguém nos diz logo que “o cemitério está cheio de insubstituíveis”.


Em quantas empresas e serviços público a obra feita por alguém de valor foi destruída num piscar de olho pelo idiota que lhe sucedeu? Muitas escolas, empresas e os serviços públicos portugueses são geridos por gente mediana ou fraca que instala uma cultura que promove a fraqueza intelectual, que cria mecanismos que colocam os fracos ao nível dos bons. Isso para não dizer que se promove o bullying institucional. Em vez das galhetas infantis os que mais de distinguem ou que evidenciem maiores capacidades são obrigados a desistir para dar a oportunidade aos mais fracos, são obrigados a algo muito tipicamente português, a “amochar”. A ambição é condenada, o querer fazer melhor é excesso de protagonismo.


Basta ir a uma empresa ou a um serviço público para encontrar gente capaz que desistiu, gente que foi vítima de processos ou de motivação motivados por cartas anónimas, gente que perdeu concursos manhosos organizados por fracos vingativos, gente que se cansou de lutar contra a corrente. O subdesenvolvimento português não tem apenas causas mensuráveis sob a forma de indicadores económicos ou sociais, um dos maiores entraves ao desenvolvimento do país é a cultura da mediania e da mediocridade que se instalou na nossa sociedade.


Reis e ditadores fracos e, mais recentemente, políticos de pouca dimensão, socorrem-se preferencialmente de gente que não presta, gente que por ser fraca tem de dispensar a dignidade, gente que só consegue superar a falta de inteligência com manifestações de subserviência e obediência. Décadas de dirigentes fracos transformaram o país num Portugal de gente fraca, um país cheio de frases que enaltecem as qualidades daqueles que não as têm.


Jumento


segunda-feira, 19 de abril de 2010

DUAS ALTERNATIVAS




Portugal tem duas alternativas para enfrentar o problema do desequilíbrio das contas públicas que estão a gerar défices elevados e ao acumular da dívida pública, ou enfrenta e resolve o problema ou adia na esperança de que o fim da crise económica facilite as soluções. Há uma terceira solução que consiste em fazer de conta que há soluções intermédia ou, o que é pior, fazer o discurso do PCP e do BE e fazer de conta de que não existem problemas.

Se Portugal adoptar as medidas que assegurem a correcção dos desequilíbrios a curto prazo isso dará argumentos aos grupos corporativos e às organizações sindicais para desencadear protestos envolvendo os funcionários públicos e trabalhadores das empresas do Estado, tais medidas geram descontentamento e têm consequências sociais. Isso passaria por eliminar despesas públicas, reduzir apoios sociais e acabar com parte do borlismo estatal que tem sido promovido nas últimas décadas, a redução da dívida implica que o Estado se desfaça de uma parte das empresas públicas ou de participações em empresas privadas.


O modelo de gestão do Estado seguido nas últimas duas décadas está esgotado, o país não consegue gerir riqueza para manter um Estado gerido segundo bons princípios e para agradar aos eleitores, não pode fazer expandir a despesa pública permanentemente, umas vezes com argumentando que tal é sustentado pelo crescimento económico, outras garantindo que é necessário para retomar o crescimento económico. Pior ainda, o país não pode continuar a gastar os seus recursos sem critérios orientando-os para as despesas que geram mais votos.


A ilusão de que a crise passará e tudo se resolverá é falsa e muito arriscada, quando a economia mundial crescer Portugal perderá a oportunidade de a acompanhar, quando os outros crescerem os portugueses terão de fazer as correcções que não fizeram a devido tempo. Mas nada nos garante de que a superação da crise mundial está para breve e fenómenos inesperados, como agora sucedeu com a erupção de um vulcão na Islândia, podem resultar no adiamento da superação da crise. Os portugueses correm um sério risco de terem de fazer os sacrifícios que agora recusam.


Adoptar agora as medidas que garantam a redução do défice e da dívida pública aumentaria a confiança dos mercados na economia portuguesa como, ainda mais importante do que isso, aumentaria a confiança dos investidores portugueses e estrangeiros na política económica portuguesa. A recessão combate-se com confiança e é essa confiança que estimula o investimento.


Se os políticos não perceberem que é necessário encontrar verdadeiras soluções parra grandes problemas e os trabalhadores não perceberem que o Estado está à beira de soçobrar perante a crise económica mundial poderão ter que vir a suportar maiores sacrifícios do que os que agora rejeitam. De nada serve um grande Estado sem dinheiro ou grandes direitos laborais sem emprego.


Jumento

terça-feira, 13 de abril de 2010

CADA CAVADELA UMA MINHOCA!...


Barbaridades à parte – ignorar por conveniência a pedofilia hetero e no feminino – concentremo-nos no essencial:

Esta patologia toca todos os tipos de pessoas e os padres num grau menor, em termos percentuais

Se é verdade que em termos percentuais é no seio das famílias que tem lugar a grande parte dos abusos sexuais sobre menores, também não consta que um só pedófilo, numa só família, tenha abusado sexualmente de mais de 200 – duzentas – 200 crianças e tenha morrido sem prestar contas à Justiça terrena. E é só um exemplo entre muitos. As contas têm de ser feitas por número de casos vs. abusador dentro da instituição família Igreja. Ou agora a Igreja não é uma família?!

José Simões