domingo, 28 de fevereiro de 2010

O PAÍS DAS MARAVILHAS ( Guerra Civil com Cavaco impávido)...NUNCA TINHA VISTO TAL, MAS...



Portugal divide-se entre aqueles que se vão lembrar de Sócrates ter sido o primeiro chefe de Governo a depor na Assembleia da República e aqueles que não se vão esquecer de Sócrates ter sido o primeiro chefe de Governo a ser alvo de espionagem política a coberto de uma investigação judicial.


É preciso um pretexto para a moção, porra! Vão arranjá-la onde?
Toda a gente sabe, quem não tem cão caça com gato! ……. O bicho mesmo escondido, não consegue disfarçar; olha ali está ele, com o rabo de fora!
Por razões que só a ditadura explica, Salazar e Caetano, jamais prestariam a deputados contas fosse do que fosse, muito menos sobre indícios ou suspeitas. Mas em democracia é diferente, daí a pergunta; então todos os outros beneditinos depois daqueles, vão ser inquiridos, ou será que têm aquela coroa bendita, muito redondinha no coiro cabeludo e Sócrates ainda não? Mas eles andam por aí; afinal em que ficamos, sobre eles não há suspeitas nem indícios, ou esta democracia serve para atacar um e defende todos os outros; vão ou não também depor, ou por acaso, haverá algum manto diáfano de fantasia a protegê-los?


Agora vão ser só remendos. A partir do momento em que o PGR e o presidente do STJ aceitaram que os magistrados de Aveiro violassem flagrantemente a lei, escutando meses a fio o PM, o edifício da justiça começou a ruir. Há que reconhecer que a jogada foi de mestre! Se os dois mais altos magistrados da justiça tivessem chamado à pedra, logo em Junho, os infractores, a «bernarda» rebentava logo e bem a tempo de estilhaçar Sócrates antes do acto eleitoral. Bastava que os activismos sindicato e associação dos magistrados viessem a terreiro colocando-se ao lado dos colegas perseguidos por causa de um PM que estaria metido em crime de lesa-pátria que os superiores queriam proteger. Algumas fugas ao famoso segredo de justiça davam o golpe de misericórdia. Os altos magistrados fecharam os olhos e agora é o que se vê. Não havia como evitar o que está a acontecer. No meu modesto entender, Monteiro e Noronha com a sua atitude contemporizadora para com os senhores de Aveiro, salvaram Sócrates de cair ao primeiro assalto dos golpistas. Não sei se vai resistir ao segundo. Palavra que me sinto deprimido com tanta pulhice. O pior de tudo é que os golpistas têm praticamente toda a comunicação social a fazer ecoar as suas patranhas. Restam-nos estes protestos da blogosfera. E até estes os filósofos do golpe quiseram calar!


Aspirina…

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A LONGA CAMINHADA!



Foi longa a caminhada pelo deserto


Duma vida superficial e vazia


Quando, afinal, tinha um oásis,


Por aqui, tão perto.


Passei por tempestades de areia


Arremessando os seus grãos contra mim,


Quantas vezes, chorando,


Coberto de poeira, pensei


Que nunca chegaria ao fim.


Fui sempre caminhando


Deixando o sol escaldante


Queimar a minha pele,


Amadurecendo o meu sentir,


Secando lágrimas,


Que já não chegaram a cair.


O oásis apareceu, de repente,


Não foi miragem,


Era mesmo real,


O seu formato, era a tua imagem.


Cansado e contente corri para lá,


Mergulhei na frescura do amor,


Para trás, deixei a dor,


Passado enterrado na areia,


Cruel,


Agora, só quero mesmo,


O sabor a mel desse beijo


No nosso oásis do desejo.


Esqueci o deserto,


Esqueci o vazio,


Tenho-te sempre,


Aqui, junto a mim,


Tão perto...

A Política na Sanita



Algum tempo após a revolução de 1974 a estratégia do PCP era simples e reduzia-se a tentar derrubar Governos saídos de eleições. Terra queimada contra o capitalismo. Gostasse-se ou não fazia sentido. A União Soviética era o farol e uma alternativa radiosa justificava tudo. Forte do seu poder autárquico a cobrir um terço do território a táctica baseava-se na luta sindical e em manifestações populares. "Acções de massas". Protestos, greves localizadas, greves sectoriais e se possível, e foram-no, greves gerais. Os comunistas interpretavam interesses de importantes camadas de trabalhadores e das classes médias e várias vezes tiveram êxito e conquistaram não o poder mas objectivos parcelares importantes. Houve governos que foram muito enfraquecidos ou caíram. E mostraram que eleições democráticas podem ser postas em causa por outros meios, no caso envolvendo directa e indirectamente os interesses de centenas de milhar de pessoas.

Agora noutro contexto que não aquele do mundo bipolar mas o de uma profunda crise que ameaça ainda aumentar e consequente descontentamento geral (não me refiro aos que ganham de 10.000 a 200.000 € e mais por mês) a direita descobriu que poderá, talvez! pôr em causa as eleições já não com lutas de massas mas com a mobilização de outras "massas" e de poucas centenas de pessoas. Outros interesses. Quase circunscritos aos da superestrutura política, sector empresarial do Estado e das clientelas adjacentes. Enfim o PSD e aliados em luta pela posse do Estado, dextros nas armas da perfídia e do cinismo. Abjecção e lama. "Derrubar" eleições aos gritos de "não há liberdade de expressão", de "defesa do Estado de direito" de "asfixia democrática" de encenações com de escutas do 1ºM ao PR.

Mas como é possível desprestigiar tanto as instituições? Com que meios? Manipulando uma parte da comunicação social que contamina a restante facilmente porque a "festa" contribui para a venda de jornais e de tempo de antena, com a colaboração alguns membros do poder judicial e fugas seleccionadas ao segredo de justiça, selecção de "escutas", transcrições, truncagens e cozinhados de conversas particulares. E muitos gritos. O 1º M é mentiroso, é mentiroso. E o PGR? Mentiu. Mas?...É mentiroso. É mentiroso. E o Presidente do STJ? É mentiroso. É mentiroso - o jornalista estica o microfone ansioso até à cara do Sr. Professor - diga lá Professor: É mentiroso É mentiroso. Oh Drª Manuela diga, diga lá: É mentiroso, sou mentirosa, desculpe enganei-me ele é que é mentiroso, é mentiroso. Vá diga lá outra vez! É MENTIROSO, é mentiroso.

A AR colabora com peças menores onde contracenam jornalistas e deputados num espectáculo indigente e indigno. É a comissão de Ética.

Na Madeira avalanches de lama e detritos criaram uma situação trágica. No continente avalanches de lama e detritos morais criaram uma farsa. Afogam em baixeza a decência e a vida normal das instituições. Não se discute a crise, o orçamento, o desemprego, o drama de milhões de pessoas sem esperança, discutem-se cinicamente escutas, conversas privadas, o que não disseram mas pensaram, comportamentos, intenções.

No seu estado normal o país castigaria os maus encenadores e os actores rascas da peça obscena. Mas vivem o desemprego, o medo de dias piores, a ameaça de restrições aos que menos podem. E o espectáculo entrando pelas intimidades do poder, pelas manigâncias próprias dos boys e dos servos, pela vida íntima de uns e outros, revela interiores que era escusado ver e tem pouca relação com os problemas do país.

Conseguirão assim, a curto prazo, colocar Paulo Rangel no lugar de Sócrates? Veremos. Seria uma chegada triunfal numa avalanche de esgoto.

A política, a comunicação social e o poder judicial saem feridas desta tempestade de condutas reles.

Política de buraco da fechadura. Da porta da retrete.

O que me espanta é certa gente do PCP ou do Bloco deitar foguetes, levar efusivamente às cavalitas a Manuela Ferreira Leite e o delfim do cavaquismo serôdio, Paulo Rangel. Claro que têm as suas razões, e há os ódios e ressentimentos pessoais, por vezes bem justos. Mas para que fim?
PuxaPalavra

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A verdadeira claustrofobia (ou asfixia, tanfo faz...) democrática


Tal como previ, aqueles que escreveram longas prosas, em variados posts, a comentar as escutas do Face Oculta envolvendo Sócrates, esmiuçando tudo e mais alguma coisa, agora ficam calados perante notícias que apontam para o eventual envolvimento de Ferreira Leite. 31 da Armada, Albergue Espanhol, Blasfémias, Corta-fitas, Delito de Opinião, O Cachimbo de Magritte, entre outros blogues *, todos se mantêm calados. Nem uma linha, nem uma palavra. O Pedro Marques Lopes confessa-se agradado por este "recato", pois mostra-se esperançado por, finalmente, entenderem o que está em causa com esta cascata de notícias de escutas e conversas. Mas eu registo apenas os double standards, a dualidade de critérios, voláteis aos interesses partidários e às clubites políticas.

Mas o mesmo acontece na Imprensa. Como o Miguel regista aqui e aqui (e o João aqui), nota-se também uma asfixia generalizada na Comunicação Social. Afinal, a claustrofobia existe, mas em prejuízo daqueles que são acusados de a promover. Não deixa de ser curios, senão mesmo irónico.
Triste Portugal este...


* O facto de a grande maioria dos autores dos blogues referenciados serem do (ou terem simpatia pelo) partido de Ferreira Leite é mera coincidência (ou não...)

Ricardo Sardo

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

SINAIS DE...


Entrevistas destas não clarificam coisa nenhuma. Cada qual fica na sua. Entrevistado e entrevistado movem-se em linhas paralelas e o discurso nunca converge.

Miguel Sousa Tavares manso, dominado, não convencido, despojado, exangue de argumentos, não foi frustrante; confirmou apenas os sinais de fogo que brota da fera ingente.
”Sinais de Fogo” mostrou que Sócrates sendo um homem particularmente inteligente é também profundamente convincente no retorcer dos seus argumentos.
Um verdadeiro narciso de espelho meu, capaz dos ódios mais intensos e das lealdades mais cegas:
«- diz-me, espelho meu, há algum homem mais assertivo e elegante que eu?»
Sócrates lança um véu sobre as questões, afirma e reafirma o que lhe convém.
Se lhe perguntam sobre a PT ( é só um exemplo) insiste em que não teve conhecimento formal, nem o Governo deu instruções à empresa. ´
Acontece que para lá do conhecimento formal e das instruções, há múltiplas formas de dar a conhecer o que se pretende e obter informações sobre o curso das diligências.
E, se das escutas se pode depreender que é este o modo de fazer as coisas, formalmente as escutas deixaram de existir e Sócrates não as comenta.
Quem é esperto, quem é?

Mar de Matosinhos

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Berlusconi primo ideológico da nossa direita...



Intrigado com tanta azáfama do PSD do velho cavaquismo - rasga, rasga, rompe, rompe - na luta pela liberdade de imprensa e o Estado da direita de direito - ele é Paulo Rangel (que até já foi denunciar o caso lá fora) ele é o Pacheco Pereira [que pede ajuda ao PS para demitir Sócrates], ele é professor Marcelo (o inventor dos factos políticos? Esse mesmo) ele é o Alberto João Jardim ( grande lutador contra o antigo regime e pela liberdade), ele é o Eduardo Moniz e a sua esposa Manuela Moura Guedes e outros paladinos da comunicação social de referência...

Tanta a algazarra... fui a Roma, um dos pilares, a par da Grécia antiga, da civilização europeia, ver o que fazem, neste capítulo, os irmãos ideológicos da nossa direita.
Pois fazem assim:
A televisão pública italiana, RAI, está proibida de emitir programas de debate político, segundo directiva do governo de Berlusconi. Mas os três canais privados esses não estão proibidos.
Porquê? Ora... são privados, isso dá-lhes plena legitimidade, né ? Por acaso até são dele, mas isso é mera coincidência. [link]


E... notícia mais recuada informava:
"O primeiro ministro [Berlusconi] pede à La Republica uma indemnização de um milhão de euros pela publicação de um artigo que continha uma lista de dez perguntas mal esclarecidas sobre escândalos que o evolviam diretamente. [link]

Ai este Sócrates tem muito que aprender com os primos italianos do nosso PSD radical.

Raimundo Narciso

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

FERNANDO NOBRE, UM HOMEM À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA.



Fernando Nobre, um excelente candidato à presidência da república.


Depois de tantos anos em democracia vem um candidato sem aparelho partidário, mas com um currículo invejável seja na solidariedade, como na opinião política – estando sempre em primeiro lugar a pessoa e não o partido que representa, basta para isso lembrar as últimas autárquicas: Lisboa, António Costa (PS), Cascais, António Capucho (PSD), europeias, Bloco de Esquerda.


Um homem de carácter forte, movido pela força da solidariedade, sempre contra quem se oponha a opressão do ser humano e, como rosto da AMI tem sempre lutado para ir aos sítios recônditos do mundo para ajudar quem precisa e, nós bem precisamos de um homem assim como presidente da republica, porque saberemos que temos um HOMEM que se vai preocupar com o seu semelhante sem olhar a partidos…


Na minha opinião, temos um candidato supra partidário, um cidadão que nos pode marcar pela diferença no futuro próximo.


Nota: Desde que se recorda sempre quis ser médico. Fez primeiro toda a especialidade em cirurgia geral e urologia. Dezasseis anos de formação específica, para optar pela medicina humanitária e desistir da ideia de ser professor na Faculdade de Medicina.


Participou nos Médicos Sem Fronteiras entre 1977 e 1983. É actualmente o Presidente Assistência Médica Internacional. Já participou em mais de 100 missões de ajuda humanitária.


Fernando Nobre está sempre pronto a partir em missões de emergência médica, ou para 'visitar os projectos permanentes da AMI. É sempre em Portugal o primeiro a mandar ajuda em caso de catástrofe natural.





Mau tempo enegreceu explosão



Carnaval deste ano foi visitado por menos pessoas, devido à chuva, vento e à crise económica. Cortejo combinou crítica social com uma viagem ao mundo da fantasia


O Carnaval da Mealhada travou, este ano, uma luta tremenda contra as condições climatéricas adversas. As cores intensas dos trajes carnavalescos, a música brasileira e o samba estavam lá, mas a chuva e o vento também marcaram presença durante a tarde de ontem, no Queimódromo da Mealhada.
«Confesso que esteve mais fraco do que nos últimos anos, com menos pessoas a assistir, porque o tempo não esteve muito convidativo devido à chuva, vento e frio», afirmou o presidente da Associação de Carnaval da Bairrada, Fernando Saldanha, recordando que no ano passado o evento foi acompanhado de «muito sol e mais de 20 graus de temperatura».
A crise económica também se fez sentir (os bilhetes custavam cinco euros). Ainda assim, o dia de ontem foi mais produtivo do que o domingo. «No geral, e tendo em conta as circunstâncias, creio que o Carnaval deste ano correu dentro das expectativas», adiantou Fernando Saldanha.
Os poucos milhares de pessoas que não quiseram perder o desfile começaram a abeirar-se da estrada do Queimódromo por volta das 14h30. Meia hora depois arrancava o corso, num turbilhão de cores, música e muito samba. Aqui e ali os participantes metiam-se com os espectadores que retribuíam com sorrisos e gargalhadas.
Do ponto de vista temático, o cortejo deste ano aliou temas da actualidade (crítica social) a uma viagem ao imaginário do mundo da fantasia.
Um dos grupos retratou a nova lei em torno do casamento homossexual, o caso das escutas foi invocado e nem os episódios no túnel da Luz, entre o Benfica e o Porto, foram esquecidos.
Entre a encenação de cenas de pancadaria, os “falsos” árbitros procuravam manter a ordem entre os jogadores, segurando pistolas na mão e disparando para o ar, tudo filmado e documentado por uma equipa colossal de jornalistas.
A crítica social foi o que despertou mais gargalhadas nos espectadores. Já a recriação do mundo da fantasia conseguiu enternecer os presentes. Era impossível não sorrir ao ver dezenas de crianças mascaradas de gnomos, de fadas ou de pequenos felinos.
A pequenada que assistia delirou particularmente quando avistou o carro do “Mundo Mágico da Disney”, com os participantes a ilustrar clássicos como “A Pequena Sereia” ou “O Rei Leão”.

“Sentimos mais frio
que nervosismo”

Às 16h00 os últimos participantes preparavam-se para iniciar a marcha. Faziam-se os últimos preparativos, recordava-se as coreografias e as letras, ajeitava-se o material de enfeite. «Sentimos sempre algum nervosismo antes de começar, mas este ano estamos a sentir e a sofrer mais é com o frio», confessava Cátia Girão, jovem de 17 anos, da Escola Batuque.
Quando o rei e a rainha do Carnaval iniciaram o percurso, por volta das 16h15, começou a pingar, obrigando a população a recorrer aos guarda-chuvas. Pouco depois choveu com alguma intensidade. Nessa altura as mãos dos espectadores só saíam dos bolsos do casaco para acenar ao rei Alexandre Nero (actor do elenco de “Paraíso”) e à rainha portuguesa “Melany Susana”, jovem de 18 anos natural de Anadia.
A maior parte dos visitantes abandonou o recinto antes das 17h00. O frio apelava ao calor do lar. Os prémios do Carnaval da Mealhada 2010 foram divulgados durante a madrugada, já depois do fecho desta edição.

“Agora a vida não
está para palhaçadas”
Os espectadores da edição deste ano do Carnaval da Mealhada consideraram, de forma geral, que o espectáculo em si foi «bom» e «agradável», excluindo o mau tempo, mas recordaram que «já houve anos melhores».
«Venho há uns dez anos e já vi isto mais engraçado, mas ainda assim gostei», afirmou Pedro Castro, de 61 anos, que estava acompanhado dos filhos e dos netos. O morador da Mealhada garante que assistir ao corso «já faz parte da tradição».
Mas a folia e a história não são os únicos factores que levam gente ao Queimódromo. «Não vou mentir, eu venho principalmente pelas mulheres bonitas que cá estão», confessou João Silva, conimbricense de 32 anos.
Há ainda o caso de pessoas que foram, mas que «não estavam para aí viradas». «Eu vim, mas pensei não vir. Com isto da crise a vida não está para estas brincadeiras e palhaçadas»,
explicou Joana Serafim,
de 43 anos.

D C

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

NO PLANO ESTRITAMENTE POLÍTICO


Desde o inefável Paulo Rangel até ao moralista José Manuel Pureza, os críticos do Governo (e em especial de Sócrates) têm afirmado que não discutem o processo Face Oculta ou as escutas no plano judicial.

Após esta afirmação piedosa de princípio, passam imediatamente ao que (lhes) interessa: a dita relevância política das escutas, que na sua opinião fará cair Sócrates e o Governo e fazer regressar ao poder aqueles que perderam nas urnas, há menos de seis meses, de acordo com a vontade expressa do povo português.

Em tudo isto, há uma contradição em que estes pequenos políticos nem reparam.

As escutas só são admitidas na medida em que têm relevância para a perseguição de crimes. É isso que as torna admissíveis, no processo penal, e que justifica uma autorização do juiz que põe em causa a privacidade e a reserva da vida privada. Fora deste contexto, a recolha ou a utilização de escutas constitui, pura e simplesmente, um método pidesco de obter vantagens num divórcio, numa luta empresarial ou na disputa político-partidária.

A única atitude coerente e compatível com a Democracia (com d maiúsculo) é separar a esfera judicial da luta política. À escala portuguesa, é mais ou menos como se no caso Watergate o tópico de discussão fossem as escutas ilegais feitas na sede do Partido Democrata e não a responsabilidade de quem as mandou fazer.

Se os Rangéis e os Purezas deste país têm algum apego à democracia e o mínimo sentido de decência, devem intervir na luta política com armas políticas e não com aquelas q1ue são ilicitamente fornecidas por algumas pessoas que, a título de excepção, desonram o mundo judicial.

C C

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

FILOMENA E AS SUAS MANIAS DO SABE TUDO...



O município da Mealhada tentou organizar um Carnaval da criança, para isso tentou só contar com as escolas do ensino público.


O que deu: nada, claro que não daria em nada, o município da Mealhada para querer organizar um evento deste tipo tinha de contar com as instituições ( IPSS e misericórdia), coisa que não fez e os docentes do publico fizeram uma vez mais um toma à doutora Filomena como já tem sido hábito. Isto porque a sua prepotência de nada valem.


Então, ao que sei pelo menos das instituições da Mealhada, segunda-feira vai haver desfile de Carnaval das IPSS que não foram tidas nem achadas).


Isto só mostra que a Mealhada tem muito que aprender... para isso basta ver a rede social de Anadia que vai promover um Carnaval sexta-feira com todas as instituições do concelho.


A Mealhada tem de mudar em muito na sua rede social e repensar os seus métodos de trabalho, e aqui não quero melindrar o senhor Penetra, que está há pouco tempo nesta área mas sim a doutorasinha que manobra tudo. Não tivesse ela lá toda a sua…


Mas enfim em terra de Carnaval em que se devem motivar os mais novos para este evento, não faz-se tudo ao contrário e tem de vir as IPSS faze-lo. Fazer e fazem-no bem em prol das vivências culturais do concelho.


Mais uma bofetada de luva branca para doutora Filomena, a senhora que pensa que com ela tudo está tratado, assim não Filomena!...