domingo, 8 de novembro de 2009

O2: A SUCTA E OS OFÍCIOS GERADOS...



A sucata sempre foi um negócio sujo.


Godinho, o empresário de Ovar que se revelou uma espécie de Soprano à portuguesa, introduziu algum humor no negócio da recolha de lixo, chamando à empresa O2.


No entanto, em vez de oxigénio, Godinho oferecia Mercedes topo de gama.


E os gestores públicos ajudavam-no a gamar nos concursos públicos.


E agora, os arguidos mantêm-se calados que nem Penedos (que são dois, pai e filho – daí, o plural).


Mas isto cheira-me a história mal contada.


Então não é que um dos arguidos se chama Chocolate Contradanças?


Alguém acredita que exista uma pessoa com um nome destes?


Faz lembrar o famoso militante do CDS, Jacinto Leite Capelo Rego, envolvido no negócio dos submarinos.


This is not good – it’s Godinho…

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

MAÇONARIA NA MEALHADA



A maçonaria é uma associação de carácter universal, cujos membros cultivam a filantropia, justiça social, aclassismo, humanidade, os princípios da liberdade, democracia e igualdade, aperfeiçoamento intelectual e fraternidade, é assim uma associação iniciática, filosófica, filantrópica e educativa. Os maçons estruturam-se e reúnem-se em células autónomas, designadas por oficinas, ateliês ou (como são mais conhecidas e correctamente designadas) Lojas, "todas iguais em direitos e honras, e independentes entre si."


Vai abrir nos próximos meses, na Mealhada, uma loja maçónica pertencente à Grande Loja Nacional Portuguesa – a obediência regular e tradicional masculina reconhecida pela Maçonaria Regular Continental. A loja mealhadense começará por incluir maçons naturais ou residentes no concelho da Mealhada ou na zona centro, que, no momento, se encontram associados a outras lojas espalhadas pelo país.
O maçon responsável pela criação de condições para abertura da loja, e o objectivo da abertura desta estrutura no concelho da Mealhada passa pelo facto de haver um número de maçons que o justifica e e esses manifestam vontade de a Mealhada o concelho escolhido na zona centro.

Haverá na Mealhada entre sete a quinze maçons estando, alguns deles, adormecidos – temporariamente sem actividade em nenhuma loja. A Maçonaria quer expandir a prossecução dos ideais e acolher mais pessoas da zona centro do país.

Ao que parece o interesse é acima de tudo, que a zona centro possa usufruir, também, da acção maçónica enquanto possibilidade de crescimento espiritual dos indivíduos.
Apesar de as actividades maçónicas serem normalmente reservadas, desta vez há um interesse na divulgação da informação da abertura da loja através da comunicação social e não só, isto porque há uma necessidade de desmitificar o que de errado se diz da Maçonaria e combater essa ignorância com o esclarecimento das pessoas.

Se podesse tambem seria Maçon...

Fonte : JM

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

As Introspecções de Marcelo



Marcelo Rebelo de Sousa respondeu ontem à noite aos apelos para se candidatar à presidência do PSD reafirmando o que dissera antes - não é candidato porque não há condições para a unidade do partido - aproveitando para criticar a luta de facções.



No seu programa semanal na RTP1, Marcelo considera que não há condições para haver uma aproximação entre a facção próxima da actual líder, Manuela Ferreira Leite, que, para o professor, apenas pretende substituir uma cara por outra (Ferreira Leite pelo antigo líder), e a facção de Pedro Passos Coelho, candidato assumido à liderança, que, para Marcelo, desde que perdeu as directas para Ferreira Leite se têm comportado sempre como oposição à líder.


Marcelo deu a entender que só se candidatará se houver condições para a unidade. E isso passará pelo recuo de ambas as facções e da candidatura de Passos Coelho.



Marcelo agora vai para o seu programa fazer sessões de introspecção, é como se deitasse no divã do psicanalista e aí fizesse uma terapia diante dos portugueses que ainda têm a paciência de o ver e ouvir. É a sua nova versão de consulta no psiquiatra à borla. A pachorra dos portugueses que pague. Marcelo não quer ser candidato a PM, ele quer sim ser candidato a Belém, mas como Cavaco pretende fazer um segundo mandato o caminho de Marcelo é vedado. Enfim, este é o Marcelo visto por ele próprio na sua primorosa radiografia, com isso revela o carácter fragmentário e miserável do actual PSD, denuncia a sua fraqueza e incapacidade para meter na ordem duas facções do partido.


Perante tanta inconsistência política como poderá o analista ser candidato a um cargo de relevo no vértice do Estado?!


A Mealhada neste momento parece que precisa do mesmo, porque para arranjar um líder credível para o PSD Local, está e vai ser algo muito difícil...

domingo, 1 de novembro de 2009

PUBLICO...






Há quem se dedique à fraude e ao peculato enquanto outros brincam às conspirações.

Por entre muitos cidadãos impolutos, há quem troque a honra por euros ou comprometa a dignidade a troco de sinecuras. Não admira que no terreno pantanoso medrem os que, a troco de migalhas, percam a honra em atitudes dúbias ou conluios indecorosos.

Perante a deliquescência da honra não admira que um assessor de Belém se preste a ser estafeta para um recado, ou autor de uma cabala, apresentando-se em nome do PR para encomendar uma notícia ao director de um jornal. O primeiro chama-se Fernando Lima e o segundo José Manuel Fernandes, até ontem director do Público, onde fez a apologia de Bush, de Barroso e da invasão do Iraque, até se precipitar numa inventona que tinha em vista interferir nos últimos actos eleitorais e desacreditar o PS.

Enquanto o Fernando (Lima) passou de assessor principal para tarefas menores, à espera de que os portugueses se esqueçam da insinuação das escutas a Belém, que sabia serem falsas, o Fernandes foi continuando a destruir a credibilidade do Público até ao dia de ontem, quando escreveu um editorial heróico a seu respeito.

Fernando e Fernandes protagonizaram uma farsa que pôs em causa o prestígio da PR e a confiança na comunicação social. Fernandes disse que Fernando não era a única fonte em Belém, mostrando que há mais quem se preste a exonerar a honra das funções que ocupa.

O desprestígio que atingiu o primeiro dos órgãos da soberania só pode ser recuperado com outro inquilino e a confiança que mereceu o Público com Vicente Jorge Silva e Jorge Wemans não é compatível com a permanência do Fernandes no jornal. Mas, por enquanto, a ida para Bruxelas fica adiada e é ao serviço da Sonae que o Fernandes se vai manter. O Fernando continua na sombra enquanto o País espera que Cavaco esclareça a trapalhada em que se deixou envolver.

Somos obrigados a respeitar o PR mas não há Constituição que nos obrigue a confiar nele. Fernando e Fernandes contribuíram para o descrédito das instituições.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

SERÁ BRUXEDO?



Segundo o DN, Teófilo Santiago, Director da Polícia Judiciária de Aveiro, atrai ou é atraído por “bruxedo”, tantos os casos notáveis que liderou.



Agora o processo chama-se “Face Oculta”. Anteriormente, os casos notáveis, igualmente mediáticos, também tiveram nomes sugestivos: “Apito Dourado “, "Aveiro Connection" ou sem nome como o processo de investigação a suspeitas de corrupção na PSP Porto ou o processo que metia títulos e o levou a prender Pedro Caldeira.



Se é verdade que em todos estes processos estiveram envolvidos muitos notáveis, com peso mediático e outro, não se percebe da notícia do DN o porquê da atracção pelo bruxedo que imputa ao director da PJ, a não ser que o bruxedo tenha a ver com alguma reza que levou a que todos esses casos tenham redundado em nada de judicialmente significante. Aguardemos pela parte visível da “Face Oculta”.


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A POUCA VERGONHA DO PATRONATO...


Depois dos lay-offs em Braga e do anunciado despedimento de 500 trabalhadores na fábrica da Guarda, a Delphi tornou oficial a sua decisão de encerrar a unidade de Ponte de Sor, empurrando cerca de 430 pessoas para o desemprego. A fabricante de componentes norte-americana tinha já anunciado o fecho da fábrica no ano passado, mas reafirmou agora a sua decisão, tomada em função do fracasso das negociações com os trabalhadores, que não aceitaram as reduções salariais que lhes foram propostas por administradores que auferem mais de cem mil euros ao ano. O preço do factor trabalho em Portugal é, realmente, um problema. E as confederações patronais, que ultimamente se têm insurgido contra o exagero de um aumento de 25 euros no salário mínimo, objecto de um acordo que também assinaram, alertam para a necessidade extrema da manutenção das ajudas estatais pelo menos até 2011. Sem pudor, "contrapartida" continua uma palavra proibida nesta lógica de lucros trituradores de salários e de direitos.

domingo, 25 de outubro de 2009

QUE SEMANA...



Esta foi uma semana de entretenimento, Marcelo Rebelo de Sousa inventou o direito à indignação para entreter o PSD até saber se Cavaco se recandidata, Louçâ entreteve-se a estudar a forma de se antecipar às medidas previstas no programa do PS para se armar em bonito junto dos eleitores, Manuela Ferreira Leite andou a entreter o PSD para preparar a a candidatura de Rangel, Passos Coelho entreteve-se a conspirar contra Manuela Ferreira Leite e Cavaco Silva também deve ter andado entretido mas até ao momento o Fernando Lima ainda não contou ao jornal Público os motivos do entretenimento presidencial.

A grande excepção a esta sessão colectiva de entretenimento veio de João de Deus Pinheiro que foi ao parlamento para dizer que tinha andado entretido a gozar com os portugueses, mas chegada a hora de criar calos no dito cujo parou com a brincadeira porque o seu traseiro é demasiado fino para as cadeiras do hemiciclo, o seu médico recomendou-lhe mesmo que o passeie mais por bares e campos de golfe.

Constâncio e Van Zeller ocuparam a semana com o seu entretenimento favorito, tentarem demonstrar aos portugueses que quantos mais pobres e mal pagos melhor, assim o país pode crescer e ao menos ganham mal mas podem ver as montras, telenovelas e os carros dos mais ricos.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

AS FRUSTAÇÕES COELHISTAS!...


Contrariamente ao que era desejado por certos lados, não me parece que o Conselho Nacional do PSD vá ser esquecido tão cedo. Manuela Ferreira Leite não sai antes da discussão do Orçamento de Estado. É maçador para a geração PPC. Só que por este andar a Sra. ainda é a Presidente do PSD responsável pelo renovar do apoio a uma recandidatura a Belém do Prof. Cavaco. Assumindo que o Oliveira Costa não escreva as suas memórias muito depressa.Eu percebo que as coisas perturbam um militante. Especialmente um que já está irritado por o PS ter nomeado uma Ministra da Cultura que de facto nunca ouviu os concertos para violinos de Chopin.Bem, a verdade é que a ala muy liberal deverá esquecer a tomada de assalto do poder. Porque Manuela dá tempo a Marcelo, Morais Sarmento, Rio, ou a quem quiserem daquela tribo que avance. E teremos Coelho a esperar mais uns tempos. E o engraçado é que o tal militante (mais frustrado ainda fará um blogue) a apoiar o candidato que Manuela escolher: se calhar até algum comentador de direita a quem tenha chamado idiota útil. Olha se o Marcelo for candidato?A vantagem das páginas gravadas e da cache é grande. Para esses ditosos tempos.
O valor das ideias

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O PERFIL DO NOVO GOVERNO


Chama-se a atenção antes de mais para que José Sócrates cumpriu as expectativas. O novo governo tem um reforço da componente feminina, um reforço de competência técnica, maior capacidade de diálogo político adequado aos novos tempos, manifesta apostas fortes na economia /emprego/cultura/ambiente/ energia e foi buscar quadros muito qualificados para obras públicas e para a agricultura. Vejamos os perfis.

A representatividade das mulheres no novo governo é muito clara: 5 ministras no total. Isabel Alçada é uma promessa cumprida. Apareceu na campanha eleitoral do PS e não faltou quem achasse ser apenas golpe de marketing político. Afinal, enganaram-se. O PS foi honesto na campanha e o rosto que mostrou é o que assume a posição de ministra da educação: para cumprir o programa do PS, mas com maior capacidade política e dialogante num sector que sofreu profundas e necessárias reformas, mas onde se resolve a crispação social que se gerou.
Gabriela Canavilhas indiscutivelmente sólido ligado ao sector cultural., em concreto à música Reflecte a promessa cumprida de dar maior visibilidade à cultura neste mandato. E uma aposta a materializar-se numa mudança de políticas.

Dulce Álvaro Pássaro suge também com uma experiência ligada ao ambiente e recursos naturais. Tem o perfil certo para o Ministério que lhe é atribuído: o do Ambiente e Ordenamento do Território.

Ana Jorge era uma continuidade esperada na Saúde. E ademais reunindo um amplo consenso na sociedade portuguesa. Helena André tem toda a vida está ligada à actividade sindical e à investigação nas questões do trabalho e segurança social. Estudou particularmente o problema do emprego juvenil. Participou nos fóruns Novas Fronteiras e colaborou no espaço de definição de políticas Res Publica.

Entre o elenco masculino do governo, duas boas novas são a continuidade de Teixeira dos Santos nas Finanças, algo que o próprio Nuno Morais Sarmento considerava uma necessidade, na última Terça, na TVI 24, a continuidade de Luís Amado nos Negócios Estrangeiros, ele que levou a cabo uma eficaz diplomacia económica, e a passagem para a Economia de um dos Ministros que reuniu maior consenso no anterior governo: Vieira da Silva. O seu surgimento na pasta, em lugar do nome especulado de Basílio Horta, aponta para uma efectiva sensibilidade social à crise na condução das questões económicas.

António Augusto de Ascenção Mendonça, professor catedrático do ISEG, com vasta obra no domínio da política comunitária e com vasta experiência de estudos realizados para o Ministério da Economia, no âmbito da competitividade da economia Portuguesa, surge como um nome forte nas Obras, Públicas e Comunicações, por onde passará muito do desenvolvimento do país nos próximos anos, com a aposta em investimentos públicos modernizadores.

António Soares Serrano, Professor Catedrático da Universidade de Évora, produziu trabalho académico na área dos sistemas de informação, tecnologia e modernização. Uma aposta para a a necessária e sempre adiada modernização da agricultura Portuguesa.Nota positiva ainda para a manutenção de um perfil político no novo governo, com boa capacidade de combate. Jorge Lacão tem uma larga experiência parlamentar e será uma mais uma valia importante. Igualmente importante a manutenção de Pedro Silva Pereira. A mudança de pasta de Augusto Santos Silva permite uma importante reserva política para o debate, e adequa-o a um ministério para a qual a sua formação em História confere particular entendimento geopolítico.
O valor das ideias

GOVERNAR OU DESGOVERNAR?


Por aquilo que se vai sabendo os partidos da oposição vão querer transformar o parlamento numa imensa RGA a partir de onde poderão governar o país como se fosse uma universidade dos anos 70. O governo vai governar segundo um programa enquanto a oposição vai usar o parlamento para governar para as sondagens.

Compreende-se que essa seja a estratégia da esquerda conservadora, já não se entende muito bem que o PSD e o CDS, até mesmo o PCP, tenham do parlamento a mesma visão do Bloco de Esquerda. Um país não se governa com medidas pontuais para satisfazer as corporações mais bem organizadas, num contexto de crise o pior que poderia suceder ao país seria ter um parlamento para desgovernar.

Um bom exemplo desta postura auto-destrutiva dos partidos da oposição é a questão da avaliação dos professores, medidas adoptadas por um governo legítimo e que Cavaco promulgou sem hesitações ou dúvidas. Aquilo que os deputados da oposição se preparam para fazer é voltar a transformar os professores na única classe profissional que progride automaticamente e não se sujeita a qualquer avaliação. Os deputados ainda vão mais longe na bandalhice do que pretendia o Mário Nogueira com a sua proposta de avaliação.

Ceder desta forma a um grupo corporativo que não hesita em pôr em causa o sistema de ensino para defesa dos seus interesses é aceitar que a democracia se verga aos interesses de um grupo, que a maioria de um grupo profissional da Função Pública tem mais legitimidade do que a maioria dos portugueses. É legítimo questionar o modelo de avaliação e defender o seu aperfeiçoamento, ceder à bandalhice a troco de votos é uma vergonha para a democracia.

E o que vão dizer aos polícias ou a todos os outros grupos que de alguma forma foram lesados por reformas do anterior governo? É evidente que não vão dizer nada, são poucos e os seus votos de pouco servem, isto é, só os professores é que têm direitos, todos os outros profissionais do Estado são gente de segunda. Se o ensino em Portugal fosse brilhante até se poderia entender, sucede que é dos sectores com piores resultados entre todos os do Estado.

A partir de agora é impossível adoptar quaisquer reformas a não ser que elas deixem intactos os interesses dos grupos corporativos, mesmo que esses interesses estejam em conflito com os do país.

É evidente que os partidos poderão invocar as suas promessas eleitorais (será que no debate do próximo OE o BE vai ser fiel ao seu programa eleitoral e propõe o fim dos benefícios fiscais na saúde e na educação?) e que o parlamento tem legitimidade para revogar, suspender ou alterar as reformas adoptadas pelo anterior governo. Mas isso também se pode dizer na próxima legislatura e na seguinte, isto é, a partir de agora em cada legislatura desmonta-se o que se desmontou na anterior.

Não sei se os professores votaram cinco vezes, uma em cada partido que prometeu rasgar as reformas, o que sei é que não foram os partidos que fizeram promessas aos professores que ganharam as eleições duvido muito que sem a crise financeira tivessem impedido a maioria absoluta. Mas fazem bem em serem coerentes, ainda que se esqueçam de perguntar aos pais se concordam ou não com as reformas que foram feitas.

Um dia destes irão realizar-se eleições legislativas e nessa ocasião tiraremos conclusões.