segunda-feira, 12 de outubro de 2009

PARABÉNS PS! OBRIGADO CÉSAR E MIGUEL FERREIRA!!!


O rescaldo das autárquicas: é medonho o que aconteceu ao PSD e a César Carvalheira o “alucinado”, como muitas das vezes eu o caracterizei tornou-se uma realidade.
Miguel Ferreira, saí numa posição muito desagradável, deve sentir que teve um pesadelo.
Miguel Ferreira neste momento tem muito para dizer, foi ele o homem que criou a maior parte das novelas de mau gosto, ora contra o executivo PS, como contra Gonçalo Breda. Por isso algumas vezes fez com que César disse-se que Breda era um mau elemento do PSD, isto porque César só dizia e fazia o que este seu assessor dizia e escrevia.
Agora se o PSD quiser renascer terá de chamar as pessoas que deram os melhores resultados das últimas eleições autárquicas e que foram corridos a” pontapé”. Claro está que terão de excluir Carlos Marques, porque esse é outro elemento infausto, que não tem dado nada de positivo ao partido, bem como à democracia. É um homem que gosta da arrogância, da intriga, da vaidade pessoal em desprimor da verdade política, do interesse comum.
Foi pelas descredibilizações das instituições e pessoas com cargos políticos, que o povo mealhadense deu esta grande maioria ao PS.
Ficando o PS com todas as freguesias com excepção da Mealhada e, isto porquê? Porque Barroso sempre se colocou aparte da quezílias e intrigas criadas por Miguel, Carlos e César, quis estar bem com todos e fazer o seu trabalho para o que tinha sido eleito. Embora a sua eleição desta vez também tenha ficado beliscada.
O curioso é que depois de tantas cenas do PSD, Cabral sai com uma grande maioria absoluta ficando com mais um vereador, é caso para dizer 5 a 2, é muito, não é Miguel Ferreira? Agora o que irás dizer no Milha Calígula?
Culpar mais alguém? Não assumir que a derrota se deve aos dois César e tu, ou melhor, ainda com ajuda de Peres.
Só resta dizer o povo é soberano e escolheu, escolheu bem.

sábado, 10 de outubro de 2009

OBAMA NOBEL DA PAZ II


Por alguma razão, a palavra paz foi apropriada por alguns como respeitando em exclusivo às relações internacionais. E nada traduzindo de concreto quando à violência no tecido social interno a um país. Por alguma razão também, a palavra paz foi apropriada como a ausência de guerra de qualquer tipo. E ainda por alguma razão, o prémio Nobel da paz passou a ser interpretado como uma espécie de prémio de carreira, de prémio atribuído a quem tivesse, muito dignidamente pugnado durante anos por ideais de paz. Para todos os que acreditam nisto, acredito que seja profundamente estranha a atribuição do Nobel da paz a Barack Obama.
Para os outros, para os que pensam que a paz não é uma carreira militar, em que a idade é um factor de progressão é um tanto indiferente saber se Obama ganhou o Nobel 8 meses ou 8 anos após o início da sua presidência. O que deve relevar antes é o que de facto conseguiu, ou o que de facto, como disse no seu breve discurso de hoje na Casa Branca, pode induzir.
Há aqui uma distinção clara. O que Obama conseguiu, em 8 meses, já foi muito mais do que se poderia esperar. Sobretudo no plano convencional do entendimento da paz: o da concretização das relações diplomáticas como forma primordial de resolução de conflitos. Sobre isso falaremos amanhã.
Hoje quero lembrar, que a paz se faz também combatendo a crise. Que a paz se faz minorando o sofrimento social dentro de portas. E, preferencialmente, exportando esse esforço de paz social. O plano de combate à crise com uma receita keynesiana, cozinhado por Obama e pelos seus assessores, no período em que era apenas Presidente Eleito, serviu de modelo aos países que tiveram a coragem de o seguir nos pacotes de estímulos. E nas injecções de capital no sector bancário. O colapso de Setembro de 2008 mostrara bem os efeitos devastadores da crise financeira na economia real.
Ao minorar a chaga social americana, promovendo a recuperação económica, mas ao ousar mais do que esperei e avançar em simultâneo com um ambicioso programa de reforma da saúde pública, Obama foi mais longe. Alargou a paz a outras dimensões e fez da paz social promovida pela retoma nos EUA um estabilizador da paz social em países onde a revolta se podia instalar com a crise. Ainda em Junho, o Wall Street Journal temia um Verão de ruptura social na Europa. Que não se veio a verificar.
Obama alargou a paz às novas sustentabilidades: além da social, a ambiental e a energética. E recolocou os EUA na liderança do combate por um desenvolvimento não agressivo do ambiente. Traçou metas para o fim da dependência do petróleo e para a redução das emissões de carbono. E com ele, arrastou mais uma vez outros países ao compromisso, como se espera ver em Copenhaga.
A paz passou também por reconhecer a multipolaridade económica. Por abraçar Lula da Silva e Hu Jintao. Por não recear fazer a vénia a um rei árabe. Por ser humilde.
A história de vida de Barack Obama, o seu passado de serviço comunitário que foi gozado por Rudi Giuliani na convenção republicana, foi talvez o seu primeiro contributo para a paz.
Quanto ao resto, escrevo amanhã. Peço apenas que pensem no mundo há 1 ano. E comparem com o mundo de hoje. A diferença chama-se Obama.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

OBAMA NOBEL DA PAZ



Parabéns, Obama!

Obama ganha Nobel da Paz pelo seu esforço em mudar o ambiente diplomático, pela luta que tem pelo futuro do mundo...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

OS BELENENSES DE BOLIQUEIME


Os portugueses têm uma grande tendência para se juntarem, é comum dizer que “quando mija um português mijam logo dois ou três”, esta tendência para a união é muito frequente na diáspora, seja ela vista à escala mundial, seja limitada ao país. Temos um número infindável de casas regionais, desde a Casa de Arganil à Casa do Alentejo, não admira que o pessoal do Palácio de Belém tenha decidido criar o clube desportivo “Os Belenenses de Boliqueime”, Belenenses um pouco como os Thomas da Silva, uma adesão à cultura local, e de Boliqueime para matar saudades da terra.

Os Belenenses até têm emblema, como se pode ver na imagem, o fundo laranja a lembrar as laranjeiras do barrocal algarvio, o fundo verde da cor do estandarte da Presidência, a chaminé para lembrar as casas típicas de Poço de Boliqueime, as lágrimas porque cada vez que Cavaco Silva faz uma das suas célebres comunicações oficiais consegue levar os portugueses às lágrimas e as ondas pela água que o Aníbal tem metido desde que ele e os seus se mudaram de Boliqueime para o condomínio fechado de Belém.

Os Belenenses de Boliqueime começam a dar nas vistas e já há quem receie que os adversários de São Bento andem a espiar o clube, numa tentativa de antecipar as tácticas, as jogadas novas e os livres ensaiados por Cavaco Silva, o treinador da equipa. Houve mesmo um jogador que se foi queixar aos jornais que Os Belenenses tinham que treinar à porta fechada para não serem fintados por José Sócrates, o capitão da equipa adversária.

Há mesmo quem receie que, mais do que as questões relacionadas com o jogo, José Sócrates estava interessado em descobrir a poção mágica que tem permitido aos jogadores do Belenense darem tanta pantufada e rasteira sem saírem lesionados. Sócrates está intrigado, não percebe como os seus jogadores, alimentados a sandes de courato, se têm deixado bater pelos lingrinhas de Boliqueime que, ao que parece, são alimentados à base de carapaus alimados confeccionados com uma receita que é segredo de família da Dona Maria.

O incidente mais grave deste caso de espionagem, desta tentativa desesperada de Sócrates ficar a saber a receita dos carapaus alimados da Dona Maria deu-se aquando de uma digressão dos Belenenses de Boliqueime à Ilha Adjacente da Madeira, onde ia realizar um jogo amigável com a equipa do Alberto João. Já a meio do jogo deram por uma intruso no meio da equipa e não era nem um macaco solto pelos adeptos adversários (como provocação ao treinador dos Beleneneses de Boliqueime que em tempos tinha a estranha mania de subir aos coqueiros) e muito menos um qualquer cão vadio ou galo doméstico, era nem mais, nem menos do que um jogador da equipa do Sócrates vestido a rigor com o equipamento da equipa de Belém!

Foi um escândalo, até Manuela Ferreira Leite (uma adepta ferrenha dos Belenenses que lembra aquele famoso adepto do Boavista que anda vestido a rigor ou o conhecido andaluz que acompanha a selecção espanhola com o seu bombo) se indignou, desde então não se cala e grita quanto pode contra a asfixia desportiva promovida pelos de São Bento, que neste país já não se pode dar um toque na bola sem se levar uma canelada.

Quem tem posto água na fervura é Cavaco Silva, o capitão da equipa dos Belenenses que veio dizer que a sua equipa joga limpo, que os carapaus alimados são feitos com a receita que todos os algarvios conhecem e até meteu no banco o jogador que foi mandar bocas para os jornais. Até garantiu que sempre tinha tido as melhores relações com o capitão da equipa adversária apesar de não percebido o que estava aquele jogador a fazer na Madeira. Até já tinha pedido ajuda a especialistas para analisarem bem a receita dos carapaus alimados, não fossem a estar contaminados, sabe Deus por quem. Ao que aprece estava tudo bem, mas que com a poluição que por aí vai ninguém pode afirmar que é seguro comer os famosos carapaus da Dona Maria, são muito vulneráveis ao chumbo.
Jumento

PÓVOA DA MEALHADA: UM POVO AMIGO, LEAL, CORRECTO. CÉSAR TEM AZAR EM NÃO TER SIDO COERENTE COM A VIDA...


Hoje tivemos César Carvalheira, Miguel Ferreira, Peres e outros anónimos (poucos) na Póvoa da Mealhada, mais concretamente junto do “Café da Rosa”.
O que faz falar é uma pouca ou nenhuma adesão dos populares ao projecto do PSD ou ao projecto do senhor César Carvalheira.
Eu que conheço muito bem a Póvoa da Mealhada, porque é o lugar onde nasci e cresci, sei que é um lugar difícil para o PSD, mas estes habitantes são muito graciosos com as pessoas que conhecem e acham que são capazes de fazer um trabalho digno pelo lugar e concelho, se calhar até um pouco mais que a cor partidária.
Por isso lembro-me bem quando César mudou do PS para o PSD e pelo mesmo foi candidato à câmara municipal da Mealhada. Só que agora este mesmo povo já não acredita neste homem nem na comitiva que o acompanhava, exemplo Peres e Miguel Ferreira.
Esta Póvoa da Mealhada sempre foi muito criteriosa do que quer e quem quer. Para mim o que vejo na Póvoa com os diversos candidatos locais é como um barómetro daquilo que se vai passar nas eleições.
Agora, há uma pessoa do PS (Filomena Pinheiro) que se tivesse coragem de fazer campanha sozinha neste lugar, seria enganador para o que vai acontecer nas eleições, isto porque esta senhora tem uma imagem muito desgastada neste lugar, há habitantes que nutrem um certo sentimento que é melhor nem invocar.
A Mealhada (Póvoa) sabe, tem uma característica muito peculiar, que é defender quem é realmente verdadeiro e honesto para com o povo.
A mim basta-me decorar os tempos em que Mário Soares passeou pela Póvoa, a pé e era abraçado por todos, toda a gente vinha à rua para cumprimentar o Soares ou como alguns diziam o “Bochechas”. Este é um povo de uma honestidade emocional fora de série….

Agora César e Peres na Póvoa, não conseguem nada deste povo, o Miguel esse para eles não é ninguém.

Lembrem-se que a Póvoa é a alma da Freguesia da Mealhada...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

PSD: QUAL É O SEU ADN?


É verdadeiramente extraordinário que os que ponderam ponderar candidatar-se a Presidente do ,continuem sem explicar ao certo ao que é que vêm e o que é que correu mal nestes últimos anos no partido e prefiram análises estratégicas e não programáticas. Poderia tratar-se de táctica, o que torna este meu post precipitado, mas a verdade é que tudo parece passar-se como na última disputa pela liderança, tempos em que reinava a ideia de que o PSD falhava apenas pelo líder e pela sua circunstância.

É finalmente a hora de o PSD descobrir qual o seu espaço na nova década. Qual o seu papel. Se é que tem algum.
Ora, essa descoberta será difícil enquanto o PSD estiver dominado não só por quem não vê, como também por todos aqueles que insistem e continuam a insistir que o PSD se deve posicionar no centro esquerda e a defender o modelo do Estado social.
Por isso mesmo, considero que a primeira coisa que um candidato a líder do PSD deveria vir dizer ao país era a lista de aspectos substanciais que separam o PSD do PS. E não se trata de teorias nem de amanhãs que contam. Mas sim, coisas mais concretas, políticas de substância, alternativas, caminhos divergentes.

Não me parece que seja isso que esteja neste momento a acontecer, nem me parece que seja isso que venha a suceder. Simplesmente porque, de entre os vários que ponderam ponderar, nenhum é propriamente conhecido por negar o "caldo social-democrata" que tem enformado o partido.

Ora, como então, se nenhum dos candidatos consegue fazer uma listinha com mais de 10 aspectos, mais vale que fiquem em casa. Porque desde a actual líder, bem como os que se perfilam como possíveis candidatos à liderança do PSD, a única que conseguem dizer é que o PSD, é um PS melhorado (em quê?).
São mais uns quantos que não perceberam o resultado das últimas eleições (quem ganhou foi PSD e não o PS).
Mas esta ideia é partilhada por todos os partidos, que eu fico com a dúvida - Será que o Presidente da Republica vai indigitar para primeiro-ministro, Louçã, Paulo Portas, Jerónimo, ou Ferreira Leite?
Mas o post é sobre quem é o PSD… como se diz na gíria popular será peixe ou carne?
Por favor, em vez de andarem sempre a mudar de líder, reúnam-se e discutam, ou criem a vossa ideologia, para não estarem colados na maior parte dos assuntos importantes para o país com o PS.
"Se um homem é feliz então está triste todos os dias. Cada dia tem o seu quinhão de tristeza ou a sua pequena preocupação".

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O ELEITORALISMO DA MEALHADA SEM NECESSIDADE! CÉSAR FOI, É UMA ANEDOTA DO PSD...


A câmara da Mealhada entrega hoje uma “catrefada” de oleões
A entrega dos 24 oleões, estão destinados a ser colocados em vários locais e escolas do concelho!

O que não faz a campanha eleitoral.
Antes, era nos estaleiros municipais, várias vezes eu falei neste espaço que para se ter uma política ambiental construtiva, era preciso estar próximo dos munícipes, não os munícipes irem ao encontro da câmara.
Agora até porque Anadia em termos ambientais é nula (mas colocou vários oleões em pontos quase estratégicos), então para ganhar uns votos e porque é bonito e fica bem na fotografia, há que entregar uns quantos oleões.
Embora, quanto a mim são em número muito reduzido, porque o concelho tem oito freguesias, uma é cidade, duas são vilas e outras freguesias como Casal Comba tem uma grande extensão (muitas aldeias dispersas pela freguesia).
Mas, verdade seja dita mais vale poucos do que nenhuns!...
É eleitoralismo puro, mas não era necessário, porque César está “morto” … podiam fazer tudo isto depois, como diz o outro não havia necessidade!...

COMO SE FAZ INVESTIGAÇÃO CRIMINAL EM PORTUGAL!...


Supostamente cabe ao Ministério Público defender a legitimidade democrática, digo supostamente porque é cada vez mais evidente aos olhos dos portugueses que tal não tem sucedido. Os arquivos de processos, onde estes ficam a marinar antes de prescreverem, mais parecem silos e mísseis que, de vez em quando, são lançados contra os partidos e a própria democracia.
Ainda esta semana fomos surpreendidos pelas investigações do caso dos submarinos, um processo de que já estávamos esquecidos. Poderíamos esperar pela conclusão do Caso Freeport já que ninguém parece estar interessado em saber toda a verdade do Caso BPN, mas foi uma verdadeira surpresa o reaparecimento do processo dos submarinos, logo no início da campanha para as autárquicas. Alguns até poderão sugerir ou insinuar que seria de esperar, Portas foi um dos vencedores das legislativas podendo mesmo ser um parceiro do próximo governo, estava na hora de lhe dar uma palmadinha.

Num país onde basta uma carta anónimo ou um vídeo da treta para colocar qualquer cidadão sob suspeita, não é difícil queimar qualquer político, até é possível usar a justiça como um grelhador onde se vai colocando um partido de cada vez, assegurando que nenhum fica mal passado. E a prioridade da grelha parece ir para o partido que estiver no poder, principalmente se for o PS.

Como os processos podem ser congelados durante anos e, graças a pequenos truques, os prazos de prescrição podem ser alargados, acabam por poderem ser investigados intermitentemente ao longo de muitos anos. Foi assim que, por coincidência ou talvez não, o Caso Freeport surgiu a tempo de poder ser usado para derrubar Sócrates, acabou por não o conseguir mas foi uma preciosa ajuda. Em plena pré-campanha ainda surgiram notícias, havia quem falasse em conclusão e quem ripostasse com mais provas e cartas anónimas para o prolongar, mas nem uma coisa nem outra, o processo parece ter hibernado de novo.

A pouca-vergonha é tanta que assistimos a sucessivas intervenções de sindicalistas do Ministério Público exigindo meios, falando de pressões, aproveitando todas as oportunidades para lançarem suspeições. Mas não me recordo de se terem queixado de falta de meios no caso dos submarinos, o que justificaria tão grande atraso, lentidão ou adiamento das investigações. Apesar da grande complexidade e de estar em causa a maior vigarice da história de Portugal não ouvi nenhum magistrado, sindicalista ou não, pedir meios para investigar de forma célere o Caso BPN e, muito menos, lançar suspeições ou permitir fugas ao segredo de justiça.

Porque razão processos que não envolvem políticos são investigados sem interrupções e os processos que envolvem políticos e governantes aparecem e desaparecem e até ficamos com a impressão de que são os ciclos eleitorais determinam os ciclos da investigação? Será coincidência que sejam apenas os processos que atingem quem está no poder ou pode vir a estar é que são notícia? A verdade é que enquanto Portas esteve na mó de baixo ninguém se lembrou dos submarinos.

É evidente que, de forma premeditada ou não, a gestão das investigações tem tido um grande impacto no ciclo eleitoral, podendo influenciar a opinião dos eleitores. Até é evidente que há partidos a acarinhar os magistrados, como sucedeu nos últimos dias com Ferreira Leite a vir em defesa dos magistrados por estes serem vítimas de Sócrates.

É preciso acabar com isto, os processos devem ser investigados e forma contínua, toda e qualquer outra opção que os faça coincidir com os ciclos eleitorais torna legítima a dúvida que poderão estar a ser usados com objectivos políticos e a democracia não pode conviver com a suspeita de que os que entre os que têm por função defender a legalidade democrática possa haver quem esteja a intervir na política à margem das mais elementares regras da democracia.

O Procurador-Geral da República deve explicar ao país o porquê do calendário das investigações do caso dos submarinos, para termos a certeza de que o seu reaparecimento em pleno ciclo eleitoral obedece a critérios transparentes e que não está a ser usado para fins políticos.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

CONFIANÇA NO FUTURO?...

Cabral podia ter feito este vídeo era para promover o concelho.
É um vídeo bem feito, mostra um concelho, as tradições e um povo.
Mas não, a inteligência televisiva serviu só para a campanha, até parece que tem imaginação só para campanhas eleitorais….

Não me digam mais nada senão morro
aqui neste lugar dentro de mim
a terra de onde venho é onde moro
o lugar de que sou é estar aqui.

Não me digam mais nada senão falo
e eu não posso dizer eu estou de pé.
De pé como um poeta ou um cavalo
de pé como quem deve estar quem é.

Aqui ninguém me diz quando me vendo
a não ser os que eu amo os que eu entendo
os que podem ser tanto como eu.
Ary dos Santos

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A ILUSÃO: CÉSAR, UM ALUCINADO, SEM SENTIDO DA REALIDADE!...

Uma entrevista vazia. Um candidato do PSD à câmara da Mealhada sem conteúdo. Um "Vira Casacas" como quase todo povo concelhio o apelida.
Um Homem sem propostas, que qualquer homem simples e com horizontes faria melhor nesta infeliz entrevista...mas, que diz quem teríamos para comandar os destinos do Concelho da Mealhada.
Felizmente temos um povo que conhece bem os seus conterrâneos e não cai em armadilhas eleitorais e César terá que se contentar com uma pesada derrota, uma daquelas que dificilmente, ele e os seus acompanhantes se esquecerão.
Só pergunto o PSD perdeu o tino? É que atacar Breda!...


“Tudo fiz para encontrar um candidato mais abrangente e menos polémico”, diz César Carvalheira, candidato do PSD à presidência da Câmara, numa entrevista ao nosso jornal, realizada antes de serem conhecidos os resultados das Legislativas. César Carvalheira diz ainda que Gonçalo Breda Marques “tem prestado um péssimo serviço ao PSD”, que o partido não cumpriu a lei da paridade por “falta de mulheres com experiência política” e recusa-se a revelar se vai ou não assumir o cargo de vereador caso perca as eleições.

Mealhada Moderna (MM): Qual é o seu estado de espírito neste momento e o que é para si um bom resultado no próximo dia 11 de Outubro?


César Carvalheira (CC): Ganhar as eleições e é isso que vai acontecer no dia 11 de Outubro.


MM: Está portanto confiante na vitória?


CC: Tenho confiança absoluta, porque sinto que o concelho quer a mudança. Se vir declarações dos meus opositores, verifica que demonstram algum receio da minha candidatura. Miguel Felgueiras, candidato à Assembleia Municipal do PS, disse a determinada altura que a vitória do PS não eram favas contadas, aconselhando os socialistas a não me subestimarem.Repare que a partir do momento em que são conhecidos os candidatos começou a “campanha” dos almoços, dos jantares, dos transportes e dos apoios para aqui e acolá, à custa do povo do concelho. As pessoas hoje sabem bem o que querem e conhecem-me bem. E embora reconheça que uns gostam de mim e outros não, sei que a grande maioria vai votar em mim.


MM: A pergunta não é nova, mas não resisto a fazer-lha novamente… Esta é a oportunidade que esperava para fazer o ajuste de contas com o passado e vingar as derrotas de 1989 e de 1993?CC: Não me candidato para me vingar de nada nem de ninguém. Todos conhecem as circunstâncias em que perdi as eleições em 1993. Estavam todos contra mim e ainda assim tive a maior vitória de sempre do PSD na Mealhada.Hoje sinto que sou o melhor candidato, embora quando assumi a liderança do PSD nunca tenha pensado em encabeçar a lista. Tudo fiz para encontrar um candidato mais abrangente e menos polémico.


MM: Considera-se uma pessoa polémica?


CC: Considero. Só não é polémico quem não faz nada.


MM: Um vereador do seu partido, a quem retirou a confiança política, dizia que este acto eleitoral constituía também uma espécie de referendo à sua governação…


CC: Não queria falar desse vereador… Se esse vereador se olhasse ao espelho - como eu faço muitas vezes - estaria calado. Ele disse num plenário que aceitava e respeitava a minha candidatura e que não ia falar mais. Mas, como sabe, ao longo dos tempos quer nos jornais do concelho quer em jornais de fora, faz e diz aquilo que lhe apetece. E na Câmara não consegue ter nenhum vereador ao lado dele. Nestes últimos até já parece mais do PS do que do PSD…


MM: Gonçalo Breda Marques tem prestado um mau serviço ao PSD?


CC: Um péssimo trabalho. Um homem que votou sempre contra o PS, que dizia que eram os piores e de um momento para o outro fica sozinho, a votar ao lado do Partido Socialista e a dizer que está tudo bem, alguma coisa se passa… que eu sei, mas não quero dizer.


MM: Como é que explica então que o partido o tenha convidado para integrar as listas à Assembleia Municipal?


CC: Convidei um vereador do PSD para fazer parte da lista à Assembleia Municipal, que foi o Dr. Carlos Marques, porque tenho que reconhecer que ele tem defendido o nome do PSD. Quanto ao vereador Breda Marques não foi convidado por mim pessoalmente. Aceito que tenha sido convidado por outra pessoa. Essa pessoa se quiser na altura e no local próprio que conte a abordagem que lhe fez e o que ele respondeu…
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