quarta-feira, 25 de março de 2009

CÉSAR CARVALHEIRA UMA ALTERNATIVA FALHADA!...


Comentário anónimo sobre César carvalheira:

“Carvalheira surge no PSD pelas mãos de Ângelo Correia. Na altura Carvalheira era presidente do partido socialista na Mealhada e candidato para a Câmara. Ângelo Correia a pedido de Gilberto Madail desafiou Carvalheira para mudar de camisola prometendo-lhe altos voos. Carvalheira tanto quis voar que aterrou perto. Madail deixou-o cair da Federação e Ângelo Correia como não o conhecia pensava ter encontrado uma grande bisca. Pois enganou-se e o povo não gostou do vira casacas. (...) E todos aqueles que na altura acharam que Carvalheira era uma boa aquisição já se arrependeram. Falecido Prof. Alberto, Quim Luxo, Hilário, Manuel Barbeiro, Elísio... Nenhum deles conseguiu educar o homem e fazer dele gente. Ângelo Correia já demonstrou que só usou o partido em seu proveito, é um homem de negócios e nada mais.”


O comentário anónimo que têm vindo à praça pública através dos blogues mealhadenses á cerca de César Carvalheira, só têm vindo dar razão ao que já escrevi a respeito da ideologia deste senhor, que é hoje o candidato a presidente da câmara da Mealhada nas listas do PSD.
Sempre liguei aos seus interesses pessoais como empreiteiro de obras públicas, porque era a sua actividade principal no momento da sua troca de Partido, até porquê era o presidente do PS Mealhada, e o candidato mais bem colocado para as autárquicas nas listas do PS na época, mas a sua troca do PS por o PSD valeu-lhe a derrota a favor de Marqueiro do PS.
Isto porquê? Porque o povo não é "parvo" como por vezes alguns o tomam.

Todos nós temos o direito de mudar de partido, porque não acreditamos no projecto, nos líderes, ou porque não cumprem com o que nos foi prometido. Agora, César não é o caso, até porque estava como líder de um partido, em que podia definir as linhas de orientação do partido para o seu concelho, mas como já ele disse a um jornal, o governo era do PSD, era Cavaco o primeiro-ministro de Portugal e com maioria absoluta. E César disse ainda â pouco tempo, "que para fazer mais pela Mealhada tinha de estar no PSD".
Algo em que numa acreditei, e sempre rebati com os seus interesses pessoais, até porque na época e por causa das incompatibilidades, a sua empresa de construção civil mudou de nome e gerencia, algo estranho para mim e para quem estava atento.
E este comunicado anónimo só comprova as minhas razões de desconfiança à pessoa do presidente do PSD Mealhada, bem como ao candidato à câmara da Mealhada. Até porque mostra muito mais do carácter deste nosso concidadão, algo mais perturbante para os mealhadenses. Porque mostra bem a sua personalidade interesseira, pouco circunspecta nos problemas dos cidadãos mealhadenses, visto que neste comentário agora divulgado mesmo como anónimo, mostra bem quem é César Carvalheira, e mostra que a pessoa que o divulga é um profundo conhecedor da dita personalidade (César), mas que se quer manter no anonimato, talvez com medo de represálias.
Agora pergunto, será que a Mealhada precisa de um candidato deste tipo?
O PSD não teria um candidato com interesses em servir o concelho?
Mais a democracia na Mealhada, precisa de alternativas credíveis, sem interesses pessoais, sem propósitos de subserviência, mas sim com fundamentos coerentes de serviço à comunidade, e não em seu préstimo.

Algo que cada vez é mais preciso na Mealhada, servir, e não ser servido!...

terça-feira, 24 de março de 2009

TUDO NEGRO?


Manuela Ferreira Leite disse que apresentou uma proposta para novo Provedor de Justiça, mas não o divulga.
O PSD já deve ter um nome para cabeça-de-lista às eleições europeias, mas não diz quem será.
O grupo parlamentar social-democrata vai propor esta semana na Assembleia da República a criação de um fundo de emergência social público suportado pela periclitante Segurança Social, mas não indica o montante necessário.
Os sociais-democratas podem ter uma agenda de segredos, mas cheira-me é que perderam a agenda e estão completamente no escuro...

João Carvalho

segunda-feira, 23 de março de 2009

DURÃO E O CÃO DE ÁGUA PORTUGUÊS!...


Entre o cão-de-água e o Durão Barroso não tenho a mais pequena dúvida em justificar o meu orgulho nacionalista com o primeiro, até porque vai viver na Casa Branca enquanto o Durão Barroso nem chegou a ter o direito a um fim-de-semana em Camp David, ao contrário do que sucedeu com Aznar que não só beneficiou da hospitalidade dos Bush como ainda levou uma medalhinha do Congresso dos EUA. Ao menos o cão-de-água portuga não precisa de mandar a GNR para o Iraque ou tentar vender a GALP à Carlyle ao preço da uva mijona parar entrar pela porta grande, até tem direito a cama, comida e roupa lavadinha na Casa Branca e ainda a uma página na internet, e se lhe der para morder alguém nem corre o risco de ser repatriado para o Algarve.
Esta coisa de sermos a favor da escolha de Durão Barroso para presidente da Comissão Europeia só porque é português e independentemente da sua competência ou de qualquer avaliação do seu desempenho do cargo não faz muito sentido. Se fosse eu não o escolheria para primeiro-ministro, nem mesmo para presidente da minha junta de freguesia, então porque razão o hei-de impingir aos europeus? Até porque acho que o cão-de-água vai deixar mais saudades na Casa Branca do que o Barroso em Bruxelas.
Jumento

sábado, 21 de março de 2009

HAJA PACIÊNCIA!...


Para todos aqueles que todos os dias tentam desafiar a minha Paciência!

Há dias dei por mim a pensar como será o mundo de cada um e nesse apercebi-me de realidades tão diferentes.
Não que fossem uma surpresa para mim, mas quando realmente olhas a tua volta e te apercebes do que te rodeia torna-se assustador!
Realidades por vezes tão pequenas e encolhidas, como quem não vê mais além de sua própria “rua”. Sem se aperceber que existem milhares de “avenidas”, “vielas”, “bairros”, “cidades”, “países”…. Como alguém que tem tão pouca cor na sua vida que se entretém com a cor da vida dos outros.
Realidades! Outras há! Tão grandes que nos assustam com sua plenitude e globalidade. Que nos despertam, nos acordam para um mundo totalmente diferente.Reparem como a diferença de realidades está apenas entre nós. Está na nossa abertura para o que nos rodeia, para nos deixar que mostrem para além do que o nosso próprio horizonte.Há os que reagem bem, aceitam, integram-se, abrem o livro do mundo e vivem, aprendem, conhecem. Há os que se fecham, censuram e fogem por não terem a mesma coragem e preferem ficar no seu próprio preto e branco.
Apenas vos "peço" que vivam para além dos vossos horizontes, sejam globais, marquem positivamente as pessoas que se cruzam no vosso caminho. Percebam como por vezes gastamos tanto do nosso tempo a apreciar o mundo de outro alguém… Como por vezes nos preocupamos tanto com o superficial que nos tornamos igualmente superficiais, passando na vida de outros sem marcar ou deixar qualquer recordação.

sexta-feira, 20 de março de 2009

NASCIMENTO RODRIGUES, NÃO FOI, MAS QUER SER AGORA...


Uns comportamentos típicos dos boys, quando não é o seu partido que está no poder e como se aproximam do fim das mordomias, então saem do anonimato, enchem-se de coragem e desatam a criticar o Governo. Lamenta-se que ao perfilhar este procedimento tão típico da política portuguesa Nascimento Rodrigues tenha-se desviado da dignidade do cargo de Provedor de Justiça.
É uma pena que Nascimento Rodrigues tenha sido tão apagado ao longo de todo o seu mandato e tenha tido este arremesso de coragem quando já ninguém lhe presta atenção.
E o mais grave é que este senhor tenha só culpado o PS, quando o PSD e PS são ambos os culpados, visto que é entre eles que alternam o cargo, embora este cargo já há muitos anos seja pertença do PSD.
Nascimento Rodrigues sempre foi um quadro do PSD, que foi um Provedor da Justiça muito apagado, para não dizer quase um roçago à incompetência. E porque não culpar o PS…agora é moda culpar o PS de tudo de mal o que existe em Portugal.
E Nascimento Rodrigues mostra já um ser démodé basta olhar para a sua carinha, então porque não tentar entrar na moda e ser anti-Sócrates, já temos a Manuela Ferreira Leite que está démodé, então porque não dois para fazerem um par de jarras jeitoso.
Parece que o PSD teve de ir ao armário, e no meio da naftalina tentar fazer mudanças para o país…será? Que com este cheiro a naftalina teremos algo de melhor?

quinta-feira, 19 de março de 2009

AS MANIFESTAÇÕES...


Um post sobre manifestações começa obrigatoriamente por uma declaração de princípios, que do direito à manifestação é indispensável à democracia. É evidente que estou a falar em manifestações onde os cidadãos se podem manifestar contra o poder, sem serem sujeitos a qualquer forma de coacção. Digo que é evidente porque também há regimes políticos onde as manifestações são uma obrigação, são encenações melhor organizadas do que os desfiles das escolas de samba.


As manifestações são uma forma de um grupo de cidadãos, muito ou pouco numeroso, protestar, defender o que entendem ser os seus direitos, pressionar o poder a favor de uma reivindicação. Podem também servir para influenciar a opinião pública e é esse o caso de muitas das manifestações que ocorrem em Lisboa. Neste aspecto as manifestações têm evoluído. Já não se organizam manifestações para incomodar a população de Lisboa, lançando a confusão no trânsito, os nossos sindicalistas perceberam que era má estratégia. Agora as manifestações visam passar a mensagem na comunicação social, fazem-se manifestações a contar com editoriais do director do Público, com os orgasmos da Manuela Moura Guedes e até com os posts do Abrupto de Pacheco Pereira.


É por isso que agora a aposta é a organização de grandes manifestações, umas maiores de que as outras, tentando passar a mensagem de que a maioria dos portugueses estão com Carvalho da Silva. À legitimidade do Governo os organizadores das manifestações querem sobrepor a legitimidade da rua, o que já foi defendido explicitamente por Jerónimo de Sousa aquando da presentação da moção de censura ao Governo por ocasião da aprovação das alterações da legislação laboral. Nessa altura Jerónimo de Sousa disse que a moção que tinha sido reprovada no Parlamento tinha sido aprovada na rua, isto é, que a legitimidade das ruas se sobrepunha à legitimidade constitucional.


Confesso que gostei de ver a última manifestação da CGTP, foi bem organizada, foi ordeira, evitaram-se os cartazes rascas que marcaram as manifestações dos professores (enfim, no melhor pano cai a nódoa). Gosto de ver grandes manifestações, muitas das lutas políticas em Portugal tiveram expressão pela realização grandes manifestações, principalmente antes de o país entrar na normalidade constitucional.


Ora é neste ponto que discordo dos organizadores das grandes manifestações e alguns dos seus inesperados admiradores da direita, é que se a liberdade de manifestação é um direito sagrado da democracia muito mais sagrado é o recurso ao sufrágio universal para escolher quem nos governa e é bem mais fácil juntar umas dezenas de milhares de manifestantes do que conquistar a autarquia de Lisboa. Os manifestantes da CGTP era menos de metade dos eleitores do PCP e nem conto com os do BE e dos que dizem ter votado PS que curiosamente não apareceram na última manifestação.


Parece que anda por aí muita gente, incluindo alguns jornalistas mais zangados com Sócrates, que acham que as políticas de um país devem ser alteradas em função de manifestações, como se a vontade dos que vão ao Rossio tivesse mais valor dos que vão a votos. Por essa lógica eu não contaria para nada em democracia, já que não costumo participar em manifestações.


Isto significa Carvalho da Silva, alguma direita (principalmente os autarcas que emprestam os autocarros e o pessoal dos centros de dia) e até alguns defensores da cidadania têm um profundo desprezo por todos aqueles que não optam pela manifestação como forma de se manifestarem na vida pública.

Jumento

quarta-feira, 18 de março de 2009

VAMOS EXCOMUNGAR O PAPA?

O Papa Ratzinger XVI é um humorista.
A bordo do avião que o levava aos Camarões, o Papa disse aos jornalistas que a distribuição de preservativos não é a resposta adequada para se ajudar a África a combater a sida. “Pelo contrário” - acrescentou - “isso só irá complicar a situação”.
Como é que o uso da camisinha nas relações sexuais pode complicar ainda mais a situação da sida em África?
Como se sabe, a África subsariana é a zona do mundo com mais casos de sida. São cerca de 22,5 milhões de pessoas infectadas. Essa região contribui para 76% do total de mortes por sida.
Mas usar a camisa de vénus, na óptica do Papa, não é a solução.
Ele advoga a abstinência sexual!
Estou mesmo a ver o jovem habitante de Yaundé, Makamula Ynhatama, a ser tentado pela bela Sinora Bembé, que lhe exibe dois espetados seios e um robusto traseiro e ele dizendo:
- A miúda tá maluca! Nós só vai foder depois do casamento! Foi o que aquele homem branco, que tem voz de falsete, disse! Antes do casamento, podes apanhar sida!
A existência deste Papa é a prova de que deus não existe!
Porque até Jesus Cristo se hoje tivesse este dilema da Sida, diria usem e abusem da camisinha!
o coiso

segunda-feira, 16 de março de 2009

SÓCRATES E O CULTO DA PERSONALIDADE



Existe um culto da personalidade à volta de Sócrates, é indesmentível. Começou em 2006, com as corridinhas a assustarem os pançudos, as tareias no Parlamento a envergonharem os palonços e a evidência de que o homem ia mesmo tentar reformar alguma coisa. E o culto cresceu. Cresceu como nunca se tinha visto em Portugal. Até no PS há militantes e deputados que alimentam o culto da personalidade a Sócrates, veja-se o ponto a que isto chegou. O Alegre, por exemplo, é um deles. E outros que estão com ele, que até chegam a votar contra o partido na Assembleia da República ou sonham com a perda da maioria absoluta, não se cansam de falar em Sócrates. Mas onde o culto da personalidade atinge o seu histerismo é na oposição. À direita, o mais destacado cultor é o Pacheco, coadjuvado pelo Zé Manel e pasquim, a que se juntou o Sol, TVI e Correio de Manhã, pelo menos. À esquerda, PCP, BE e sindicatos amigos, vocacionados para cultos da personalidade desde o berço, não deixam os seus créditos por manipulações alheias. Todavia, nada se compara com o paroxismo que acaba de ser alcançado pelos professores:
"Sou professor não voto em Sócrates"
Os professores consideram que a governação de Portugal é matéria da exclusiva responsabilidade de um indivíduo. Não há partidos, não há militantes, não há programas, não há eleições, não há Parlamento, não há sociedade, não há comunidade, não há Pátria, não há nada para além de um nome, uma cara, um poder que se projecta absoluto, um monarca.
Espero que os professores não andem a ensinar estas porcarias aos seus alunos. Para isso, mais vale que ocupem o seu tempo em manifestações, onde podem dar largas ao culto da personalidade de Sócrates com aqueles cartazes tão giros que o procuram ofender, precisamente, na sua personalidade. Os alunos, assim livres da influência destes professores, terão até tempo para aprender alguma coisa de política.

AspirinaB

domingo, 15 de março de 2009

SÓ (as minhas) PALAVRAS ESCRITAS.



Pois que a vida não deve existir,

nem ser escrita.

Não parti, porque afinal nunca cheguei.

Estou aqui, na terra de todos aqueles que

não se conhecem, estendendo-te a mão.

Querias ser como eu? Não queremos

ser todos algo que não somos? É

duro reencontrarmo-nos, sim.

Nunca soube, nunca perceberei

se o hábito, a rotina, essa solidão

é prenda ou veneno... Tu sabe-lo?

Assim, escrevo como se

tudo fosse perguntar.

E cá vou andando, nunca partindo,

nunca chegando...
Alexandre Fonseca

quinta-feira, 12 de março de 2009

AR LIVRE


Ar livre que não respiro!
Ou são pela asfixia?
Miséria de cobardia
Que não arromba a janela
Da sala onde a fantasia
Estiola e fica amarela!
Ar livre,digo-vos eu!
Ou estamos nalgum museu
De manequins de cartão?
Abaixo! E ninguém se importe!
Antes o caos que a morte...
De par em par,pois então?!
Ar livre! Correntes de ar
Por toda a casa empestada!
(Vendavais na terra inteira,
A própria dor arejada,
- E nós nesta borralheira
De estufa calafetada!)
Ar livre! Que ninguém canta
Ar livre! Que ninguém canta
Com a corda na garganta,
Tolhido da inspiração!
Fora do ventre da mãe
Desligado do cordão!
Ar livre,sem restrições!
Ou há pulmões,
Ou não há!
Fechem as outras riquezas
Mas tenham fartas as mesas
Do ar que a vida nos dá!
Miguel Torga