sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O PACHECO!...


1. “Não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite”. Este desabafo lá vai fazendo o seu caminho. Hoje, Pacheco Pereira, na Quadratura do Círculo, apresenta-o sob um novo prisma: a enormidade que a Dr.ª Manuela disse foi uma manobra vergonhosa da agência Lusa. Foi para evitar estas vergonhas que Pacheco, quando era presidente do grupo parlamentar do PSD, cortou o mal pela raiz: correu com os jornalistas dos Passos Perdidos.


2. Pacheco Pereira apoia incondicionalmente Manuela Ferreira Leite, a qual quer a suspensão da avaliação dos professores. Mas, a verificar-se a tal suspensão (alerta Pacheco na Sábado), será a “derrota (…) total” — seguindo-se “um longo período de impossibilidade de reformas, com as escolas e os professores voltando rapidamente ao statu quo ante.” Perceberam?


3. Pacheco Pereira quer que “em última instância o principal avaliador de escolas e professores (seja) a performance escolar dos alunos.” Tem Pacheco a certeza de que, a ser dado um peso excessivo à performance, isso não conduziria os professores a treinarem os alunos apenas para ultrapassar obstáculos (os exames) em lugar de os incentivar a aprender e a raciocinar?


4. Pacheco Pereira compara, na Sábado, a ministra da Educação a Leonor Beleza: as dificuldades para instituir o processo de avaliação são postas no mesmo plano que o que designa por “falta de cuidado com que (a ex-ministra da Saúde) permitiu as trapalhadas envolvendo o seu ministério”. É feio brincar com coisas sérias: Leonor Beleza esteve envolvida no processo dos hemofílicos (conduzido para a prescrição), em que morreram pessoas, para além de ter deixado gravitar à sua volta casos de corrupção (conduzidos para a prescrição).

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

MANUELA FERREIRA LEITE, A DEMOCRACIA, A PSICANÁLISE, O HORROR DE UMA MULHER!...


A Sr. Manuela Ferreira Leite vai fazendo política – envergonhando-se a si, embaraçando Belém (Cavaco em particular) e frustrando todas as residuais expectativas que as bases do PSD ainda tinham na dita senhora.
Traduzindo: quer e não quer o investimento público, quer e não quer aumento do salário mínimo, quer e não quer imigração, e, agora, como se vê – de forma lamentavelmente original - quer e não quer a democracia - que julga-se melhor servida se a dita DEMOCRACIA for congelada por 6 meses - que é o tempo que Manuela Ferreira leite acha adequado para meter "tudo na ordem". Só faltou dizer: regressa Salazar, estás perdoado...
Isto revela os sentimentos duais de Ferreira leite, denuncia a sua duplicidade política em relação aos projectos para Portugal, é como se a sua personalidade sofresse uma divisão constante que a empurrasse simultaneamente para a planície e para o abismo. Em rigor, estamos diante uma mulher prisioneira de si.
Depois, se notar atentamente na sua face quando repetiu a expressão supra (inclusa na imagem), verificamos que uma boa parte do "EU" de Ferreira leite acredita piamente que o País só teria a ganhar se, por momentos, fosse possível governar Portugal com uma ditadura, seguindo o método que enunciou: quero, posso e mando.
Ora, todo este quadro clínico do dislate configura, naturalmente, um estudo de psicanálise. De resto, creio, será esse o seu contributo para a vida pública nacional: constituir-se em objecto de estudo para que psicanalistas do poder possam observar, estudar, investigar condutas atípicas do mundo da política, e aqui – também cairá essa outra personalidade perturbante – a que os experts designam por personalidade borderline – como é Alberto João Jardim da Madeira.
Porquê? A acção (leia-se, a estrutura da linguagem que Jacques Lacan diz estar intimamente ligada ao subconsciente, e nem poderia ser doutro modo!!!) – completamente disfuncionada de Manuela Ferreira leite – inscreve-se, desde logo, na sua fala, onde o inconsciente se manifesta de forma estrondosa, mediante actos falhados – que ela depois procura corrigir conforme pode e sabe. Só que hoje a sua fala foi grave de mais. De tal modo que no fim da conferência percebeu que se justificasse aquelas declarações ainda agravaria mais o ambiente político gerado, razão por que deixou essa tarefa ao "songa-monga" de serviço.
Portanto, temos em Ferreira Leite um conjunto de actos falhados, esquecimentos, imprecisões, dislates aliado a um relato de outras disfunções que Lacan designa de formações do inconsciente – o qual é definido pela linguagem utilizada.
Entre o Real, o Simbólico e o Imaginário (RSI) Ferreira leite quer sempre ir nas três direcções e na sua antítese, ora isto em política é tão impossível quanto fatal. É assim a Manuela entrou em espiral consigo própria, querendo uma coisa e o seu contrário, e, hoje, de forma pioneira (“QUALIDADE EM PESSOA”) em Portugal, desejou democracia e ditadura de forma mitigada e ambivalente – para resolver problemas políticos concretos do País. Uma vez mais a estrutura do seu raciocínio e da sua (modesta) linguagem – traiu-a de forma estrondosa.

Caso o País tivesse esta senhora no Poder - a tomar decisões - haveria, automaticamente, um conjunto múltiplo de efeitos desastrosos em cadeia no próprio sistema de poder: crise estratégica, crise de orientação, crise de representatividade, crise de endividamento, enfim, haveria uma regressão competitiva em todos os sectores da economia e da sociedade que comprometia a viabilidade de tudo o que mexesse. Até as folhas das árvores deixariam de ser animadas pelo vento, que também congelava – tal como a democracia...

Numa palavra: estudar o comportamento político de Ferreira Leite no decurso destes breves meses em que se encontra à frente do PSD - não é tanto uma tarefa para politólogos, sociólogos, historiadores ou juristas, mas mais uma retorno aos inúmeros actos falhados explicados há um século por Sigmund Freud - depois retomados por Jacques Lacan e por todo um conjunto de confusões, desordens, perturbações, transtornos e distúrbios que denunciam mais o sintoma duma doença de todo um corpo político (o PSD), do que propriamente a doença de uma pessoa isolada que, em rigor, nenhuma relação tem com o mundo politico.

E quando ontem Ferreira Leite se referia à "hipotética e desejável" suspensão da democracia por 6 meses - pergunto-me se seria esse o tempo de que ela necessitaria para arrumar a casa, constituir uma equipa de governo-sombra para governar em 2020 e, de caminho, tratar de despachar Santana Lopes no quadro das eleições autárquicas de 2008 - que tanta contradição e paralisia lhe têm gerado.
Entre Setúbal e a Figueira-da-Foz – há sempre a possibilidade a de vir para a Mealhada!

Porque não?
Que dizem Breda, Carlos Marques?
A César não vale a pena perguntar, porque ou é ele ou então muda para o PS novamente!
A João Pires – com toda a certeza ficará descrente na democracia PSD!
A Miguel Miranda – não gostará da ideia, visto para ele, César é César uma santidade embora, gostasse de uma Ferreira Leite V Salazar! Mas coitado não mais podia insultar mas poderia ser a comandante da polícia politica, eu seria por certo o primeiro nos calaboiços!

Pronto, está tudo dito, desabafei, ainda bem que existe democracia em Portugal!
E que viva a DEMOCRACIA PARA SEMPRE, SEM INTERVALOS!...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Os empregados do BPN, os mineiros e os professores


Até há uns meses atrás os empregados do BPN eram trabalhadores felizes, aos balcões acorriam depositantes interessados nas mais altas taxas do mercado. Passado pouco tempo os mesmos depositantes começaram a regressar aos balcões mas desta vez era para reaverem o seu dinheiro. Num dia os empregados do BPN tinham esperança no seu futuro, agora esperam ansiosamente que o banco do Estado encontre uma solução que evite o seu desemprego.
Os mineiros de Aljustrel estão em risco de ir para o desemprego em consequência da descida das cotações das matérias-primas e, particular, do zinco, a empresa mineira já anunciou o despedimento de parte dos trabalhadores. Ainda há poucos meses Aljustrel festejava o regresso da vida às minas abandonadas, agora volta a desilusão. Resta aos mineiros esperar que alguma empresa se interesse pelo negócio, o governo não adoptou a solução mais desejada, a nacionalização da mina.
Ao contrário dos mineiros os professores têm emprego fixo, razoavelmente remunerado e, pelo menos até há poucos anos, era um emprego que permitia ter tempo para dar mais atenção aos filhos ou mesmo para ter uma segunda actividade, nem que fosse dar explicações a muitos contos à hora e sem pagar imposto. Tanto quanto se sabe as escolas não vão fechar, os professores não vão ganhar menos nem correr o risco de ser despedidos, mas já quem pense em fazer greve às avaliações, provocando o colapso de todo o sistema de ensino, dizem que em defesa da escola pública.
Temos três posturas perante o Estado por parte de três grupos de trabalhadores, vale a pena reflectir sobre as suas diferentes posturas. Seria também interessante ver as diferenças de estratégias do PCP nos dois grupos onde tem grande influência, nos mineiros e nos professores.
jumento

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

QUEM MENTE? A COMISSÃO EUROPEIA OU MANUELA FERREIRA LEITE?


1 - «Penso que não há qualquer atraso», afirmou hoje em Bruxelas o porta-voz para a Política Regional, Dennis Abbott, precisando que, no quadro dos fundos comunitários de 2007/1013, Portugal ainda só recebeu adiantamentos, já que, tal como acontece com a maioria dos restantes Estados-membros, ainda não foi finalizada a análise do sistema de controlo português para assegurar que os dinheiros da UE são devidamente utilizados.
«Antes de os fundos serem atribuídos para os projectos em Portugal, a Comissão tem de verificar aquilo a que chamamos a avaliação de conformidade», ou seja, que cada Estado-membro tem em marcha mecanismos adequados de controlo «para assegurar que os dinheiros comunitários são bem e eficazmente utilizados».
O porta-voz explicou que para cada Estado-membros ser reembolsado das despesas, é necessário que a Comissão Europeia dê «luz verde» à avaliação de conformidade, e «esse processo ainda não está finalizado» no caso português, sendo que «Portugal não está numa posição diferente em relação à maioria dos Estados-membros».


2 - "Provavelmente por interesses partidários e provavelmente para concentrar mais perto das eleições a entrada de fundos comunitários, tem-se prejudicado o país de forma inaceitável", frisou a dirigente social-democrata.
Intervindo no encerramento da 2.ª Universidade da Europa do PSD, que decorreu na Curia, Anadia, Manuela Ferreira Leite afirmou que "ainda não entraram quaisquer contribuições a que temos direito neste novo quadro comunitário" de apoio.
"Podem alguns imaginar que a culpa é da burocracia de Bruxelas, quando se trata de oportunismo e ineficácia dos nossos responsáveis", disse a antiga ministra das Finanças do Governo de Durão Barroso.

Agora, depois dos Órgãos de Comunicação Social nacional, é a Comissão Europeia que não pode escolher que informação ou comunicação pode transmitir?

domingo, 16 de novembro de 2008

A FALTA DE...



É desumano o que andam a fazer com a Dr.ª Manuela Ferreira Leite. A senhora está contrariada a fazer o papel de líder do PSD, não revela ter jeito nem capacidade para ocupar o cargo e não domina os assuntos que deveria conhecer. Para agravar a coisa, a estratégia (?) agora adoptada obriga-a a desdizer-se com frequência e a tomar como modelo os tiques populistas do edil de Gaia.


Não me parece que isto enerve, mas pode deixar acabrunhado quem assiste a este espectáculo. Como devo, caro Filipe, comentar, por exemplo, o que a líder do PSD disse esta semana em Fátima? Aqui fica o pedido de ajuda, recordando o que, segundo o Público [14.11.2008, p.11], a Dr.ª Manuela disse então:

• "Não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite";


• "Se eu já tivesse políticas, não as anunciava até às eleições. Eram todas aproveitadas pelo PS";


• "Enquanto o sistema jurídico não for eficaz, o polícia está transformado num palhaço, porque prende um indivíduo e meia hora mais tarde ele está na rua";


• "Todos gostaríamos de ter melhores sondagens. Vamos ver se correspondem àquilo que é a realidade".

sábado, 15 de novembro de 2008

MANUELA MOURA GUEDES: O CIRCO DA TVI...


De Viseu chegou ao noticiário da TVI, via Moura Guedes, um apontamento pitoresco. Indignados, dois ou três professores vão processar o primeiro-ministro por ele ter dito que nunca foram avaliados.

O primeiro-ministro cometeu pois o crime da mentira e Moura Guedes aproveitou logo para fazer um esgar horrorizado e dizer que Sócrates tem um processo às costas.

No estúdio, uma professora de Coimbra, a quem Moura Guedes agradeceu vezes sem conta a deslocação à TVI, aproveitava para denunciar o que há de errado na avaliação: é, dizia há momentos a sôtora, uma “avaliação diagnóstica inter partes através de pichas”.

Fora o toque folclórico do lapsus linguae, prontamente corrigido, da troca do “f” pelo “p”, a professora de Coimbra deu uma lição de excelência: confundiu, por exemplo, “pares” com “partes”.

Estão a ver a falta que faz a avaliação?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

GREVE DE ALUNOS NA MEALHADA...


Alunos da Escola Secundária da Mealhada manifestam-se, e fecham escola a cadeado.
Estes alunos da Mealhada quiseram e conseguiram mostrar que estão contra ao novo estatuto do aluno, principalmente ao regime de faltas.
Até as 11h da manhã nem funcionários, nem professores conseguiram entrar no recinto da escola. Os alunos da Mealhada mostraram-se determinados em mostrar o seu descontentamento, ao fazerem esta greve!
Gostei da atitude de coragem destes jovens, só espero que não ande mão de professores por trás desta atitude.
Porque cada qual deve mostrar o seu descontentamento perante o Ministério da Educação de forma autónoma nunca utilizando terceiros para promover os seus intentos.
Bem hajam estes alunos, que se souberam manifestar de forma ordeira e mostrar que estão atentos à realidade do sistema educativo!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

DEPOIS QUEIXEM-SE, SENHORES PROFESSORES!...


"Dias difíceis para a ministra da Educação. Agora, foi a vez de um grupo de pelo menos 300 alunos expulsá-la literalmente de Fafe, onde pretendia entregar diplomas no âmbito do Programa Novas Oportunidades.
A situação não foi nada bonita de se ver, uma vez que os jovens decidiram receber a comitiva oficial, a meio da tarde, com uma chuva de ovos, que atingiram os automóveis onde seguiam Maria de Lurdes Rodrigues, a directora regional de Educação do Norte (Margarida Moreira), o presidente da Câmara de Fafe e o vereador da Educação, entre outros. "

Portugal Diário

DIGAM-ME, ALGUÉM ACREDITA NISTO, FORAM OS JOVENS SOZINHOS?
Alguém acredita na espontaneidade dos alunos, mesmo que organizados politicamente? Os professores estão a levar longe demais a desorganização das escolas, depois queixam-se de ser vítimas de violência.

A FIGURINHA RIDÍCULA DO PSD MEALHADA!...


A concelhia do PSD decidiu retirar a confiança política a Gonçalo Breda Marques e Carlos Marques, vereadores na Câmara Municipal da Mealhada, eleitos nas listas do partido. Na origem da decisão está o comportamento dos vereadores em relação ao “caso Calhoa”
MM

Tudo isto prova, que tipo de comissão politica que o PSD tem.
Mostra o carácter arruaceiro de António Miguel Ferreira e Carvalheira…
Demonstra que esta comissão não respeita a vontade popular, porque foram estes os homens eleitos pelo povo. Que não concordam com a política do PSD, em criar lamaçais, denegrir pessoas por meros caprichos!
Penso que os mealhadenses irão tirar as suas ilações….

UM PSD COM FALTA DE CREDIBILIDADE E RESPEITO PELOS ELEITORES!



Carlos Marques, vereador do PSD, apresentou, na reunião de 23 de Outubro da Câmara Municipal da Mealhada, o texto que tem marcado a vida política nos últimos meses e que ficará conhecido como o “Relatório Calhoa”. O PSD considera haver incompatibilidades e falhas legais e morais no facto de o vereador José Calhoa Morais, vereador a meio-tempo das obras particulares, eleito pelo PS, acumular funções numa empresa fornecedora da Câmara da Mealhada. Segundo consta da acta da reunião da Câmara, tornada pública na sexta-feira, 7 de Novembro, Carlos Marques, o único signatário do documento terá “frisado não se rever no conteúdo do referido documento”. Segundo o Jornal da Mealhada pode apurar o vereador Gonçalo Breda Marques, também do PSD, ter-se-á recusado a assinar o relatório. O relatório foi apresentado na Câmara e seguiu para a Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL).Em causa, para a comissão política da Mealhada do PSD, parece estar um conflito de interesses de José Calhoa Morais entre as funções a meio tempo que ocupa na Câmara da Mealhada e na empresa de comercialização de materiais de construção, fornecedora da autarquia e propriedade de um familiar. O PSD, através dos vereadores da Câmara pediu informações a Carlos Cabral e com base nisso terá redigido um relatório que entregou na reunião de 23 de Outubro e enviado para Lisboa, para a IGAL.


No relatório o PSD desafia o vereador Calhoa a suscitar a realização de uma auditoria ao caso concreto para “dissipar quaisquer dúvidas às acções e omissões”.“Julgamos que face aos factos e no caso de se verificarem determinadas situações apontadas, incorrerá o Vereador a meio tempo José Carlos Calhoa em situações que podem configurar a nulidade dos actos praticados e a existência clara de incompatibilidades no exercício de cargo político”, pode ler-se no relatório transcrito na acta da Câmara. “No entanto, julgamos desde já que pelo menos moralmente há já uma evidente situação de conflito de interesses que o PSD não podia deixar de publicamente alertar”, prossegue nas conclusões.“Obviamente não cabe ao PSD julgar as pessoas e os actos, cabendo-lhe somente alertar publicamente para as dúvidas que determinados actos provocam. O vereador em causa é-nos merecedor do máximo respeito pessoal e político e não colocamos em causa o seu desempenho, na generalidade, do cargo político para o qual foi legitimamente eleito”, acrescenta o relatório.Segundo o Jornal da Mealhada pode apurar a atitude dos vereadores do PSD estará a motivar grande descontentamento no seio da comissão política do partido que poderará retirar a confiança política aos vereadores envolvidos no episódio. António Miguel Ferreira, vice-presidente e porta-voz da comissão política concelhia, recusou-se a falar sobre o assunto e a comentar as reacções de Carlos Cabral, remetendo o assunto para a conferencia de imprensa do partido marcada para 17 de Novembro.

Relatório Calhoa:
A substância

“O propósito deste relatório é tão-somente averiguar se dos factos em causa – relação comercial entre o Município e a dita empresa – ou dos actos praticados, singular ou colegialmente, se poderão extrair ilegalidades”, diz o relatório do PSD.O PSD começou por avaliar o montante dos fornecimentos da empresa à Câmara da Mealhada antes e depois da tomada de posse do vereador. Segundo os dados apresentados pelo relatório nos anos de 2003, 2004 e 2005 o fornecimento de materiais da empresa à Câmara terá totalizado um valor de cerca de oito mil e duzentos euros. No período subsequente à posse do vereador, nos anos de 2006, 2007 e parte de 2008, o valor dos fornecimentos totaliza o valor próximo dos trinta e nove mil e trezentos euros. “Poder-se-á concluir que a diferença entre os valores dos fornecimentos no triénio anteriores à entrada do Vereador na Câmara Municipal da Mealhada (e funcionário da dita empresa privada) e nos três anos de exercício de mandato como eleito sofreram um aumento de 482,10 por cento, o que será fruto duma mera coincidência ou dum grande incremento das obras no Município. Qual a resposta?”, refere o relatório.

A segunda questão abordada pelo PSD passa pela dúvida sobre se o vereador terá apresentado o registo de interesses, de acordo com a lei, e se terá intervindo ou participado em deliberações nas quais tenha tido interesses pessoais em causa.

As reacções

Na reunião da Câmara de 23 de Outubro todos os participantes, presidente e vereadores, usaram da palavra a propósito do assunto.

Carlos Cabral, presidente da Câmara, eleito pelo PS

“Interveio o presidente dizendo lamentar o conteúdo do texto assinado pelo vereador Carlos Marques, em primeiro lugar pelo facto do seu subscritor o ter assinado apesar de ter afirmado não se rever no que está escrito e só o ter assinado por tal lhe ter sido solicitado pelo seu partido, como teve ocasião de referir. Tal facto só prova, segundo o presidente, que o PSD procura apenas enlamear os membros do Executivo municipal afectos ao Partido Socialista. Disse também o presidente que o texto tem por base uma série de inverdades, como o vereador Carlos Marques sabe perfeitamente, pois o vereador José Carlos Calhoa Morais, vereador a meio tempo, nunca interveio nem intervém seja em que processo for de aquisição de materiais ao fornecedor citado ou a qualquer outro fornecedor da Câmara Municipal. Referiu ainda o presidente que é lamentável que se diga que a esposa do vereador José Carlos Calhoa Morais trabalha na empresa do fornecedor citado, sabendo bem que é professora na Escola E.B. 2,3 da Mealhada. Disse também não perceber o porquê da referência a actos praticados com a sua participação e concordância, pelo órgão colegial, quando afinal nunca tal aconteceu, acrescentando ainda o presidente que só por má-fé se justifica tal referência. Acrescentou ser sintomático que dos três vereadores do PSD apenas um assine tal texto e mesmo assim demarcando-se dele. Referiu que lhe parece mais que evidente que o PSD estará a entrar numa luta comercial entre fornecedores da Câmara, e que pode garantir que todas as aquisições são sempre feitas a quem oferece melhores preços, o que talvez não convenha a algumas pessoas, e por isso tenta-se denegrir o Executivo Municipal. Frisou que o PSD sabe, porque lhe foram fornecidos elementos para que pudesse ter feito seriamente essa análise, que os custos totais de aquisições nos anos indicados a outros fornecedores da Câmara Municipal são até superiores aos que são apontados ao fornecedor em causa. O presidente disse que como “quem não deve não teme”, ele próprio iria remeter este processo à Inspecção-Geral das Administração Local. O presidente disse que o que se está a passar actualmente no Concelho é em tudo similar ao que se passou entre finais de 1989 e 1993, só que na altura as pessoas estavam desavindas e agora estão muito amigas”.

Filomena Pinheiro, vice-presidente da Câmara, do PS

“A vice-presidente interveio para manifestar o seu profundo desagrado por aquilo que designou ser uma “maneira baixa” de fazer política, dizendo que esta não é a sociedade que deseja e que atitudes como as que foram tomadas pelos vereadores do PSD, não dignificam ninguém, nem o PSD, nem o PS, nem, os políticos em geral. Aconselhou os vereadores a desenvolverem uma acção pedagógica no sentido de se inteirarem sobre o circuito das aquisições da Câmara Municipal, de como se faz e quem faz. Disse ainda que se tivessem a preocupação de conhecer o funcionamento dos diferentes serviços jamais ousariam levantar tais suspeitas, e que têm de se convencer que na política não vale tudo”.

António Jorge Franco, vereador eleito pelo PS

“O vereador António Franco tomou a palavra para dizer que começa a ter vergonha de pertencer ao grupo de políticos do Concelho. Lamentou que a política se resuma a ataques pessoais, que não têm outro propósito que não seja denegrir a imagem do Executivo. Disse ainda que no momento presente ser Vereador é o seu trabalho e o seu ganha-pão, mas que tem uma profissão a que pode regressar quando achar que o exercício do cargo deixou de ser dignificante. Disse que o Executivo Municipal se pauta por todo o rigor no exercício das suas funções e que esse mesmo rigor é seguido pelos funcionários e que, pôr em causa a actuação do Executivo é pôr em causa o trabalho dos funcionários, o que também é lamentável”.

Gonçalo Breda Marques, vereador eleito pelo PSD

“O vereador Breda Marques disse que até hoje nunca se pronunciou sobre a matéria e que espera nunca vir a ter que o fazer e que registou com preocupação as palavras do presidente, quando afirmou que existem tentativas de envolvimento de funcionários”.
Noticia Jornal da Mealhada

SERÁ ISTO POLITICA?

A MEALHADA MERECE UMA OPOSIÇÃO DESTA?

CARLOS MARQUES O ÚNICO SIGNATÁRIO E NÃO SE REVÊ NO DOCUMENTO ...POUCA VERGONHA...O PSD ESTÁ MESMO MAL, É COMANDADO POR UM INSULTUOSO, ANTÓNIO MIGUEL FERREIRA E OUTROS...

O POVO IRÁ JULGAR A DESONESTIDADE DESTA GENTINHA, AINDA BEM QUE JOÃO PIRES PEDIU SUSPENSÃO DE MANDATO.

TALVEZ ADIVINHA-SE ESTA POUCA VERGONHA!...