domingo, 27 de julho de 2008

A "UM" PRESIDENTE DE JUNTA DE FREGUESIA DA MEALHADA


Manuel José da Costa e Silva nasceu no dia 05 de Setembro de 1945, na então vila de Anadia. Apesar da sua naturalidade e residência durante a juventude ser vivida em Anadia, certo é que desde cedo passou a partilhar os dias com o seu pai na loja de estilo antigo, uma, senão a única, retrosaria na Mealhada.

O amor por esta terra que o acolheu e lhe deu o trabalho, passou a ser uma causa.

Aliado a este amor pela terra e gentes da Mealhada, vinha também o gosto pelas causas que entendia nobres, a ajuda aqueles que, segundo ele, eram os que mais precisavam e com esta ideologia surgia a filiação no partido socialista.

O facto de trabalhar num local que lhe proporcionava o contacto directo com as pessoas de perto, a loja transformava-se num refúgio onde eram contadas as confissões mais intimas de cada família, as suas angústias e problemas. O Sr. "Manel Zé", ou simplesmente "Manel", para os mais intimos, passou a ser tão conhecido como aqueles seres tão característicos da Mealhada, populares pelo seu carácter de pessoa íntegra, frontal e excessivamente amiga.

As suas participações no partido socialista e na própria vila da Mealhada valeram-lhe a eleição por sucessivos mandatos pela Junta de Freguesia de Mealhada e a participação na Assembleia de Freguesia, como seu Presidente.

A sua vida foi vivida intensamente em prol dum concelho que não era o seu por naturalidade, mas por coração e devoção.

Todos os dias, já depois de casado e a residir na cidade de Coimbra, a sua vida era feita na Mealhada. Coimbra e Anadia, não eram suficientemente fortes para lhe roubar o amor por aquela terra que lhe proporcionou os seus maiores amigos e o seu crescimento como ser humano. Muitas foram as pessoas que ao longo dos anos bateram à porta do "Armazéns da Mealhada", para pedir ajuda e favores, aos quais não negava, mesmo podendo estes vir de pessoas de vários quadrantes políticos. A importância residia em ajudar os que mereciam, e este merecimento era entendido por ele, pelo carácter da pessoa e não da sua ideologia partidária.

Mas a vida tem destas coisas, e dizem os mais velhos e sábios, que Deus só recolhe os bons de espirito, para velarem por aqueles que mais precisam na terra. Lutou de uma forma quase que heróica contra o cancro, como se ele nunca existisse, mesmo quando a dor e o sofrimento dos tratamentos o queriam impedir de vir para a sua Mealhada. -lo sempre, até quando a doença o deixou praticamente cego.

A luta heróicamente travada durante mais de uma dezena de anos contra o cancro, terminava de forma teimosa no dia 22 de Agosto de 2005, em vésperas de completar os seus 60 anos de idade.

Como legado deixou a sua coragem, amor e dedicação aos seus mealhadenses, mais do que razões suficientes para que nesta altura a Câmara da Mealhada já tivesse recebido uma proposta do Presidente da Junta de Freguesia para uma justa homenagem, para que cada um de nós possa recordar, relembrar, ou simplesmente tomar conhecimento quem foi este Homem.

AS FESTAS DE SANT'ANA, QUE AGORA NÃO EXISTEM!


Em tempos idos na Mealhada, por esta data todas as ruas estavam engalanadas, casas eram fartas de comida, de convívio.
Dias antes tinham andado pelas ruas da Mealhada vários rebanhos de cabras para que as pessoas comprassem a só ou a meias para depois se poder fazer a tradicional Chanfana, que iria ser um dos pratos principais das Festas de Sant’ana.
Era ver todos nós de roupa nova, orgulhosos porque nessas alturas eram poucas as vezes que se tinha uma veste nova.
Era ver qual das ruas tinha ficado mais bonita porque de noite todos as andaram a engalanar, para que a sua fosse a mais bela a quando da passagem da Majestosa Procissão de nossa Senhora de Sant’Ana.
Havia garraiadas, bailes, ciclismo, artistas da “rádio televisão”, ranchos folclóricos (Unidinhos da Mealhada), teatros amadores, carroceis, todos transpirava-mos felicidade! Eram os imigrantes que vinham de férias os dias eram pequenos para tanta emoção…
Hoje, olho não se faz nada tudo se perde, estas tradições morrem como vai morrendo o povo que as criou. É triste…mas fazem a procissão em honra de nossa Padroeira Sant’Ana! Já não é mau, é péssimo para uma cidade que deixa perder a sua identidade cultural!

QUEM SEREI?


Escrevendo eu descubro as minhas verdades mais profundas, aquelas que por mais que eu quisesse seria incapaz de contar a qualquer outra pessoa além de mim mesmo. Procuro me definir e me compreender melhor e embora nunca consiga inteiramente, há sempre uma brecha que me conduz a uma nova leitura do texto comicamente dramático das certezas e incertezas que sugerem quem eu seja.
Descubro-me e surpreendo com cada nova face do meu espírito, elucidada pelas palavras que brotam dessa vontade insaciável de escrever, como tentativa de descobrir quem sou. Talvez seja isso, escrevo não apenas como tentativa encontrar um sentido para vida mas, antes de tudo, para explicar a mim mesmo quem eu possa realmente ser. Será possível a alguém chegar a uma descoberta tão aterradora sem atravessar o campo das dúvidas e das contradições?
Há a possibilidade de cada um de nós abrigar múltiplas facetas que compõem tudo o que somos por completo, pensamentos e sentimentos, verdades e ilusões mas, se ainda não encontrei todas as respostas, é porque ainda não conheci todas as perguntas.

sábado, 26 de julho de 2008

A INDIGÊNCIA...

No início da caminhada que leva à indigência espiritual e moral dos tempos presentes, estão os esforços nefastos de não poucos para destronar Cristo, o desapego da lei da verdade, que ele anunciou, da lei do amor, que é o sopro vital do seu reino.

Desviemos um instante os olhos
de nossa própria indigência
e de nosso limitado horizonte;
levemo-lo sobre esses homens
que venceram o mundo
nos quais a vontade,
atingindo a perfeita consciência de si,
se reconheceu em tudo que existe...
(Schopenhauer)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

PUBLICIDADE DO ANTIGAMENTE

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A nossa Aspirina




FERNANDA BAPTISTA, DEIXOU DE BRILHAR ENTRE NÓS, MAS NO CÉU EXISTE MAIS UMA ESTRELA BEM BRILHANTE!


A fadista e actriz Fernanda Baptista, de 89 anos, criadora de êxitos como "Fado da carta", faleceu hoje ao princípio da madrugada, no hospital de Cascais, onde se encontrava internada.
Além do "Fado da carta" (João Nobre/Amadeu do Vale) a fadista criou vários outros êxitos e foi primeira figura de várias operetas e revistas, entre elas, "Chuva de mulheres" e "Fonte luminosa".
A sua estreia na revista deu-se em 1945, em "Banhos de sol", a convite do compositor e maestro João Nobre, mas já anteriormente integrara o cartaz do Café Luso, a convite de Filipe Pinto, no início da década de 1940.
O êxito alcançado levou-a a deixar a profissão de costureira que exercia.
"Saudades de Júlia Mendes", "Fui ao baile", "Trapeiras de Lisboa", "Pedrinha da rua", "Fado toureiro" ou "Fado das sombras" foram alguns dos seus êxitos.
A sua última presença em palco foi no musical "Canção de Lisboa" de Filipe la Féria, em 2005.
A fadista foi alvo de várias homenagens, nomeadamente da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado, da Câmara de Lisboa e, em 2003, foi condecorada com a Ordem de Mérito pelo Presidente da República, Jorge Sampaio.
Ao longo de mais de 65 anos de carreira artística, a fadista e actriz actuou em cerca de 50 revistas e operetas, gravou centenas de discos e realizou várias digressões, tendo actuado nos Estados Unidos, Brasil, Argentina e Angola.

HIPOCRISIA

Alexandre Herculano nasceu em Lisboa a 28 de Março 1810 e morreu em Santarém a 13 Setembro 1877.
"A hipocrisia, suprema perversão moral, é o charco podre e dormente que impregna a atmosfera de miasmas mortíferos e que salteia o homem no meio de paisagens ridentes: é o réptil que se arrasta por entre as flores e morde a vítima descuidada".
(Alexandre Herculano)

Este escritor viveu entre 1810 - 1877, e nesta citação demonstra a sua actualidade!

A hipocrisia descreve-se do mesmo modo, é a podridão do homem!...

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Ministra da Saúde diz que em Anadia fica sem atendimento nocturno


A ministra da Saúde, Ana Jorge, diz que a orientação geral é para manter encerrado o atendimento nocturno no Hospital de Anadia.
Correcto cedeu numa parte que penso que a mais importante, Urgências abertas das 8h ás 24h, a partir deste principio Anadia está bem servida a nível hospitalar.
Tudo agora passa por campanhas de quem pouco tem que fazer, e viu-se na manif de ontem onde não estavam mais 150 pessoas para um concelho de cerca 33 mil habitantes!

PENSAMENTO

Em momentos de crise, a imaginação é mais importante que o conhecimento."
(Albert Einstein)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

A VERDADE

A verdade, quando impedida de marchar, refugia-se no coração dos homens e vai ganhando em profundidade o que parece perder em superfície... Um dia, essa verdade obscura, sobe das profundidades onde se exilara e surge tão forte claridade, que rasga as trevas do Mundo.
(Rolão Preto)