sábado, 12 de abril de 2008

Francisco Simões Ferreira Brandão, Homen da Mealhada

Francisco Simões Ferreira Brandão


Em Portugal 1896, a vida política tornara-se instável. O Poder Monárquico perdia crédito, enquanto o Partido Republicano aumentava sua contestação diante da ditadura que então dominava. Havia já passados cinco anos da primeira tentativa de golpe contra a monarquia, e novamente se alvoroçavam os republicanos com a possibilidade de degredo. (REIS, 1984)Foi no ano de 1896 que emigra para terras brasileiras o senhor Francisco Ferreira Simões Brandão, português de Mealhada, vindo de família aristocrática, então com seus 23 anos de idade e com um recente diploma de Farmácia pela Universidade de Coimbra. Era ele próprio um republicano, ou como diria sua neta Maria Eugénia: "um subversivo". Vem para o Brasil justamente para evitar uma deportação mais humilhante para terras africanas, onde Portugal conseguia ainda manter suas colónias, embora diminuídas perante a ganância imperialista inglesa.Chega ao Brasil com uma carta de recomendação para actuar como farmacêutico em Bragança Paulista, onde trabalha até surgir a oportunidade de emprego na Farmácia Popular, em Santo António da Cachoeira, hoje Piracaia, ao pé da serra da Mantiqueira, no Estado de São Paulo.
Santo António da Cachoeira surgiu do bairro de Cachoeira, situado à margem do rio de mesmo nome. Quando da chegada de Francisco Brandão contava com uma população inferior a 18 mil habitantes, em sua grande maioria rural, mas que movimentava o centro urbano nos finais de semana com a frequência à missa, aos encontros nas praças, para os negócios e feiras. Prosperou graças ao café, que lhe rendeu um período de prosperidade e que possibilitou a formação de uma pequena burguesia agrária na região.
Brandão casa-se então com Maria Eugénia de Carvalho, filha de Caetano de Carvalho, dono da Farmácia Popular, tornando-se sócio da mesma e posteriormente mudando seu nome para Farmácia Brandão. Tornou-se figura benquista na cidade, relacionando-se e obtendo o respeito tanto da elite quanto da população em geral. Irá exercer outras actividades além da farmácia, como ser o agente local do jornal O Estado de São Paulo. E, principalmente, irá fotografar, e fotografar muito. . capim.Encontramos no conjunto de sua obra alguns temas recorrentes, que acabam várias vezes por se inter-relacionar. Podemos identificar como tema principal o retrato, onde podemos incluir um outro grande tema, sua família. Usava da pose, apropriando-se de elementos tradicionais da fotografia de estúdio, mas demonstrava uma relação com seus modelos que se diferenciava da do fotógrafo profissional, uma relação de proximidade que a intimidade com os personagens de suas fotografias lhe proporcionava. Ao contrário de seu filho, não fazia fotografias com fins comerciais, mas retratava constantemente seus amigos, parentes e, muitas vezes, a si próprio. Essa é outra característica de Brandão: ele não se contentava em ser apenas o operador da câmera, mas apreciava aparecer em suas fotografias, seja em auto-retratos seja acompanhando seus amigos e familiares.Nas fotos de família podemos identificar também o uso recorrente da pose, Brandão retratava seus filhos em diversas fases de desenvolvimento, colocando-os normalmente em ordem etária, mas variando e brincando com este. Mas não é sempre que a pose se faz presente; ele consegue retratar o quotidiano de sua família, como quando do nascimento de um filho, ou mostrando sua esposa na relação diária com os filhos, ou ainda seus sogros, num impressionante momento de intimidade familiar.O quotidiano, por sinal, será a grande marca das imagens de Brandão. Ele irá registar o dia-a-dia da cidade e de seus personagens, como as reuniões de amigos em frente à sua farmácia. Este será um ponto privilegiado de observação para Francisco, servindo-lhe de referencial. A Farmácia Brandão localizava-se numa das principais ruas de Piracaia, e frente a ela e de suas imediações serão registadas diversas cenas da cidade e de seus personagens.Os encontros e festividades fotografados serão muitos. De reuniões com os amigos, a reuniões mais solenes da elite da cidade, da chegada do circo às procissões e festas populares como a congada. Brandão fará ainda imagens de alguns profissionais actuando em suas áreas e seus estabelecimentos comerciais, como um costureiro, um dentista ou uma prensa de jornal Além do quotidiano da cidade, Brandão debruçou-se sobre a própria cidade, tomando-a como referente fotográfico Suas fotografias cujo tema é centrado em Piracaia são várias, destacando-se dentre elas uma série em que Francisco cria um inventário urbano, retratando-a rua a rua.
Brandão avança também pelo campo do experimentalismo na produção fotográfica, executando montagens no próprio negativo, com múltiplas exposições de uma mesma chapa. Este tipo de trocarem fazia parte do repertório dos fotógrafos do período, e podemos encontrar diversos exemplos de sua aplicação ao longo da história da fotografia. E Brandão utiliza-o muito bem, contrapondo uma técnica não tão apurada a uma grande criatividade em suas montagens. Brandão fez uso ainda de máscaras em suas fotografias, como para colocar textos ou alegorias nas imagens.Outro recurso utilizado por Brandão foi a foto-montagem. A partir de fotografias variadas, e utilizando-se de ilustrações, ele cria cenas satíricas ou cómicas, fotografando-as novamente e transformando-as de novo em um objecto fotográfico, como no caso das duas montagens referentes ao carnaval de 1901.Ainda no campo da pose, Brandão irá criar narrativas com fotografias encenadas, e até sequências curtas com seus amigos e seus filhos, utilizando fantasias e montando cenários.Brandão passou ainda um longo período em Mealhada, Portugal, de 1936 a 1946.Seu interesse por fotografia, no entanto não se manteve com a idade, e quem continuou a fotografar com a mesma intensidade com que Francisco fotografava foi seu filho Caetano. Apenas em ocasiões especiais Francisco voltava a empunhar sua máquina fotográfica. O meu primeiro contacto com as fotografias de Francisco Brandão deu-se no Centro de Memória da Unicamp, para onde foram levados os negativos de vidro produzidos por Francisco Brandão e por seu filho Caetano Brandão, pelas mãos de André Boccato, fotógrafo que junto com o historiador Sandro Ferrari teve a sorte de conhecer pessoalmente Caetano, ou Seu Tetê, como era conhecido. A pesquisa realizada pelos dois serve-me agora como importante fonte primária. Ao iniciar minha pesquisa, fui a Piracaia, local de origem das imagens, e entrevistei Ailton Brandão, neto de Francisco e herdeiro das fotografias. Foi Ailton quem autorizou a doação do material que se encontra na Unicamp.

Quinta do Valdoeiro - Mealhada





Mais uma viagem vinícola que fazemos por terras lusitanas, ao encontro de uma quinta numa região que tem vindo a reconquistar os enófilos. A região da Bairrada é conhecida por ter vinhos difíceis de agradar aos enófilos pois são vinhos que eram elaborados para serem bebidos não jovens, mas com alguma idade, particularmente os vinhos da casta BAGA. A Quinta do Valdoeiro, foi adquirida pelas Caves Messias, nos anos 40. A partir dessa data foi crecendo estando neste momento com 130 hectares de vinha. Os solos da Quinta do Valdoeiro, são de baixa fertilidade, pobres, constituídos por uma primeira camada franco-arenosa e uma outra mais profunda, de consistência argilosa, compacta, onde as raízes das videiras penetram com dificuldade em busca dos nutrientes essenciais à nutrição da planta.A ligeira ondulação do relevo, as encostas soalheiras voltadas a sul e a nascente e a implantação das castas, separadas por talhões, tendo em conta a melhor exposição para as castas tintas, são também factores que contribuem para a qualidade das uvas aí produzidas.A vinha é uma cultura que gosta das adversidades que a terra oferece e neste caso faz com que o resultado final seja no sentido de criar bons vinhos para o mercado.As castas existentes são ARINTO, BICAL, CERCIAL, CASTELÃO, BAGA, CHARDONNAY, TOURIGA NACIONAL E SIRAH, bem como a casta mais internacional a CABERNET SAUVIGNON, dão um cunho próprio a estes vinho e cruzam-se muito bem com o difícil TERROIR da região..Os vinhos desta região encontram-se mais visíveis ao consumidor, devido ao cuidado e a um melhor conhecimento por parte dos enólogos da quinta do Valdoeiro, que conseguem juntar a sua sabedoria e tecnologia para retirar o que de melhor a região oferece.Provem se for possível o espumante baga&chardonnay ou o vinho branco chardonnay.Nos tintos porque não experimentar um bom tinto a partir da casta touriga nacional ou até mesmo saborear um bom vinho da casta baga, para sentir toda a sua vivacidade e complexidade fornecida pelos taninos.

Afinal tinha Razão o Cabral é Sério, não é Marqueiro?...


Messias Candal do PSD Mealhada diz: Quem manda no PS é João Peres, Manuel Jacinto, procura lugar no hospital da Misericórdia, Breda Marques, é Aldrabão, Marqueiro, é jogador de interesses com o PSD, mais propriamente com João Peres, não falou de outros nomes mas entende-se, que seja João de Oliveira Pires, quando fala ambição desmedida. E parece, pelo menos afirma que Carlos Cabral, o actual Presidente da Câmara é o mais honesto, dizendo "Cabral é mole, mas ao menos é sério" e fez questão de o frisar.Que duvidas houvesse, há vem pouco tempo escrevi neste meu blog o que pensava destas ligações perigosas entre Marqueiro e Peres mas agora se confirmam, com as palavras dos Sociais-democratas da Mealhada. Algo está errado nesta Terra. Por isso cuidado meu povo, andam uns tantos que se dizem defensores da verdade a ludibriarmos com mentiras. PSD ficou indignado, irritado pois, a verdade veio ao de cima, é como o azeite vem sempre ao de cima, que pena Marqueiro...a mim não me enganaste mas a quem enganaste pede desculpa por favor a bem do teu Partido e da moralidade. Não vale tudo, vale sim a honestidade e trabalho. E é disso que precisamos muito trabalho, e não de gente que se queira sentar na cadeira do poder só por se sentar para se servir dela a seu belo prazer!

SOMBRA...


Haverá sempre uma sombra sobre nós... fiel companheira em dias de sol ... dependendo da posição do sol vai caminhando matreira em nosso redor... mas depois quando não há sol julgamos não tê-la, que erro tão grande! Se a vejo no reflexo é bom, sabes que a tenho sempre presente mesmo que não estejam dias solarengos... Não me deixo intimidar... se é uma sombra que vejo no reflexo é uma companhia também, um auxílio, um alento...

Sonho

Sonho.
Não sei quem sou neste momento.

Durmo sentindo-me.

Na hora calma

Meu pensamento esquece o pensamento,

Minha alma não tem alma.

Se existo é um erro eu o saber.

Se acordo

Parece que erro.

Sinto que não sei.

Nada quero nem tenho nem recordo.

Não tenho ser nem lei.

Lapso da consciência entre ilusões,

Fantasmas me limitam e me contêm.

Dorme insciente de alheios corações,

Coração de ninguém.


Fernando Pessoa

Tenho medo...
Medo que alguém me roube o que tenho.
Medo que alguém me roube o que amo.
Medo que alguém sem medo me consiga tirar aquilo que o meu medo permitir.
Medo que alguém melhor do que eu consiga dar aquilo que as minhas fracas capacidades não permitem que dê.
Medo que alguém me deixe vazio, não sem algo, mas sem alguém alguém.
Medo que eu não faça falta.
Medo de continuar com medo.
Medo que este medo deite tudo a perder.
Medo de perder.

A Ideologia de César Carvalheia, por favor, páre, é a pouca vergonha para Mealhada e para o PSD, na Federação já não há lugar pa si? OU ... Futebol...


“(…) Não gostaria de falar muito nisso…mas quando saí do PS era a pessoa indicada pelo partido para ser candidato à Câmara e se nessa altura tive o maior resultado de sempre no concelho da Mealhada pelo PSD, pelo partido Socialista tinha ganho por uma maioria absoluta. Os interesses do meu concelho falaram mais alto nessa altura. Entendia que se fosse candidato pelo Partido Socialista não conseguia fazer aquilo que queria. Queria fazer obras …e como na altura era o PSD que estava no governo, era o PSD que eu pensava ter o dinheiro para fazer as obras. Não pensei em mim, pensei no meu concelho. Pensei vou optar pelo PSD, porque é o partido que tem dinheiro para fazer obras. É claro que nem sequer pensei se isso me traria consequências políticas ou não.” in Mealhada Moderna
Nesta altura era César empreiteiro de obras publicas…a ideologia não interessava sim os interesses, lindo, é preciso ter um pouco de seriedade, vai de mal a pior o PSD Mealhada, ou não? Será que esteja enganado? Ou foram enganados os sociais-democratas, dinheiro sim, faz bem na minha conta já choruda, porque o resto são cantigas. Cada qual vê o mundo da perspectiva que mais lhe dá jeito, mas isto é de mais, por favor Mealhada mais não, estamos fartos do mesmo, não estamos em Itália, onde existe na Secila a máfia.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Fado - José Malhoa


José Malhoa, pintor do povo a quem retratou nas suas alegrias e sofrimentos, na sua labuta e na sua espiritualidade, nasceu a 28 de Abril de 1854. Pintor de luz por excelência tem nas obras Promessas, Os Bêbados e O Fado as telas de maior agrado do público. De todas, O Fado foi a mais polémica, mas seria aquela que tornar-se-ia na obra emblemática do pintor.

Política



«O poder é, em grande medida, uma ilusão. O pior de tudo é quando as pessoas pensam que têm o Poder todo. Não têm. Tenho a convicção, ou, se quiser, a esperança de não estar na política por causa do Poder, mas sim por uma vontade muito grande de contribuir para que a sociedade portuguesa seja mais justa. Tive um choque quando, em jovem, verifiquei a manifestação gritante dessa injustiça. Ainda era estudante universitário, quando trabalhei, em acções sociais, nos bairros de lata de Lisboa. Isso deixou-me marca. De tal modo que me levou a mudar de vocação, a não seguir a profissão desejada e a envolver-me na actividade política.»
António Guterres, in Visão, 01.02.2001
Outros não pensam assim, pensam em si...mais em si, os outros que se danem!

Ambicioso

A boca do ambicioso só fica cheia com a terra da sepultura.