domingo, 17 de fevereiro de 2008

LÍGIA

Na bondade transparente, num brotar de amizade
Conseguiste sempre dar amor, palavras de estímulo
Ouviste, respeitaste, sofreste calada.
Mostraste sempre o teu sorriso
A amizade foi sempre uma constate na vida, sacrificaste-te pelos outros, mas para ti nunca foi sacrifício, foi sempre bom por ajudar.
Há poucas pessoas que possam ser dignas como tu.
Hoje lutas por ti com certezas e incertezas mas mostras que nada te é estranho.
A tua coragem surpreende-me, acho que tudo em ti me surpreende.
És a mãe que muitos gostariam de ter.
A senhora que todos queremos como amiga, porque és e serás a verdadeira amizade em pessoa.
O que passas hoje para nós injusto, para ti parece que não, porque mais uma vez tu olhas o lado positivo da vida.
Só peço que continues com esse teu belo sorriso.
Porque nós precisamos dele Lígia.
Obrigada por existires LIGIA

MANUEL ALEGRE

PAÍS EM inho
Não é possível suportar tanta água benta
Tantos infernos tantos paraísos
Tanta alma a salvar-se. Não é possível
Tanto salvador vestido de absoluto
Neste país de pouco. Neste país de muito.

Não é possível suportar tanta sebenta
Tanta batina tanto sebo tanta cela.
Até Marx vestiram de sotaina
Ó Antero: há um jesuíta fanático um beato.
Neste país abstracto. Neste país abstracto.

Não é possível suportar tanta ideia cinzenta
Tanto bolor de caserna e de convento
Lages lírios lágrimas. E os círios
Tanto 1º de Novembro e tanto Império
Neste país tão sério. Neste país tão sério.

Não haverá por aí outra ferramenta?
Não haverá ideias armas que não sejam
Bentas? Um grande ponto de interrogação?
Um amor laico. Um revolucionário ateu
Nas tintas para o inferno e para o céu?

Não é possível suportar tanta agonia
Tanta nódoa de cera tanta mancha de sangue
Tanto xaile a cheirar a sacristia.
(Que eu vi lá longe um homem crucificado por este país fardado.

Por este país fardado.) E já não posso suportar tanta doença
Tanta cebola a fazer de flor tanta mezinha
Tanta Zita Santa Zita tanto rito

Tanto guisado e catecismo.
Tantas coisas em inho
Neste país quietinho ò Pascoais.
Neste país quietinho.

É preciso (como diz o Torga) correntes de ar
Pois falta ó Cesariny é verdade que falta
Por aqui uma grande razão
(Que não seja só uma palavra). Falta uma fúria.
Neste país lamúria. Neste país lamúria.

Um pouco mais de brasa. Ou se preferem
(como diria Mário Sá-Carneiro)
um pouco mais de golpe de asa. Pois falta ó Breton
um amor louco (laico e louco)
Neste país de pouco. Nesta país de pouco.

Falta o porquê de António Sérgio. Falta o porquê.
Faltam concelhos realmente municipais.
Que não é possível suportar tanta gordura
Tanta tristeza magra tanta rodilha tantos cestos
Neste país de restos. Neste país de restos.

Não é possível suportar tanto chicharro
Tanta espinha na alma tanta côdea
Tanta azeitona miudinha tanta malha
Tanta mágoa apanhada uma a uma (Que é tudo
O que se apanha.) Neste país tão mudo. Neste país tão mudo.

Um pouco um pouco de ternura
(Que não seja só uma canja de galinha)
Um pouco um pouco de clareza
(Que não seja só o sol. Que não seja só o sul).
Neste país azul. Neste país azul.

Que não é possível suportar tanta mentira
Tanta gente de esquerda a viver à direita
Tanta apagada e vil baixeza tanta reza
Tanto cochicho onde é preciso falar alto.
Neste país a salto. Neste país a salto.

Não é possível suportar tanto cotim
Tanta manga de alpaca tanta canga
Tanta ganga suada tanta lixívia
Tanta lezíria tanto corno tanto chouriço
Neste país castiço. Neste país castiço.

Não é possível tanto macho tanta fêmea
Tanta faca e alguidar tanto magala
Tanta santa tanta puta tanta infanta
Tanta saca tanta faca tanto fraque
Neste país a saque. Neste país a saque.

Pois falta aqui o verbo ser. E sobra o ter.
Falta a sobra e sobra a falta. Ó proletários da tristeza
Falta a ciência mais exacta: a poesia.
E há muito já que um poeta disse: É a hora.
Neste país daqui. Neste país de agora.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

ENAMORADO POR TI MEALHADA!!


Namorei, amei, casei, tu és linda, tens cheiro,vês o Buçaco…
O amor paira sempre no ar dás tudo sem te pedir nada és terra de gente linda…mas, onde tens gente, oportunista, cínica, fria onde gente egoísta ao ponto de mastigar outros, em proveito próprio sem carácter, que em teu nome destroem, fuzilam pessoas como se de bons actos se tratassem em nome da terra.
Que pena meu amor, tenho pena de ti por estares rodeada de parasitas. Mas eu amo-te Mealhada e digo, Mealhada linda!
E continuo, enamorado por ti… mas hei-de te ajudar a libertar desses teus falsos Namorados… traidores!... não mais do que isso, por tudo lutarei MEALHADA!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

A COR DA VIDA...


Na minha paleta da vida… onde as pinceladas têm cores acinzentadas. Numa vida deprimente onde só o negro parece me satisfazer, não queria estar deprimido, mas olhando as pessoas garridas, como se o arco-íris lhes pousa-se em cima, quando o atropelo é constante, as pessoas são números, são meras brochuras descartáveis.
Não, não suporto a indiferença.
Onde tu vens e não procuras dar cor á vida dos que te rodeiam.
Porquê? Será que só o preto fica bem nos outros, claro que te enganas eu no preto fico bem, não preciso do vermelho, sou ou tento ser feliz dentro de qualquer que seja a cor.
Embora a vida tenha cor! Somos nós que lhe damos a devida, a verdadeira cor…

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

DEIXEM-ME...


Deixem-me… preciso de paz.
Já que nada mais tenho, pelo menos que tenha paz.
Sinto-me rodeado de falsidades, muito longe de alcançar verdades.
Pareço abatido… embora não me tenham conseguido derrotar.
Embora pareça derrotista estão enganados, a força da razão faz-me lutar, lutar até vencer e tenho a certeza de que vou conseguir.
Engane-se quem pensa o contrário… sempre me cruzarei nas lutas para defender os meus ideais…

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

PENSAS...


Pensas… que não pensas, talvez porque penses que muitos não pensam.
Mas pensam o mesmo que tu pensas, só que tem no pensamento realidades, aquelas que tu não tens, aquelas que tu não abranges...
Eles ao contrário de ti não vivem de utopias, sim de lucidez.
O pensamento não tem dono, tem formas de pensar, todas são válidas, embora tu penses não, que quem tem menos cultura, tem pensamentos menos sustentáveis.
Todos e tu se enganam, porque numa sociedade pluralista todos os contributos são poucos para melhorar os nossos “Pensamentos”… a nossa Sociedade.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

MEALHADA (vídeo)

AMOR!




Amo-te, quero-te
Sim jamais te vou perder
Perder, não tu és a minha tentação
Algo de que não vou conseguir ter …
Sempre te tive mas quero-te muito, muito mais …
Sem ti na minha vida não conseguiria ser o homem que quero ser.
O pai, que sou, que tanto anseio …
Por melhor, aquele que vai dar sem nada pedir, e vai dar…
Hoje sei, que nasci para ti, para te dar embora te tenha tirado.
Mas fica com o meu amor, esse eu nunca te o tirei.
Eu sim pensei que o tivesse perdido, hoje penso que me tens amor como eu tenho por ti.
Merecias que eu nunca fosse ausente mas…olha Amor…Amo-te

UM DIA!...


Um dia!
Dia de calor, dia de cor.
Tenho uma sensação uma dor, mas que será? Só o presságio do Verão, ou mesmo da dor.
Não, não estou farto de sofrer, de fazer doer, tenho que ser um pouco mais…mais, sim mas não sei como, procuro não sei se vou encontrar.
Mas encontrei-me é maravilhoso com dor, sem dor, quando damos o que conta é que somos nós próprios, é tão bom!
Sofrer também faz crescer e no crescimento, cada marca tem um nome, tem explicação.
Nesta sociedade de marcas eu então tenho muitas, posso dizer que sou especialista em “marketing”, sabendo tudo pelo que passei, o que me marcou no bem, no mal e estou pronto para refazer tudo, se for preciso começar de novo, por vezes é necessário, é encontrarmo-nos para poder assim viver…
Viver não só bem, mas com tudo o que a vida nos oferece, ou nós procuramos.
Mas vos digo encontrei-me e no bem e no mal, estou feliz.
Tão apenas porque sou eu…